A edição 2026 do North Sea Jazz em Curaçao abriu com Alain Perez e a dupla Gente de Zona, mesclando jazz, pop e reggaeton no palco. A ilha atrai turistas brasileiros com praias, passeios de buggy e a Gruta de Hato.
Curaçao, ilha do Caribe conhecida pelas suas praias e cenários tropicais, volta a se destacar como palco de um encontro plural entre ritmos locais e grandes nomes da música internacional. A edição 2026 do North Sea Jazz Festival em Curaçao abriu com apresentações do baixista e cantor Alain Perez e da dupla Gente de Zona, ambos vindos de Cuba, e seguiu reunindo atrações que transitam do jazz ao reggaeton.
A ilha, que atrai turistas brasileiros em busca de suas cerca de 40 praias, oferece além do litoral opções de passeio como passeios de buggy e visitas à Gruta de Hato, e um centro histórico revitalizado com lojas, bares e museus. No campo musical, coexistem estilos locais como a tumba (mistura de tambores africanos e merengue), o tambú (conhecido como o “blues de Curaçao”) e o seú (marcha com passos que lembram o movimento das colheitas).
O North Sea Jazz Festival em Curaçao foi criado em 2010, inspirado no evento homônimo da Holanda, e se consolidou por combinar artistas caribenhos com atrações do pop, rock e jazz internacionais. Em edições anteriores já passaram nomes como Prince, Tom Jones, além de veteranos da soul music como Betty Wright, Smokey Robinson e Charles Wilson (da Gap Band), e grupos pop como Level 42. O festival também traz astros do reggaeton, zouk, reggae e cumbia, e costuma reservar a primeira noite para apresentação aberta ao público.
Na programação de 2026, a segunda noite teve como atração mais concorrida o conjunto identificado como The Jacksons — referido na apresentação como O Jackson — cuja participação ficou restrita a Marlon acompanhado por vocalistas de apoio, em um espetáculo pautado pela nostalgia e por depoimentos dos pais dos Jacksons. Outra apresentação de destaque foi a do panamenho Ruben Blades, cujo estilo de salsa com teor político mantém forte poder de mobilização do público.
O conjunto americano Toto fechou a segunda noite. Liderado pelo guitarrista Steve Lukather, único membro da formação original, e com Joseph Williams nos vocais, o grupo executou clássicos como “Rosana”, “I’ll Be Over You”, “Hold the Line” e “Africa”.
A terceira e última noite contou com apresentações de Jon Batiste e de gala com o saxofonista Branford Marsalis e a cantora Dianne Reeves, em repertório inspirado na obra de John Coltrane (1926-1967), cujo centenário de nascimento será celebrado este ano. O encerramento da edição ficou por conta do reggaeton de J.Balvin, que nesta sexta-feira se apresenta no Rock in Rio, e do grupo de zouk Kassav, ambas as atrações registrando os shows mais lotados da noite.
O festival reforça a força da cena caribenha e aponta para o potencial de integração entre os palcos da região e o público brasileiro, especialmente para quem busca no calendário cultural alternativas que misturam tradição local e grandes produções internacionais.


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