Clubes das Séries A e B aprovaram proposta da CBF para reduzir gradualmente o número de estrangeiros relacionados por partida, de nove hoje para oito em 2027. A meta é chegar a cinco atletas por súmula em 2030.
Os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, na segunda-feira (21), a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros relacionados por partida. Atualmente, cada equipe pode colocar até nove atletas de outras nacionalidades na súmula.
De acordo com a proposta aprovada, a partir de 2027 o número cairá para oito e, depois, será reduzido em um jogador por temporada até atingir cinco atletas em 2030. A mudança foi decidida em votação entre os clubes das duas divisões do Campeonato Brasileiro.
A CBF informou que a votação teve ampla adesão, com apenas dois votos contrários. A apuração identificou que Flamengo, Bahia e Londrina se posicionaram contra a alteração do limite de estrangeiros.
O Flamengo defendeu que a discussão sobre a limitação de jogadores estrangeiros fosse acompanhada por alteração em outra regra: a que permite a transferência de um jogador entre clubes brasileiros somente depois de determinado número de partidas disputadas. Essa sugestão não foi colocada em votação no encontro em que a proposta principal foi aprovada.
O cronograma aprovado estabelece um recuo gradual no aproveitamento de atletas estrangeiros nas súmulas oficiais, com impacto previsto já a partir da temporada de 2027 e ajustes anuais até 2030. A definição pretende uniformizar o número de estrangeiros relacionados por jogo nas Séries A e B.
Representantes das equipes participaram da deliberação que tratou especificamente do limite por partida; outros temas indicados por clubes, como a proposta mencionada sobre transferências internas entre clubes brasileiros, ficaram de fora da votação naquele momento.
A redução do teto de estrangeiros na súmula deverá ser uma pauta central para as janelas de transferências e o planejamento de elenco nas próximas temporadas, influenciando estratégias de contratações e a composição dos plantéis.
O calendário de implantação — com o número máximo caindo a cada temporada até 2030 — passa a fazer parte das regras vigentes a partir da data indicada pela CBF para início da aplicação das mudanças.




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