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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Tecnologia

Espelho do Inatel mede pulso, respiração e oxigênio em 30s

Espelho do Inatel usa câmera e IA para estimar batimentos, respiração e SpO2 em cerca de 30s; projeto foi testado no HackTown 2026.

04/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h57
Espelho do Inatel mede pulso, respiração e oxigênio em 30s

Pesquisadores do Inatel criaram um espelho que, só com uma câmera, analisa o rosto e estima batimentos, respiração e saturação. Apresentado no HackTown 2026, o protótipo mostra as medições em cerca de meio minuto.

Um espelho inteligente desenvolvido por pesquisadores do Inatel consegue analisar sinais vitais sem necessidade de contato direto com o corpo. O equipamento utiliza apenas uma câmera para estimar frequência cardíaca, respiração e nível de oxigênio no sangue a partir da análise do rosto.

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O dispositivo é uma das atrações do HackTown 2026; seu funcionamento foi testado durante o evento. O sistema processa as imagens captadas pela câmera, identifica alterações na face relacionadas aos sinais vitais e, em cerca de 30 segundos, apresenta o resultado das medições. Para que a leitura seja feita corretamente, o usuário precisa ficar sentado de frente para o espelho e permanecer imóvel, evitando interferências no processo.

Usamos uma aplicação em Python para fazer a detecção de imagem. A partir desse processamento que conta com auxílio de inteligência artificial, conseguimos identificar sinais vitais presentes na face, captar essas informações e demonstrá-las quase em tempo real.

Arilson Xavier de Souza Costa, engenheiro de computação e um dos desenvolvedores do projeto, explicou o funcionamento do sistema.

A lógica adotada pelo espelho é semelhante à de smartwatches que monitoram a frequência cardíaca: enquanto o relógio emite luz e capta a resposta da pele, o espelho faz a leitura por meio da câmera, percebendo variações relacionadas ao volume sanguíneo. A pele reflete a luz e a câmera identifica mudanças de cor no rosto que estão associadas ao fluxo sanguíneo.

A gente parte do princípio de que a nossa pele reflete a luz. A olho nu, isso pode não significar muita coisa, mas a câmera consegue enxergar variações que a gente não percebe. Ela identifica mudanças de cor no rosto, e essas variações estão relacionadas ao fluxo sanguíneo.

Aline Patta Marcondes, engenheira de software e também desenvolvedora do projeto, detalhou essa base técnica.

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O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de um ano, a partir de estudos sobre técnicas de coleta remota de sinais vitais. A equipe analisou pesquisas já existentes e traduziu conceitos acadêmicos para código, com etapas de testes em campo e comparação com equipamentos médicos de referência.

Entre os testes, foi usado um oxímetro similar aos encontrados em hospitais para confrontar as leituras. A comparação serviu para verificar se os valores do espelho se aproximavam dos registrados pelo equipamento médico; a equipe, porém, não informou uma taxa exata de precisão das medições.

A iluminação do ambiente e o movimento do usuário continuam sendo desafios: a tecnologia depende da luz refletida pela pele e captada pela câmera, de modo que alterações nas condições de iluminação podem dificultar a leitura.

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O principal fator que dificulta a coleta é a luz. Aqui no HackTown, inclusive, estamos fazendo uma espécie de teste em campo para validar essa questão. O movimento também interfere, mas conseguimos tratar esse problema de forma mais simples do que a iluminação.

Arilson comentou sobre essa limitação e as estratégias de validação em evento ao vivo.

A intenção dos desenvolvedores é ampliar o uso da solução além do espelho: como o sistema trabalha com câmera convencional, ele poderá, no futuro, ser adaptado para rodar em smartphones, na forma de aplicativo. Nesse cenário, seria necessário boa iluminação e estabilidade por pelo menos 60 segundos para a medição. Com aferições frequentes, o sistema também poderia gerar um histórico dos sinais vitais ao longo do tempo, informação útil para acompanhamento médico prévio ao atendimento.

O espelho inteligente está em etapas finais de desenvolvimento e se apresenta como uma solução que integra tecnologia e saúde para facilitar a rotina das pessoas. Permanece, no entanto, a questão sobre até que ponto dispositivos pessoais substituem exames médicos em ambiente clínico; esse tema continua em debate entre especialistas.

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Pesquisadores do Inatel criaram um espelho que, só com uma câmera, analisa o rosto e estima batimentos, respiração e saturação. Apresentado no HackTown 2026, o protótipo mostra as medições em cerca de meio minuto.

Um espelho inteligente desenvolvido por pesquisadores do Inatel consegue analisar sinais vitais sem necessidade de contato direto com o corpo. O equipamento utiliza apenas uma câmera para estimar frequência cardíaca, respiração e nível de oxigênio no sangue a partir da análise do rosto.

O dispositivo é uma das atrações do HackTown 2026; seu funcionamento foi testado durante o evento. O sistema processa as imagens captadas pela câmera, identifica alterações na face relacionadas aos sinais vitais e, em cerca de 30 segundos, apresenta o resultado das medições. Para que a leitura seja feita corretamente, o usuário precisa ficar sentado de frente para o espelho e permanecer imóvel, evitando interferências no processo.

Usamos uma aplicação em Python para fazer a detecção de imagem. A partir desse processamento que conta com auxílio de inteligência artificial, conseguimos identificar sinais vitais presentes na face, captar essas informações e demonstrá-las quase em tempo real.

Arilson Xavier de Souza Costa, engenheiro de computação e um dos desenvolvedores do projeto, explicou o funcionamento do sistema.

A lógica adotada pelo espelho é semelhante à de smartwatches que monitoram a frequência cardíaca: enquanto o relógio emite luz e capta a resposta da pele, o espelho faz a leitura por meio da câmera, percebendo variações relacionadas ao volume sanguíneo. A pele reflete a luz e a câmera identifica mudanças de cor no rosto que estão associadas ao fluxo sanguíneo.

A gente parte do princípio de que a nossa pele reflete a luz. A olho nu, isso pode não significar muita coisa, mas a câmera consegue enxergar variações que a gente não percebe. Ela identifica mudanças de cor no rosto, e essas variações estão relacionadas ao fluxo sanguíneo.

Aline Patta Marcondes, engenheira de software e também desenvolvedora do projeto, detalhou essa base técnica.

O projeto começou a ser desenvolvido há cerca de um ano, a partir de estudos sobre técnicas de coleta remota de sinais vitais. A equipe analisou pesquisas já existentes e traduziu conceitos acadêmicos para código, com etapas de testes em campo e comparação com equipamentos médicos de referência.

Entre os testes, foi usado um oxímetro similar aos encontrados em hospitais para confrontar as leituras. A comparação serviu para verificar se os valores do espelho se aproximavam dos registrados pelo equipamento médico; a equipe, porém, não informou uma taxa exata de precisão das medições.

A iluminação do ambiente e o movimento do usuário continuam sendo desafios: a tecnologia depende da luz refletida pela pele e captada pela câmera, de modo que alterações nas condições de iluminação podem dificultar a leitura.

O principal fator que dificulta a coleta é a luz. Aqui no HackTown, inclusive, estamos fazendo uma espécie de teste em campo para validar essa questão. O movimento também interfere, mas conseguimos tratar esse problema de forma mais simples do que a iluminação.

Arilson comentou sobre essa limitação e as estratégias de validação em evento ao vivo.

A intenção dos desenvolvedores é ampliar o uso da solução além do espelho: como o sistema trabalha com câmera convencional, ele poderá, no futuro, ser adaptado para rodar em smartphones, na forma de aplicativo. Nesse cenário, seria necessário boa iluminação e estabilidade por pelo menos 60 segundos para a medição. Com aferições frequentes, o sistema também poderia gerar um histórico dos sinais vitais ao longo do tempo, informação útil para acompanhamento médico prévio ao atendimento.

O espelho inteligente está em etapas finais de desenvolvimento e se apresenta como uma solução que integra tecnologia e saúde para facilitar a rotina das pessoas. Permanece, no entanto, a questão sobre até que ponto dispositivos pessoais substituem exames médicos em ambiente clínico; esse tema continua em debate entre especialistas.

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