O AfroGames realizou na segunda (31/8) a formatura no Morro do Cantagalo, concluindo a 1ª turma do curso de atores para audiovisual. José Júnior falou sobre 33 anos e expansão de projetos culturais e de formação no RJ.
O AfroGames, programa de e-sports e jogos digitais do Grupo Cultural AfroReggae, promoveu, na noite de segunda-feira (31/8), uma cerimônia de formatura no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. A solenidade também marcou a conclusão da primeira turma do curso de formação de atores para o audiovisual, iniciativa recente da organização.
Durante a celebração, o fundador do AfroReggae, José Júnior, conversou com uma repórter sobre o impacto das ações desenvolvidas pela instituição ao longo de 33 anos e sobre a expansão dos projetos voltados à cultura, à educação e à formação profissional. O AfroGames foi apresentado como um centro de formação profissional no universo dos esportes eletrônicos e dos jogos digitais, voltado para a população das comunidades onde o grupo atua.
“Já formamos, inclusive 21 deles participaram da série ‘Delegacia de Homicídios’ que nós também gravamos aqui no Morro do Cantagalo. Então são duas formaturas, o Afro Games, o Afro Games é o primeiro centro de formação de esportes do mundo numa favela e esse curso de atores para audiovisual que é uma super novidade que o Afroreggae criou no final do ano passado e está fazendo muito sucesso”, contou José Júnior.
Além do AfroGames e do curso de formação de atores para audiovisual, José Júnior atualizou o número de iniciativas em atividade. Segundo ele, a organização passou por transformações ao longo das décadas e hoje concentra sua atuação em 12 projetos sociais. No passado, segundo explicou, o número de ações já chegou a ser superior a 70.
“Grupo Cultural Afroreggae, a ONG, hoje, tem 12 projetos. No passado teve mais de 70, mas mudou muito. O Afroreggae do passado não é o Afroreggae hoje do presente. E tem a produtora, a Afroreggae audiovisual, que é uma outra coisa, uma outra pessoa jurídica”, disse José Júnior.
Com mais de três décadas de trabalho, o grupo afirmou ter alcançado dezenas de milhares de pessoas, embora não seja possível precisar um número exato de beneficiados. Durante a conversa, também foram citadas medidas de retomada de atividades culturais presencialmente nas comunidades.
“Já são 33 anos, eu não faço ideia, mas dezenas de milhares. É muita, muita, muita gente, muita gente. Tem um projeto, inclusive, que nós voltamos a colocar na ativa, que é o Conexões Urbanas, que é um circuito de shows na favela. Inclusive, o último show foi do Belo, na Nova Holanda. O próximo show vai ser do Belo também, provavelmente na Vila Vintém”, completou José Júnior.
O Conexões Urbanas foi citado como um projeto que leva shows gratuitos às favelas, com a proposta de oferecer estrutura equivalente à de grandes apresentações realizadas em outras áreas do Rio de Janeiro. A iniciativa contou com patrocínio da Ambev e com apoio da Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, segundo José Júnior.
O evento de formatura no Morro do Cantagalo reforçou a aposta do AfroReggae na formação profissional em áreas criativas e tecnológicas, conectando a comunidade local a oportunidades no mercado audiovisual e nos esportes eletrônicos.



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