Antes de subir ao palco principal, Jota.pê vive a expectativa pela estreia solo no festival. Ele destaca o orgulho de dividir o set com referências da cena, chamando o encontro de marco na carreira.
Antes de subir ao palco Sunset, Jota.pê vive a expectativa da estreia solo no Rock in Rio. O cantor e compositor se apresenta no festival nesta sexta-feira (11), ao lado de Luedji Luna e Zaynara, num dos encontros mais aguardados desta edição.
Jota.pê vê a apresentação como um marco na carreira e destacou a importância do gesto de dividir o palco com artistas que são referências para ele. Sobre a estreia no tamanho do Sunset, afirmou que já havia participado do Rock in Rio em outra situação, mas que esta será a primeira vez como cabeça de apresentação nesse palco.
“Estou muito animado para esse show, por muitos motivos. É o Rock in Rio, vai ser minha primeira vez num palco desse tamanho no festival. Eu já toquei no Rock in Rio, mas foi sendo convidado pela Timbalada em outro palco e em outra situação.”
O encontro com Luedji Luna e Zaynara vinha sendo planejado entre os artistas há algum tempo, segundo o cantor. A ideia de reuni-los no Sunset, porém, surgiu com a participação de terceiros na articulação.
“Fico conversando com as duas direto: ‘Vamos fazer o quê? Vamos tocar tal coisa, vamos fazer'”, relembrou Jota.pê.
“A gente já queria fazer esse encontro, mas foi o Zé Ricardo que falou: ‘Olha, e se a gente sugerisse umas pessoas?’ A gente começou a conversar e chegou nos nomes delas. Ainda bem que as duas toparam.”
Sobre o repertório, o artista preferiu não adiantar tudo, mas adiantou que haverá um medley sugerido por Luedji, com momentos individuais de cada convidada acompanhadas pela banda de Jota.pê e blocos solo. A expectativa é encerrar com as três vozes juntas, algo inédito para o cantor.
“Quero muito brincar com essas possibilidades, inclusive juntar nós três cantando ao mesmo tempo, porque isso nunca aconteceu, né? Então quero aproveitar esse momento para isso.”
Jota.pê comentou também a diversidade da programação do Rock in Rio, que combina atrações como o grupo sul-coreano Stray Kids e a banda britânica Jamiroquai. Ele planeja poupar energia para aproveitar o festival inteiro e ver apresentações que o interessam.
“O Rock in Rio tem esse poder, né, de misturar muita coisa incrível e diferente ao mesmo tempo.”
“Vou tentar descansar o máximo possível no dia anterior, para conseguir dar conta de passar o dia inteiro no festival no dia em que eu vou tocar, porque quero muito assistir ao Jamiroquai.”
Além do encontro, Jota.pê deve levar ao Sunset o single “Até Outro Dia Amor”, lançamento recente de sua carreira solo. A faixa representa uma nova fase sonora, com influências do reggae e de elementos vivenciados em São Luís do Maranhão, onde foi gravado o clipe.
“Essa música veio da vida, né? As coisas amorosas que a gente vive acabam virando música. É um som pelo qual tenho muito carinho, gostei muito da composição desde que ela ficou pronta.”
“Gostei muito do resultado de brincar um pouco, de flertar um pouco com o reggae, de trazer isso para dentro do meu som, o que é uma coisa que eu não tinha feito ainda.”
Vencedor de três Grammys Latinos com o álbum “Se o Meu Peito Fosse o Mundo”, Jota.pê disse não sentir pressão em relação ao próximo disco e afirmou que prêmios não devem pautar a carreira. Ele descreveu o processo criativo do álbum anterior como imersivo, feito em uma fazenda que funciona como estúdio, onde a equipe teve tempo para experimentar e ajustar o trabalho.
“A gente não fez um disco para ganhar um Grammy, a gente fez um disco que amasse, e ele ganhou um Grammy. Pode ser que eu nunca mais ganhe um Grammy Latino na vida, e está tudo bem. Porque eu faço música porque amo, porque gosto.”
Por fim, Jota.pê avaliou a cena contemporânea da MPB como uma geração que ocupa espaços antes associados a artistas de outras épocas, citando a convivência e a troca entre nomes atuais como algo que se realiza no presente.
“É muito bonito olhar para o lado e ver a Luedji, a Liniker, o Os Garotin, a Melly, a Duquesa, tanta coisa acontecendo em vários estilos musicais diferentes, e a gente se encontrando, se conhecendo, se ouvindo, querendo estar junto.”
“Para mim é muito nítido que a música brasileira é muito valorizada fora do Brasil.”
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