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Aracaju, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Economia

Chongqing redefine o urbano: 32 milhões entre indústria e metrô

Chongqing, com 32 milhões de habitantes, mostra a transformação chinesa: indústria, logística da Nova Rota da Seda e projeto de "civilização ecológica".

21/09/2026 · 07h27 · Atualizado às 10h15
Chongqing redefine o urbano: 32 milhões entre indústria e metrô

Equipe de reportagem visitou Chongqing, cidade dos rios e das neblinas, onde indústria pesada, arranha-céus e áreas degradadas se misturam. A estação Liziba atravessa um prédio e revela contrastes que marcam transformação.

A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pôde ser observada em Chongqing, município onde habitam 32 milhões de pessoas. Um dos principais polos industriais do país, a cidade combina arquitetura histórica a arranha-céus modernos e áreas degradadas, além de complexos de viadutos e da estação de metrô Liziba, que passa por dentro de edifícios.

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Nesta semana, uma equipe de reportagem visitou o município conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas ao redor ajudaram a explicar a fama local.

Situada no interior do sudoeste chinês e cortada pelo rio Yangtzé — o maior da Ásia — e pelo rio Jialing, Chongqing foi definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional. O município tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²), e é o maior município em extensão territorial do mundo. Do total de 32 milhões de habitantes, cerca de 8 milhões vivem no principal centro urbano e outras 24 milhões estão distribuídas por 37 distritos.

Em 1997, o governo central transformou o município em cidade com status administrativo especial, o que tornou Chongqing destino prioritário das políticas de desenvolvimento traçadas por Pequim.

No setor industrial, dados da região mostram que 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura têm sedes em Chongqing. A metrópole abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças, e apresenta ampla estrutura para produção de carros elétricos, com diversas estações de recarga nas ruas. Além do setor automotivo, a cidade concentra empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial.

A vida cultural e noturna, o comércio ativo e a culinária apimentada — com destaque para os hot pots, espécie de fondue chinês — têm colocado Chongqing entre os destinos turísticos de destaque.

Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, afirmou:

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“A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”.

Chongqing também se destaca como um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda. Dos parques industriais saem mercadorias para a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do rio Yangtzé, que leva cargas até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros.

O professor André Pereira Reinnert Tokarski, que esteve em Chongqing pela segunda vez ao visitar fábricas e indústrias da região, destacou a relação histórica entre a cidade e o rio Yangtzé:

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“A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”.

Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda mecanismos de governança em torno dos rios Yangtzé e Amazonas e considera Chongqing central para a noção de “civilização ecológica” defendida pelo governo chinês, que busca conciliar desenvolvimento e qualidade de vida com preservação ambiental.

Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

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Equipe de reportagem visitou Chongqing, cidade dos rios e das neblinas, onde indústria pesada, arranha-céus e áreas degradadas se misturam. A estação Liziba atravessa um prédio e revela contrastes que marcam transformação.

A transformação da China nas últimas cinco décadas, de país pobre e rural para potência industrial e tecnológica, pôde ser observada em Chongqing, município onde habitam 32 milhões de pessoas. Um dos principais polos industriais do país, a cidade combina arquitetura histórica a arranha-céus modernos e áreas degradadas, além de complexos de viadutos e da estação de metrô Liziba, que passa por dentro de edifícios.

Nesta semana, uma equipe de reportagem visitou o município conhecido como cidade dos rios, das montanhas ou das neblinas. Ao chegar ao aeroporto Internacional de Jiangbei, o tempo fechado e as cadeias de montanhas ao redor ajudaram a explicar a fama local.

Situada no interior do sudoeste chinês e cortada pelo rio Yangtzé — o maior da Ásia — e pelo rio Jialing, Chongqing foi definida por Pequim como cidade-chave para a economia nacional. O município tem 82,4 mil quilômetros quadrados (km²), quase o dobro do estado do Rio de Janeiro (43 mil km²), e é o maior município em extensão territorial do mundo. Do total de 32 milhões de habitantes, cerca de 8 milhões vivem no principal centro urbano e outras 24 milhões estão distribuídas por 37 distritos.

Em 1997, o governo central transformou o município em cidade com status administrativo especial, o que tornou Chongqing destino prioritário das políticas de desenvolvimento traçadas por Pequim.

No setor industrial, dados da região mostram que 39 das 41 grandes indústrias da China e todas as 31 principais categorias de manufatura têm sedes em Chongqing. A metrópole abriga 19 fabricantes completos de veículos e mais de 1,2 mil empresas de autopeças, e apresenta ampla estrutura para produção de carros elétricos, com diversas estações de recarga nas ruas. Além do setor automotivo, a cidade concentra empresas de equipamentos militares, tecnologia nuclear, indústria naval e aeroespacial.

A vida cultural e noturna, o comércio ativo e a culinária apimentada — com destaque para os hot pots, espécie de fondue chinês — têm colocado Chongqing entre os destinos turísticos de destaque.

Ao falar para convidados de quase 20 países no Fórum da Civilização do Rio Yangtzé, na última semana, o secretário do Comitê Municipal do Partido Comunista da China em Chongqing, Yuan Jiajun, afirmou:

“A prática dinâmica da construção de uma nova Chongqing moderna comprova plenamente a poderosa força da verdade e a grande capacidade prática do pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era”.

Chongqing também se destaca como um dos principais centros logísticos da Nova Rota da Seda. Dos parques industriais saem mercadorias para a Europa, Ásia Central e Rússia por mais de 1,3 mil quilômetros de trens de alta velocidade e mais de 4,7 mil quilômetros de rodovias expressas, além do rio Yangtzé, que leva cargas até o porto de Xangai, a 1,4 mil quilômetros.

O professor André Pereira Reinnert Tokarski, que esteve em Chongqing pela segunda vez ao visitar fábricas e indústrias da região, destacou a relação histórica entre a cidade e o rio Yangtzé:

“A cidade vivia brigando com o rio [Yangtzé], lutando para sobreviver às ameaças que o rio eventualmente representava, de grandes enchentes e deslizamentos de terra. Até que buscou se reconciliar para olhar para a natureza não como uma inimiga, mas sim a se adaptar”.

Tokarski coordena um projeto de cooperação entre Brasil e China que estuda mecanismos de governança em torno dos rios Yangtzé e Amazonas e considera Chongqing central para a noção de “civilização ecológica” defendida pelo governo chinês, que busca conciliar desenvolvimento e qualidade de vida com preservação ambiental.

Repórter viajou a convite do Comitê Municipal do Partido Comunista Chinês (CPC) em Chongqing e da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS).

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