Nos anos 2000 a Sony Ericsson fez sucesso com aparelhos icônicos e os primeiros Xperia. Após a venda da participação à Sony, a marca sumiu das lojas, mas deixou legado e a Ericsson seguiu novo rumo.
Quem teve celular nos anos 2000 provavelmente se lembra da Sony Ericsson, marca responsável por aparelhos que fizeram sucesso na época. Embora o nome tenha desaparecido das prateleiras há mais de uma década, a empresa não faliu nem simplesmente deixou de existir: a marca foi incorporada quando a Sony comprou a participação da Ericsson na joint venture.
A Sony Ericsson Mobile Communications nasceu em 2001, quando Sony e Ericsson reuniram suas operações de celulares numa empresa com 50% de participação para cada uma. A joint venture iniciou oficialmente suas atividades em outubro de 2001, coincidindo com o começo da primeira rede 3G comercial no Japão.
Nos anos seguintes, a parceria se consolidou especialmente na era dos feature phones. Modelos como K750i, W800, W810, K800 e C905 marcaram a presença da marca no mercado. Dois nomes herdados da Sony também tiveram papel importante: a linha Walkman, voltada a celulares para música, e Cyber-shot, para modelos com foco em fotografia. A marca Xperia surgiu ainda sob a gestão da joint venture, com o Xperia X1 em 2008.
A chegada do iPhone e a rápida expansão dos smartphones mudaram o setor. A Sony Ericsson tentou transitar para a nova fase e adotou o Android, mas perdeu espaço para fabricantes que passaram a concentrar o mercado. Em outubro de 2011, a Sony anunciou a compra dos 50% da Sony Ericsson pertencentes à Ericsson por €1,05 bilhão. A operação foi concluída em 15 de fevereiro de 2012, quando a companhia passou a integrar totalmente a Sony, que logo renomeou o braço para Sony Mobile Communications.
Depois da mudança, a Sony manteve a família Xperia e, nos primeiros anos sob controle integral da Sony, modelos como Xperia Z, Z1, Z2 e Z3 deram visibilidade à marca entre os celulares Android. Com o tempo, a operação encolheu: a Sony reduziu a oferta de aparelhos e deixou mercados, mantendo uma atuação menor que a das maiores fabricantes.
Ainda assim, os Xperia continuam no mercado. Recentemente, a linha lançou um smartphone topo de linha que traz entrada P2 para fones de ouvido e slot para cartão de memória, com disponibilidade variando conforme o país. O legado mais direto da antiga Sony Ericsson que chega ao consumidor é justamente o Xperia, hoje valorizado por entusiastas de fotografia devido ao desenvolvimento de software de câmera e ao uso de lentes próprias.
Já a Ericsson seguiu rumo diferente. A saída da fabricação de aparelhos marcou a aposentadoria da empresa como fabricante de celulares: a companhia regressou ao seu foco histórico em infraestrutura e serviços de telecomunicações. Hoje, a Ericsson está entre as fornecedoras mundiais de equipamentos para redes móveis e vende para operadoras tecnologia para redes 4G e 5G, como rádios, antenas, equipamentos de RAN e core, além de softwares e sistemas de gerenciamento. A Ericsson encerrou 2025 com 236,7 bilhões de coroas suec
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