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Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Esporte

Escolas da Bahia e do Pará vencem Prêmio por transformar lixo em recursos

Vencedores da 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis foram anunciados em Salvador: Casa da Infância (BA) e EcoLuz Trap (IFPA-Marabá) receberam os prêmios.

21/09/2026 · 10h19
Escolas da Bahia e do Pará vencem Prêmio por transformar lixo em recursos

Na 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, escolas foram premiadas por projetos que reaproveitam materiais descartados para resolver problemas locais. Em Salvador, a Casa da Infância (BA) venceu na categoria infantil.

A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis reconheceu soluções desenvolvidas por professores e alunos da educação básica que transformaram materiais descartados em recursos úteis para enfrentar problemas locais. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17) em cerimônia realizada em Salvador (BA).

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Na categoria que abrange educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada apresentou o projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia, intitulado Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras.

Com o envolvimento de estudantes, educadores e comunidades, as ações do projeto incluíram coleta de resíduos nos bairros próximos à escola, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. A iniciativa articulou educação ambiental, gestão de resíduos e consumo responsável por meio de encontros presenciais e virtuais, além de troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês entre as instituições participantes, que representam áreas urbanas e rurais das duas nacionalidades.

“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.

O projeto promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas. Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelas ações, dentro e fora das escolas.

Na outra categoria, que avaliou experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. A proposta foi desenvolvida por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, em Marabá (PA).

Os alunos criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, sem uso de inseticidas, usando materiais reaproveitados como latas, fios e componentes eletrônicos. A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts reaproveitada de aparelhos descartados. Há ainda um pequeno ventilador e lâmpadas para atrair os insetos.

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“Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”

O desenvolvimento do protótipo envolveu diagnóstico do problema, construção das réplicas, testes com diferentes cores de LED e registro dos insetos capturados. A equipe testou lâmpadas vermelha, verde, roxo e azul em pontos espalhados pela escola.

“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel Contente, professor que conduziu o projeto.

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“Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.

Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. Além do impacto educacional, os organizadores destacaram a etapa de extensão, com a intenção de levar o equipamento a moradores e comunidades externas à escola. O primeiro beneficiado foi a própria escola, que recebeu as armadilhas espalhadas pelos espaços.

Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do Méx

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Na 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, escolas foram premiadas por projetos que reaproveitam materiais descartados para resolver problemas locais. Em Salvador, a Casa da Infância (BA) venceu na categoria infantil.

A 4ª edição do Prêmio Escolas Sustentáveis reconheceu soluções desenvolvidas por professores e alunos da educação básica que transformaram materiais descartados em recursos úteis para enfrentar problemas locais. Os vencedores foram anunciados nesta quinta-feira (17) em cerimônia realizada em Salvador (BA).

Na categoria que abrange educação infantil até os primeiros anos do ensino fundamental, a vencedora foi a Casa da Infância, em Salvador (BA). A escola privada apresentou o projeto de intercâmbio educativo e sustentável entre quatro escolas do Brasil e da Colômbia, intitulado Infância, Sustentabilidade e Cidades Educadoras.

Com o envolvimento de estudantes, educadores e comunidades, as ações do projeto incluíram coleta de resíduos nos bairros próximos à escola, compostagem, hortas escolares, reaproveitamento de materiais e mapeamento da biodiversidade. A iniciativa articulou educação ambiental, gestão de resíduos e consumo responsável por meio de encontros presenciais e virtuais, além de troca de cartas e conteúdos em português, espanhol e inglês entre as instituições participantes, que representam áreas urbanas e rurais das duas nacionalidades.

“Entre os resultados está essa abertura de dialogar com o diferente, de compreender que pode aprender potências e forças com aqueles que parecem ter uma realidade tão distinta. A gente percebeu as crianças muito abertas, inclusive com repertório de literatura, de questões raciais”, disse Marília Dourado, gestora da Casa da Infância.

O projeto promoveu imersões na Caatinga, na Mata Atlântica e em comunidades tradicionais, participação em seminários internacionais e visitas entre as escolas. Segundo a instituição, cerca de 2 mil pessoas foram impactadas pelas ações, dentro e fora das escolas.

Na outra categoria, que avaliou experiências dos anos finais do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA), o projeto premiado foi o EcoLuz Trap – Tecnologia de Baixo Custo contra Vetores de Doenças na Amazônia. A proposta foi desenvolvida por estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Marabá Industrial, em Marabá (PA).

Os alunos criaram uma armadilha luminosa de baixo custo para reduzir a presença de mosquitos vetores de doenças, sem uso de inseticidas, usando materiais reaproveitados como latas, fios e componentes eletrônicos. A estrutura externa da armadilha é uma lata de leite, com tela colocada embaixo, pés feitos de tampas de garrafa e uma fonte 12 volts reaproveitada de aparelhos descartados. Há ainda um pequeno ventilador e lâmpadas para atrair os insetos.

“Eu conversei em sala de aula com os alunos: como é na casa de vocês essa questão de mosquito? E é muito ruim para eles, porque a maior parte mora em áreas periféricas e, aqui em Marabá é muito quente. As pessoas têm que abrir a janela à noite, tem todo aquele incômodo da presença de muito mosquito na residência.”

O desenvolvimento do protótipo envolveu diagnóstico do problema, construção das réplicas, testes com diferentes cores de LED e registro dos insetos capturados. A equipe testou lâmpadas vermelha, verde, roxo e azul em pontos espalhados pela escola.

“Tem a parte de desenho técnico, estudar como fazer o desenho da armadilha. Depois tem que ir para a parte experimental, ver qual é a lâmpada que vai ter a melhor eficiência de atração de mosquito. Fizemos várias réplicas com lâmpada vermelha, verde, roxo, azul, e espalhamos pela escola”, relatou Ríguel Contente, professor que conduziu o projeto.

“Os alunos também tiveram experiência com estatística, saber o que é uma média, o que é um índice, fazer gráficos e tabelas. E tem a questão de saber identificar os mosquitos, então o aluno tem que conhecer a zoologia”, lembrou o professor, acrescentando que os estudantes puderam apresentar os resultados em congressos e feiras.

Segundo a instituição, a proposta alcançou cerca de 3,5 mil pessoas. Além do impacto educacional, os organizadores destacaram a etapa de extensão, com a intenção de levar o equipamento a moradores e comunidades externas à escola. O primeiro beneficiado foi a própria escola, que recebeu as armadilhas espalhadas pelos espaços.

Ao todo, dez projetos foram finalistas desta edição do Prêmio Escolas Sustentáveis, que é aberto a escolas públicas e privadas. Além de receber um prêmio em dinheiro, as escolas campeãs seguem agora para a etapa internacional da competição, que ocorrerá na Cidade do Méx

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