Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Clima

Lola Young desafia chuva e aposta em repertório além de ‘Messy’

Lola Young estreou no Brasil no Rock in Rio 2026 entre chuva e shows simultâneos, tentando mostrar ao público que é mais que o hit "Messy".

13/09/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h44
Lola Young desafia chuva e aposta em repertório além de ‘Messy’

Em sua estreia no Brasil, Lola Young enfrentou chuva e público que a conhece por 'Messy'. Vestida de preto e com banda completa, abriu com 'Wish You Were Dead' e apresentou repertório menos conhecido.

Lola Young chegou ao Rock in Rio 2026 neste domingo (13) com a missão de mostrar que é mais do que um único hit viral. Em sua primeira apresentação no Brasil, a britânica teve de apresentar um repertório menos conhecido para um público que, em boa parte, a conheceu por “Messy”, enquanto lidava com chuva e uma programação concorrida na Cidade do Rock.

Publicidade

No Palco Mundo, Lola rompeu um pouco da estética desarrumada com que costuma ser associada: entrou de vestido preto e unhas longas, acompanhada por banda completa — bateria, teclado, baixo e guitarra — e abriu com “Wish You Were Dead”, sorridente. Apesar da mudança visual, a artista manteve a mistura de vulnerabilidade, humor e energia caótica que marca seu trabalho.

O show alternou trechos contidos, em que a voz de Lola ocupava praticamente todo o espaço, com momentos de extravaso ao lado da banda. Entre as faixas que ajudaram a apresentar seu repertório a quem ainda não o conhecia esteve “Big Brown Eyes”. Em “Spiders”, a cantora se emocionou e chegou a chorar no palco, reduzindo por instantes a performance mais sorridente e deixando a interpretação se apoiar apenas na voz.

“Eu estou muito feliz de estar aqui. Eu ouvi muitas coisas lindas deste país, e é verdade”

Em diversos momentos a cantora manifestou surpresa e alegria com a recepção brasileira. Ela repetiu a ansiedade pela estreia no país e celebrou o público:

“Eu estava muito ansiosa para me apresentar aqui e ouvir os gritos dos brasileiros, que são os melhores do mundo. Vocês me provaram isso.”

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Mesmo diante de chuva — que já havia apertado durante a apresentação de Joelma no Palco Sunset — a dinâmica de festival pesou. Parte da plateia precisou escolher entre apresentações simultâneas: Dennis começava no Espaço Favela às 19h10, horário em que Lola subiu ao Palco Mundo, e Marina Sena estava prevista para o Sunset às 20h20. A concorrência com nomes nacionais, que carregam relação mais consolidada com o público, tornou a tarefa de apresentar um elenco maior de músicas ainda mais difícil.

A circulação pela Cidade do Rock ficou evidente: enquanto alguns permaneceram para descobrir o repertório de Lola Young, outros aproveitaram para buscar shows mais festivos ou garantir lugar para as próximas atrações. A artista comemorou a disposição de quem ficou:

“Mesmo que vocês não conheçam todas as músicas, vocês estão curtindo, entendem? É por isso que eu amo!”

Publicidade

Em certo momento, Lola também disse:

“Vocês estão tendo um ótimo momento mesmo com essa chuva. Eu te amo, Brasil.”

O espetáculo mostrou por que reduzir Lola Young a um único viral seria um erro: a voz rouca, as variações de intensidade e a interpretação confessionais sustentam um repertório não dependente apenas da lógica de um hit. Ao mesmo tempo, o Rock in Rio evidenciou que ter repertório para um grande palco não significa que esse seja o espaço ideal; cenas mais íntimas, como as vividas em “Spiders”, sugerem que um palco menor, como o Palco Sunset, poderia favorecer a aproximação e preservar a intimidade das faixas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Em sua estreia no Brasil, Lola Young enfrentou chuva e público que a conhece por 'Messy'. Vestida de preto e com banda completa, abriu com 'Wish You Were Dead' e apresentou repertório menos conhecido.

Lola Young chegou ao Rock in Rio 2026 neste domingo (13) com a missão de mostrar que é mais do que um único hit viral. Em sua primeira apresentação no Brasil, a britânica teve de apresentar um repertório menos conhecido para um público que, em boa parte, a conheceu por “Messy”, enquanto lidava com chuva e uma programação concorrida na Cidade do Rock.

No Palco Mundo, Lola rompeu um pouco da estética desarrumada com que costuma ser associada: entrou de vestido preto e unhas longas, acompanhada por banda completa — bateria, teclado, baixo e guitarra — e abriu com “Wish You Were Dead”, sorridente. Apesar da mudança visual, a artista manteve a mistura de vulnerabilidade, humor e energia caótica que marca seu trabalho.

O show alternou trechos contidos, em que a voz de Lola ocupava praticamente todo o espaço, com momentos de extravaso ao lado da banda. Entre as faixas que ajudaram a apresentar seu repertório a quem ainda não o conhecia esteve “Big Brown Eyes”. Em “Spiders”, a cantora se emocionou e chegou a chorar no palco, reduzindo por instantes a performance mais sorridente e deixando a interpretação se apoiar apenas na voz.

“Eu estou muito feliz de estar aqui. Eu ouvi muitas coisas lindas deste país, e é verdade”

Em diversos momentos a cantora manifestou surpresa e alegria com a recepção brasileira. Ela repetiu a ansiedade pela estreia no país e celebrou o público:

“Eu estava muito ansiosa para me apresentar aqui e ouvir os gritos dos brasileiros, que são os melhores do mundo. Vocês me provaram isso.”

Mesmo diante de chuva — que já havia apertado durante a apresentação de Joelma no Palco Sunset — a dinâmica de festival pesou. Parte da plateia precisou escolher entre apresentações simultâneas: Dennis começava no Espaço Favela às 19h10, horário em que Lola subiu ao Palco Mundo, e Marina Sena estava prevista para o Sunset às 20h20. A concorrência com nomes nacionais, que carregam relação mais consolidada com o público, tornou a tarefa de apresentar um elenco maior de músicas ainda mais difícil.

A circulação pela Cidade do Rock ficou evidente: enquanto alguns permaneceram para descobrir o repertório de Lola Young, outros aproveitaram para buscar shows mais festivos ou garantir lugar para as próximas atrações. A artista comemorou a disposição de quem ficou:

“Mesmo que vocês não conheçam todas as músicas, vocês estão curtindo, entendem? É por isso que eu amo!”

Em certo momento, Lola também disse:

“Vocês estão tendo um ótimo momento mesmo com essa chuva. Eu te amo, Brasil.”

O espetáculo mostrou por que reduzir Lola Young a um único viral seria um erro: a voz rouca, as variações de intensidade e a interpretação confessionais sustentam um repertório não dependente apenas da lógica de um hit. Ao mesmo tempo, o Rock in Rio evidenciou que ter repertório para um grande palco não significa que esse seja o espaço ideal; cenas mais íntimas, como as vividas em “Spiders”, sugerem que um palco menor, como o Palco Sunset, poderia favorecer a aproximação e preservar a intimidade das faixas.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA