Após testes, o Galaxy Watch 9 se destaca mais pelo conforto e leveza ao vestir do que por mudanças radicais. Mantém tela, GPS e monitoramento do Watch 8, com avanços sutis no desempenho e usabilidade.
Depois de testar o Galaxy Watch 9, a principal impressão é curiosa: a evolução mais sentida não está nas novas métricas de saúde nem no processador, mas em como o relógio se comporta no pulso. O aparelho é muito confortável, praticamente não incomoda durante o sono e passa sensação de leveza no uso diário.
O Watch 9 mantém elementos que já faziam do Galaxy Watch 8 um dos smartwatches mais completos para Android: boa tela, sistema fluido, GPS preciso, pagamentos por aproximação, suporte a vários aplicativos e um pacote amplo de monitoramento de saúde.
Ao mesmo tempo, isso cria o maior dilema para atuais proprietários do Watch 8: há poucas razões fortes para uma troca imediata. Recursos como monitoramento de sono, frequência cardíaca e composição corporal já funcionavam muito bem no modelo anterior, e a evolução entre as gerações é pequena em várias áreas.
Prós
- Conforto no pulso: muito confortável, facilita o uso contínuo.
- Monitoramento de sono: excelente para dormir com o relógio.
- Suporte a apps: compatibilidade com diversos aplicativos.
- Pagamento por aproximação: funciona para pagamentos sem contato.
- Modos de saúde: vários modos de monitoramento de saúde e exercícios.
- GPS integrado: localização precisa com GPS integrado.
Contras
- Bateria: dura pouco em comparação com expectativas.
- Evolução limitada: avanço pequeno sobre o Watch 8 em várias áreas.
- Dependência de celular Samsung: alguns recursos do Samsung Health Monitor exigem celular Galaxy compatível.
Notas do Galaxy Watch 9
- Design e conforto: 5
- Tela: 5
- Sistema e aplicativos: 5
- Monitoramento de saúde e exercícios: 5
- Bateria: 3
- Nota geral: 4,6
Para quem vai comprar um Galaxy Watch agora, a avaliação muda: o Watch 9 é a opção mais completa da linha convencional da Samsung e faz bastante sentido se vier por preço próximo ao da geração passada. Se o Watch 8 estiver muito mais barato, porém, continua sendo uma alternativa difícil de ignorar.
O Galaxy Watch 9 chegou ao Brasil por R$ 2.999 no modelo Bluetooth de 40 mm e R$ 3.199 no de 44 mm. As versões LTE custaram R$ 3.299 e R$ 3.499, respectivamente. Pouco mais de um mês após o lançamento, o modelo Bluetooth de 40 mm já aparece por cerca de R$ 2.200, enquanto o de 44 mm chegou à faixa dos R$ 2.400 — valores que servem como metas de preço nesses primeiros meses.
Em termos de hardware, a mudança mais clara foi no chipset: o Exynos W1000 do Watch 8 deu lugar ao Snapdragon Wear Elite (3 nm). Memória permanece em 2 GB e armazenamento em 32 GB. O sistema evoluiu do Wear OS 6 com One UI 8 Watch para o Wear OS 7 com One UI 9 Watch. O Bluetooth passou da versão 5.3 para 6.0, e continuam presentes GPS L1+L5, NFC, Wi‑Fi 2,4 e 5 GHz, resistência 5 ATM, IP68 e certificação MIL‑STD‑810H.
A bateria cresceu principalmente na versão menor: o Watch 8 de 40 mm tinha 325 mAh e agora são 390 mAh (aumento de 20%). No modelo de 44 mm, a evolução foi de 435 para 445 mAh. No papel, pesos e dimensões ficam parecidos com a geração anterior, mas o modelo mais recente pareceu mais confortável no pulso — mudança atribuída à nova pulseira e ao ajuste do conjunto.
Na maioria dos casos, não vale a troca imediata do Galaxy Watch 8 pelo Watch 9. O novo processador deixa a interface muito fluida, mas o salto entre as gerações é pequeno demais para justificar a troca para quem já possui o Watch 8.
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