KING Saints leva ao Rock in Rio 2026 uma apresentação que mistura música, dança, moda, beleza e referências da cultura brasileira. A artista se apresenta neste sábado (12), às 15h, no Espaço Coca-Cola, palco que tem programação nesta edição com curadoria especial. A passagem pelo festival também marca um momento inédito na trajetória da cantora: será a primeira vez que ela vai performar ao vivo ‘Deus-Mãe’, parceria com Anitta.
Nascida e criada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, KING construiu uma identidade artística que reúne referências internacionais, ancestralidade negra e elementos do pop. Para o Rock in Rio, essa mistura ganha dimensão visual e performática pensada especialmente para o Espaço Coca-Cola, com coreografia, figurino, beleza e direção artística alinhados para criar uma narrativa em torno da artista e ampliar a experiência do público.
A direção coreográfica é assinada por Oliver, coreógrafo e bailarino conhecido pelo trabalho em danças urbanas e jazz funk. A relação entre Oliver e KING Saints é antiga: eles se conhecem há cerca de 20 anos e trabalham juntos há mais de uma década, o que influenciou a construção da apresentação.
Você ouve as músicas da KING e sente que existe sempre um chamado, algo dramático. Isso é muito artístico e muito dela. Eu não poderia simplesmente criar uma coreografia comercial, feita apenas para ser reproduzida.
Segundo a equipe de criação, a coreografia combina elementos do hip-hop old school com influências do jazz funk e referências à estética dos anos 2000, período apontado como fundamental para a formação do pop contemporâneo. A proposta é transformar a dança em parte integrante da dramaturgia do espetáculo, mais do que mero acompanhamento musical.
A nossa essência é esse fundamento do pop que eu chamo de anos 2000. Dali a gente pegou um pouquinho daqui, trouxe um pouquinho de cá, trouxe um pouquinho do que acredita e formou esse movimento.
No plano visual, a identidade do espetáculo parte do encontro entre a origem na Baixada Fluminense e referências do pop internacional. Vermelho, pedras, texturas e camadas de styling aparecem na composição da artista e dos bailarinos. Na beleza, o cabelo ganha uma nagô desenhada; tranças e cabelo afro reforçam a presença da ancestralidade negra na proposta visual.
O figurino foi criado por Jean Dinute, que acompanha a trajetória de KING Saints há anos. A aposta busca traduzir a posição artística da cantora neste momento de carreira, costurando referências de diferentes universos estéticos.
Quis trazer esses dois universos e juntar também um pouco dessa geração KING. O que é KING, o que ela representa, onde ela está e que posição artística ela vai ter.
Parte da produção do figurino foi desenvolvida em parceria com o projeto Made in Brechó, a partir de peças vintage e garimpadas no Rio de Janeiro. A escolha aproxima o figurino da moda independente e reforça a proposta urbana do espetáculo, que também incorpora referências de cabaré em diálogo com o universo do Kingaral, comunidade de fãs da artista.
No Espaço Coca-Cola, KING Saints vai reunir hip-hop, jazz funk, estética dos anos 2000, cultura brasileira, pop internacional e elementos de ancestralidade negra, reorganizados a partir da identidade da artista. Para a equipe envolvida, a apresentação pretende mostrar múltiplas camadas da cantora, evitando reduções simplistas à sua obra.
A KING é muita coisa. Não dá para resumir ela em uma dança copia e cola.
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