A BAIC prevê vendas dos primeiros modelos eletrificados no último trimestre de 2026. Híbridos flex, desenvolvidos com a Bosch, devem chegar em 2028 após processos de homologação, diz Oswaldo Ramos.
A chinesa BAIC segue planejando sua chegada ao mercado brasileiro e confirmou cronograma de eletrificação e híbridos flex para os próximos anos. Segundo Oswaldo Ramos, chefe de operações da rival da BYD no Brasil, a marca deve desenvolver motores híbridos flex em parceria com a Bosch, com lançamento previsto para 2028. Os primeiros modelos eletrificados devem começar a ser vendidos no último trimestre de 2026.
De acordo com o executivo, a tecnologia deverá ficar pronta no ano que vem, mas só chegará aos carros em 2028 por causa de processos de homologação. O projeto já está em andamento no departamento de engenharia em colaboração com a Bosch, segundo as informações repassadas pela empresa.
O etanol terá papel central na estratégia da BAIC para consolidar presença no mercado local. Ao desenvolver os propulsores no país, a marca pretende alinhar a tecnologia chinesa ao programa de incentivos de descarbonização e à matriz energética brasileira — caminho adotado por outras montadoras que atuam por aqui, como BYD e GWM.
Para a estreia comercial, a BAIC vai trazer os elétricos Arcfox T1, um hatch urbano, e o SUV médio Arcfox T5. Até 2028, a fabricante planeja lançar dez modelos no país, dos quais seis vão atuar na faixa de preços entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. A expectativa é ampliar rapidamente o portfólio para disputar diferentes segmentos do mercado.
Além da ampliação de linha, a BAIC pretende viabilizar produção nacional no formato de peças desmontadas, semelhante ao modelo adotado por outras marcas. A empresa buscará parceiros locais para instalar a linha de montagem e garantir maior competitividade frente aos concorrentes tradicionais do mercado brasileiro.
Por enquanto, não foi definido qual será o primeiro híbrido da BAIC no Brasil. Há possibilidade de que o X55 seja o modelo de estreia desse sistema híbrido flex, com potência estimada de até 177 cv. O SUV poderá disputar espaço com modelos já consolidados, como o Toyota Corolla Cross.
O cronograma anunciado aponta para um avanço em duas frentes: a comercialização de elétricos já no fim de 2026 e a chegada da tecnologia híbrida flex em 2028. A estratégia combina introdução de modelos elétricos com soluções adaptadas à realidade e à matriz energética brasileira, utilizando o etanol como elemento de integração tecnológica e competitiva.
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