O estúdio See You Later e o designer Jordan Coopersmith levam ao Palco Mundo uma cenografia inédita neste sábado. O show se desenrola em três atos — Monólito, fragmentação e dissolução — e narra só por imagem e luz.
O Avenged Sevenfold chega neste sábado (5) ao Rock in Rio para apresentar uma identidade visual inédita no Palco Mundo. O novo conceito foi criado pelo estúdio criativo norte-americano See You Later, que assina a direção criativa e a animação do show. O design de palco é de Jordan Coopersmith.
A proposta visual da banda aposta na contenção em vez do excesso, traduzida em um universo estruturado em três “atos arquitetônicos”: o Monólito, sua fragmentação e, por fim, a dissolução em algo imaterial e infinito. A narrativa será contada apenas por imagem e luz, integrando o conteúdo visual à arquitetura automatizada de LEDs do palco, que permitirá construir e desmontar os elementos ao vivo, em sincronia com a música.
O estúdio detalhou ainda que a escala do Palco Mundo influenciou diretamente o desenho do espetáculo, porque a grande quantidade de telas de LED transforma o painel em elemento estrutural e não apenas em suporte para imagens. A intenção é preservar a linguagem visual da turnê, mas adaptá‑la para um formato muito maior, de modo que a arquitetura permaneça legível mesmo à distância.
Veja trechos do que o estúdio See You Later explicou sobre o projeto:
“A escala do Palco Mundo nos dá a oportunidade de reforçar uma ideia que já era central no show: tratar as telas como arquitetura, e não apenas como superfícies para conteúdo.”
“Para o Rock in Rio, queríamos preservar a linguagem visual da turnê permitindo que ela existisse em uma escala muito maior. A arquitetura precisava continuar legível de muito longe, então alguns dos gestos mais simples se tornam os mais poderosos.”
O processo criativo procurou estabelecer sensações mais do que apontar referências visuais diretas. Segundo o estúdio, a primeira orientação da banda foi clara: a ideia era criar algo potente por meio da contenção, não do excesso. A luz e o vídeo foram pensados como extensões da arquitetura do palco, capazes de deslocar o show de um caráter rígido e monumental para cenas cada vez mais abstratas e atmosféricas.
“A direção inicial da banda foi muito intencional: criar algo poderoso através da contenção, e não do excesso.”
“Ele começa com o Monólito: algo rígido, físico e contido. Depois, essa estrutura começa a se desestabilizar e se fragmentar. No ato final, a arquitetura essencialmente se dissolve, e o que resta é mais atmosférico, aberto e imaterial.”
A proposta busca dar uma progressão emocional ao set sem forçar uma narrativa literal sobre as letras: do estado de compressão à ruptura e, por fim, à liberação. Com a integração entre mundo físico e conteúdo digital, a intenção é que o palco seja percebido como um único ambiente, em que o LED funciona como parede, vazio, volume ou fonte de luz, conforme o momento do espetáculo.
O show será transmitido ao vivo, então muita gente vai acompanhar pela televisão, e não pessoalmente.
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