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Comunicação

Venda de horários fragmenta TV e enfraquece jornalismo

Venda de horários por receita imediata fragmenta grades, compromete atrações e exige repensar horário eleitoral e modelo de negócios.

02/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h23
Venda de horários fragmenta TV e enfraquece jornalismo

Emissoras vendem faixas inteiras a igrejas, televendas e programas pagos para aumentar receita. O resultado é uma programação fragmentada que sacrifica jornalismo, séries e inovação.

A venda de horários transformou-se em um dos principais problemas da televisão brasileira. Em nome da receita imediata e do simples ato de emitir nota fiscal, faixas inteiras têm sido entregues a igrejas, televendas e outros conteúdos que comprometem a coerência e a harmonia da grade.

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Pior é que algumas emissoras não conseguem mais sobreviver sem esse recurso, e o resultado é uma programação cada vez mais fragmentada e menos atraente. Horários que poderiam abrigar jornalismo, entretenimento, séries ou novos formatos acabam ocupados por conteúdos comprados, muitas vezes mal-ajambrados e sem identidade.

Houve um tempo em que montar uma grade era também uma questão de prestígio. Havia disputa por talentos, formatos e audiência para manter uma emissora competitiva. Hoje, parte desse brilho foi substituída pela lógica do aluguel, com consequências nefastas para a programação.

Tamanho do prejuízo: o “MasterChef” é um dos programas de maior importância e faturamento da Band, reflexo dos tantos anos de exibição. Nesta última terça, no entanto, com Horário Político e Igreja, o programa foi ao ar perto das 23h e terminou quase às 2h da manhã — um deslocamento que compromete audiência e valor comercial.

É preciso repensar, e com urgência, o modelo do horário eleitoral gratuito na televisão. Funcionou em outros tempos, quando a TV era praticamente a única grande fonte de informação. Hoje, com internet e tantas opções, virou um problema para as emissoras. Os números de audiência destes primeiros dias estão aí para mostrar.

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Quanto à qualidade do conteúdo partidário, salvo raras exceções, os programas dos partidos continuam sem melhor padrão editorial. O nível de exigência, em todos os sentidos, deveria ser muito maior.

Ainda não é possível cravar se o debate dos presidenciáveis será realizado ou não, no dia 20, pelo SBT e pelas empresas que integram seu pool. Tudo indica que não. Lula já disse que não irá participar do debate. Ele não indo, Flávio Bolsonaro também não irá. Não contando com os dois, resta saber o que o pool formado pelas 11 empresas irá decidir; a tendência é que não aconteça.

Na área de bastidores, seguimento de atrações e nomes: a apresentadora que saiu do ambiente político ganhou espaço em programa de entrevistas e teve boa repercussão em conversa com uma atriz de destaque. Também houve aproximações de nomes para formatos de reality e debates de programação, com contatos iniciais já realizados.

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Dou a maior força.

Bate–Rebate

  • SBT — estreia: vai estrear a faixa Discovery nesta próxima sexta-feira, com “Aeroporto: Área Restrita”, apresentação do Cesar Filho.
  • SBT — up-front: há desejo de realizar um up-front para anunciar as novidades de 2027; a data ainda não foi definida.
  • Podcast — Vera Viel: estreou o podcast “Vozes da Vida”, inspirado no acolhimento recebido ao enfrentar um câncer; reúne histórias de superação, com participações iniciais de Fabiana Justus, Mariana Rios e Amanda Meirelles, disponíveis no YouTube.
  • Osesp — concerto: a partir de amanhã, quinta, a Osesp recebe a regente Xian Zhang e dez músicos da China NCPA Orchestra na Sala São Paulo; as apresentações integram o Ano Cultural Brasil-China 2026 e incluem a violinista Tai Murray; o programa traz obras de Yuankai Bao, Prokofiev e Mussorgsky.
  • Direitos esportivos — pendências: veículos disputantes dos direitos da Copa do Brasil (novo período) e do terceiro pacote da Libertadores têm prazo até, no máximo, o dia 20 para definir soluções comerciais.
  • Festivais — curtas: a TV Cultura premiou “Theo” com o Prêmio Aquisição e “Entre Mães” com Menção Honrosa no Festival Internacional de Curtas de São Paulo; os curtas serão exibidos em breve — “Theo” acompanha uma criança de sete anos durante a Copa de 1986; “Entre Mães” aborda maternidade solo entre mãe e filha negras.
  • Novos nomes: profissionais vindos de rádios e mercados regionais seguem conquistando espaço em emissoras e programas nacionais.

As emissoras continuam ajustando blocos para tentar mitigar o baixo faturamento de agosto, apontado como o pior dos últimos tempos. A necessidade de rever modelos de negócio e prioridades de grade se impõe como pauta urgente no mercado televisivo.

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Emissoras vendem faixas inteiras a igrejas, televendas e programas pagos para aumentar receita. O resultado é uma programação fragmentada que sacrifica jornalismo, séries e inovação.

A venda de horários transformou-se em um dos principais problemas da televisão brasileira. Em nome da receita imediata e do simples ato de emitir nota fiscal, faixas inteiras têm sido entregues a igrejas, televendas e outros conteúdos que comprometem a coerência e a harmonia da grade.

Pior é que algumas emissoras não conseguem mais sobreviver sem esse recurso, e o resultado é uma programação cada vez mais fragmentada e menos atraente. Horários que poderiam abrigar jornalismo, entretenimento, séries ou novos formatos acabam ocupados por conteúdos comprados, muitas vezes mal-ajambrados e sem identidade.

Houve um tempo em que montar uma grade era também uma questão de prestígio. Havia disputa por talentos, formatos e audiência para manter uma emissora competitiva. Hoje, parte desse brilho foi substituída pela lógica do aluguel, com consequências nefastas para a programação.

Tamanho do prejuízo: o “MasterChef” é um dos programas de maior importância e faturamento da Band, reflexo dos tantos anos de exibição. Nesta última terça, no entanto, com Horário Político e Igreja, o programa foi ao ar perto das 23h e terminou quase às 2h da manhã — um deslocamento que compromete audiência e valor comercial.

É preciso repensar, e com urgência, o modelo do horário eleitoral gratuito na televisão. Funcionou em outros tempos, quando a TV era praticamente a única grande fonte de informação. Hoje, com internet e tantas opções, virou um problema para as emissoras. Os números de audiência destes primeiros dias estão aí para mostrar.

Quanto à qualidade do conteúdo partidário, salvo raras exceções, os programas dos partidos continuam sem melhor padrão editorial. O nível de exigência, em todos os sentidos, deveria ser muito maior.

Ainda não é possível cravar se o debate dos presidenciáveis será realizado ou não, no dia 20, pelo SBT e pelas empresas que integram seu pool. Tudo indica que não. Lula já disse que não irá participar do debate. Ele não indo, Flávio Bolsonaro também não irá. Não contando com os dois, resta saber o que o pool formado pelas 11 empresas irá decidir; a tendência é que não aconteça.

Na área de bastidores, seguimento de atrações e nomes: a apresentadora que saiu do ambiente político ganhou espaço em programa de entrevistas e teve boa repercussão em conversa com uma atriz de destaque. Também houve aproximações de nomes para formatos de reality e debates de programação, com contatos iniciais já realizados.

Dou a maior força.

Bate–Rebate

  • SBT — estreia: vai estrear a faixa Discovery nesta próxima sexta-feira, com “Aeroporto: Área Restrita”, apresentação do Cesar Filho.
  • SBT — up-front: há desejo de realizar um up-front para anunciar as novidades de 2027; a data ainda não foi definida.
  • Podcast — Vera Viel: estreou o podcast “Vozes da Vida”, inspirado no acolhimento recebido ao enfrentar um câncer; reúne histórias de superação, com participações iniciais de Fabiana Justus, Mariana Rios e Amanda Meirelles, disponíveis no YouTube.
  • Osesp — concerto: a partir de amanhã, quinta, a Osesp recebe a regente Xian Zhang e dez músicos da China NCPA Orchestra na Sala São Paulo; as apresentações integram o Ano Cultural Brasil-China 2026 e incluem a violinista Tai Murray; o programa traz obras de Yuankai Bao, Prokofiev e Mussorgsky.
  • Direitos esportivos — pendências: veículos disputantes dos direitos da Copa do Brasil (novo período) e do terceiro pacote da Libertadores têm prazo até, no máximo, o dia 20 para definir soluções comerciais.
  • Festivais — curtas: a TV Cultura premiou “Theo” com o Prêmio Aquisição e “Entre Mães” com Menção Honrosa no Festival Internacional de Curtas de São Paulo; os curtas serão exibidos em breve — “Theo” acompanha uma criança de sete anos durante a Copa de 1986; “Entre Mães” aborda maternidade solo entre mãe e filha negras.
  • Novos nomes: profissionais vindos de rádios e mercados regionais seguem conquistando espaço em emissoras e programas nacionais.

As emissoras continuam ajustando blocos para tentar mitigar o baixo faturamento de agosto, apontado como o pior dos últimos tempos. A necessidade de rever modelos de negócio e prioridades de grade se impõe como pauta urgente no mercado televisivo.

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