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Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Educação

Censo revela: jovens com deficiência enfrentam analfabetismo 12 vezes maior

Censo 2022 mostra analfabetismo de 12,2% entre jovens com deficiência (15-29 anos), muito acima dos 1% entre sem deficiência.

21/09/2026 · 06h39 · Atualizado às 10h13
Censo revela: jovens com deficiência enfrentam analfabetismo 12 vezes maior

Dados do IBGE mostram que 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência são analfabetos, contra 1% entre os sem deficiência. Especialistas apontam exclusão escolar e barreiras de acesso.

Dados do Censo Demográfico de 2022 foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostraram que a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos era de 12,2%, valor 12 vezes maior do que o registrado entre aquelas sem deficiência na mesma faixa etária (1%).

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Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional

Os dados detalharam ainda a taxa de analfabetismo por tipo de limitação, apontando concentrações maiores em determinados perfis de deficiência.

Analfabetismo por tipo de deficiência

  • 40,4% — pessoas com dificuldades associadas às funções mentais.
  • 34% — pessoas com mais de um tipo de deficiência.
  • 31,3% — pessoas com dificuldade de pegar objetos pequenos.
  • 23,3% — pessoas com dificuldade de caminhar ou subir escadas.
  • 10% — pessoas com dificuldade de ouvir.
  • 3,5% — pessoas com alguma dificuldade de enxergar (menor taxa no grupo, mas ainda mais do que o triplo da taxa entre pessoas sem deficiência).

Frequência escolar

A presença na escola também era menor entre pessoas com deficiência. As taxas registradas foram:

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  • 92,6% — crianças de 6 a 14 anos com deficiência.
  • 79,5% — jovens de 15 a 17 anos com deficiência.
  • 98,4% — crianças de 6 a 14 anos sem deficiência (comparativo).
  • 85,4% — jovens de 15 a 17 anos sem deficiência (comparativo).

O grupo com deficiência profunda — que não conseguem escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar — apresentava os menores índices de inclusão escolar: 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.

Acessibilidade nas escolas (Censo Escolar 2025)

  • 57% — escolas com banheiro acessível.
  • 30% — escolas com sala de recursos multifuncionais.
  • 26,2% — escolas com profissional de apoio.
  • 78,5% — escolas com pelo menos um desses recursos.

Havia diferenças entre redes: a rede privada tinha mais banheiros acessíveis (64,4%) ante a rede pública (54,8%); a rede pública tinha maior presença de profissional de apoio (32,8%) contra 4,6% na privada. Salas de recursos multifuncionais estavam em 34,5% das escolas públicas e em 15,2% das privadas.

Ensino superior

Entre 2014 e 2024, a presença de pessoas com deficiência em cursos de graduação quase triplicou: de 33.377 para 95.572 alunos. A participação desses estudantes no total da graduação passou de 0,43% para 0,93%.

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  • 50.609 — matrículas em cursos presenciais em 2024 (quase o dobro de 2014).
  • 44.963 — matrículas em cursos a distância em 2024 (crescimento de mais de seis vezes desde 2014, quando eram 6.740).

Os números indicam avanços na entrada de pessoas com deficiência no ensino superior, impulsionados principalmente pelo crescimento nas vagas a distância, mas também evidenciam desigualdades persistentes no acesso à educação básica, na alfabetização e na infraestrutura escolar.

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Dados do IBGE mostram que 12,2% dos jovens de 15 a 29 anos com deficiência são analfabetos, contra 1% entre os sem deficiência. Especialistas apontam exclusão escolar e barreiras de acesso.

Dados do Censo Demográfico de 2022 foram divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostraram que a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos era de 12,2%, valor 12 vezes maior do que o registrado entre aquelas sem deficiência na mesma faixa etária (1%).

Sabe-se que, historicamente, elas têm uma taxa de analfabetismo mais elevada do que as pessoas sem deficiência. Parte dessa diferença decorre da maior concentração de pessoas com deficiência entre os idosos, gerações menos escolarizadas do que as gerações atuais. Contudo, esse enfoque nos jovens consegue acrescentar que a desigualdade entre as pessoas com deficiência e sem deficiência não se resume só à questão geracional

Os dados detalharam ainda a taxa de analfabetismo por tipo de limitação, apontando concentrações maiores em determinados perfis de deficiência.

Analfabetismo por tipo de deficiência

  • 40,4% — pessoas com dificuldades associadas às funções mentais.
  • 34% — pessoas com mais de um tipo de deficiência.
  • 31,3% — pessoas com dificuldade de pegar objetos pequenos.
  • 23,3% — pessoas com dificuldade de caminhar ou subir escadas.
  • 10% — pessoas com dificuldade de ouvir.
  • 3,5% — pessoas com alguma dificuldade de enxergar (menor taxa no grupo, mas ainda mais do que o triplo da taxa entre pessoas sem deficiência).

Frequência escolar

A presença na escola também era menor entre pessoas com deficiência. As taxas registradas foram:

  • 92,6% — crianças de 6 a 14 anos com deficiência.
  • 79,5% — jovens de 15 a 17 anos com deficiência.
  • 98,4% — crianças de 6 a 14 anos sem deficiência (comparativo).
  • 85,4% — jovens de 15 a 17 anos sem deficiência (comparativo).

O grupo com deficiência profunda — que não conseguem escutar, ouvir, pegar objetos ou caminhar — apresentava os menores índices de inclusão escolar: 82,3% para crianças de 6 a 14 anos e 65,6% para jovens de 15 a 17 anos.

Acessibilidade nas escolas (Censo Escolar 2025)

  • 57% — escolas com banheiro acessível.
  • 30% — escolas com sala de recursos multifuncionais.
  • 26,2% — escolas com profissional de apoio.
  • 78,5% — escolas com pelo menos um desses recursos.

Havia diferenças entre redes: a rede privada tinha mais banheiros acessíveis (64,4%) ante a rede pública (54,8%); a rede pública tinha maior presença de profissional de apoio (32,8%) contra 4,6% na privada. Salas de recursos multifuncionais estavam em 34,5% das escolas públicas e em 15,2% das privadas.

Ensino superior

Entre 2014 e 2024, a presença de pessoas com deficiência em cursos de graduação quase triplicou: de 33.377 para 95.572 alunos. A participação desses estudantes no total da graduação passou de 0,43% para 0,93%.

  • 50.609 — matrículas em cursos presenciais em 2024 (quase o dobro de 2014).
  • 44.963 — matrículas em cursos a distância em 2024 (crescimento de mais de seis vezes desde 2014, quando eram 6.740).

Os números indicam avanços na entrada de pessoas com deficiência no ensino superior, impulsionados principalmente pelo crescimento nas vagas a distância, mas também evidenciam desigualdades persistentes no acesso à educação básica, na alfabetização e na infraestrutura escolar.

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