Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Sexta-feira, 25 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Acidente

Estudante envia áudios uma hora antes de queda em condomínio de Fortaleza

Isabelle, 22, enviou áudios a um parente 1h antes de cair do 23º andar em Fortaleza; mensagens e celular foram entregues à polícia.

25/09/2026 · 11h16 · Atualizado às 16h58
Estudante envia áudios uma hora antes de queda em condomínio de Fortaleza

Isabelle Caracristi, 22, mandou mensagens a um parente às 19h40 e pediu que não as apagassem. A estudante caiu do rooftop do condomínio La Piazz às 20h40; a polícia investiga e o familiar relatou problemas no namoro.

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, enviou mensagens e áudios a um parente confidente cerca de uma hora antes de morrer após queda no condomínio onde morava com o então namorado, em Fortaleza (CE). Em depoimento prestado à polícia, o familiar que recebeu as mensagens afirmou que Isabelle relatou problemas no relacionamento com João Munhoz Neto e pediu que o conteúdo fosse preservado.

Publicidade

“Não apague este áudio, me responde”

O pedido teria sido feito por volta das 19h40 do dia 13 de setembro de 2026. A queda da estudante foi registrada às 20h40, no rooftop do condomínio La Piazza, no 23º andar, no bairro Aldeota.

“que qualquer coisa que venha a acontecer com ela, este áudio é uma prova. João Munhoz é um doente, não acredite nele”

Segundo o depoimento do parente, Isabelle relatou também que vinha sendo explorada pelo namorado e que não suportava os “jogos emocionais” que ele fazia. A jovem teria dito ainda que pretendia recorrer à Justiça do Trabalho em razão da rotina enfrentada no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam.

O familiar contou que, no momento do envio das mensagens, estava em uma lanchonete e por isso não conseguiu ouvir integralmente os áudios de imediato. Por volta das 20h, antes da queda, conseguiu escutar parte de um dos áudios em que Isabelle falava sobre o comportamento ciumento do companheiro. Às 20h11 o parente tentou contato telefônico sem sucesso e enviou uma mensagem com a palavra “oi”, que não foi respondida.

A família comunicou a morte ao parente no dia seguinte, quando ele se lembrou de que não havia ouvido todo o conteúdo encaminhado por Isabelle. O aparelho celular da estudante foi entregue à Polícia Civil do Ceará (PCCE) e deverá passar por perícia; os áudios e mensagens enviados ao familiar estão em posse dos investigadores.

“ameaças atribuídas ao companheiro e pedia que a mensagem fosse preservada como prova”

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

O inquérito que apura a morte foi instaurado em 16 de setembro de 2026. Conforme o depoimento, os áudios atribuiriam a João Munhoz Neto a responsabilidade por eventual mal que pudesse ocorrer com Isabelle e, nas palavras do parente, “os relatos convergem com ciúmes, controle e ameaça”.

“desliga esse telefone, estou mandando”

“não vou desligar, você não manda em mim”

Publicidade

O relato do parente também descreve episódio semanas antes da morte em que João teria surgido ao fundo de uma ligação e determinado que ela desligasse o telefone, e que Isabelle respondeu se negando a obedecer.

O relacionamento durava poucos meses. Ambos trabalhavam no mesmo escritório de advocacia: Isabelle como estagiária; João, bacharel em Direito, atuava no local sem inscrição na OAB. Informações apuradas indicam que ele deixou o escritório cerca de um mês antes da morte sob a justificativa de montar seu próprio escritório; Isabelle também teria deixado o emprego no mesmo período.

Imagens de câmeras de segurança mostram movimentação no dia 13 de setembro: João teria saído do condomínio por volta das 18h32, enquanto Isabelle permaneceu. Às 19h12 ela aparece sozinha no elevador, com o celular, em direção ao rooftop. A queda foi registrada às 20h40. O Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) chegou ao local às 20h51. Dois moradores teriam testemunhado o momento em que Isabelle caiu. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou lesões no corpo compatíveis com impacto contra o solo. João retornou ao condomínio às 22h48, aproximadamente duas horas depois da queda, e imagens até o momento indicam que a mãe dele não estava no prédio quando o fato ocorreu.

A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
4 min de leitura

Isabelle Caracristi, 22, mandou mensagens a um parente às 19h40 e pediu que não as apagassem. A estudante caiu do rooftop do condomínio La Piazz às 20h40; a polícia investiga e o familiar relatou problemas no namoro.

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, enviou mensagens e áudios a um parente confidente cerca de uma hora antes de morrer após queda no condomínio onde morava com o então namorado, em Fortaleza (CE). Em depoimento prestado à polícia, o familiar que recebeu as mensagens afirmou que Isabelle relatou problemas no relacionamento com João Munhoz Neto e pediu que o conteúdo fosse preservado.

“Não apague este áudio, me responde”

O pedido teria sido feito por volta das 19h40 do dia 13 de setembro de 2026. A queda da estudante foi registrada às 20h40, no rooftop do condomínio La Piazza, no 23º andar, no bairro Aldeota.

“que qualquer coisa que venha a acontecer com ela, este áudio é uma prova. João Munhoz é um doente, não acredite nele”

Segundo o depoimento do parente, Isabelle relatou também que vinha sendo explorada pelo namorado e que não suportava os “jogos emocionais” que ele fazia. A jovem teria dito ainda que pretendia recorrer à Justiça do Trabalho em razão da rotina enfrentada no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam.

O familiar contou que, no momento do envio das mensagens, estava em uma lanchonete e por isso não conseguiu ouvir integralmente os áudios de imediato. Por volta das 20h, antes da queda, conseguiu escutar parte de um dos áudios em que Isabelle falava sobre o comportamento ciumento do companheiro. Às 20h11 o parente tentou contato telefônico sem sucesso e enviou uma mensagem com a palavra “oi”, que não foi respondida.

A família comunicou a morte ao parente no dia seguinte, quando ele se lembrou de que não havia ouvido todo o conteúdo encaminhado por Isabelle. O aparelho celular da estudante foi entregue à Polícia Civil do Ceará (PCCE) e deverá passar por perícia; os áudios e mensagens enviados ao familiar estão em posse dos investigadores.

“ameaças atribuídas ao companheiro e pedia que a mensagem fosse preservada como prova”

O inquérito que apura a morte foi instaurado em 16 de setembro de 2026. Conforme o depoimento, os áudios atribuiriam a João Munhoz Neto a responsabilidade por eventual mal que pudesse ocorrer com Isabelle e, nas palavras do parente, “os relatos convergem com ciúmes, controle e ameaça”.

“desliga esse telefone, estou mandando”

“não vou desligar, você não manda em mim”

O relato do parente também descreve episódio semanas antes da morte em que João teria surgido ao fundo de uma ligação e determinado que ela desligasse o telefone, e que Isabelle respondeu se negando a obedecer.

O relacionamento durava poucos meses. Ambos trabalhavam no mesmo escritório de advocacia: Isabelle como estagiária; João, bacharel em Direito, atuava no local sem inscrição na OAB. Informações apuradas indicam que ele deixou o escritório cerca de um mês antes da morte sob a justificativa de montar seu próprio escritório; Isabelle também teria deixado o emprego no mesmo período.

Imagens de câmeras de segurança mostram movimentação no dia 13 de setembro: João teria saído do condomínio por volta das 18h32, enquanto Isabelle permaneceu. Às 19h12 ela aparece sozinha no elevador, com o celular, em direção ao rooftop. A queda foi registrada às 20h40. O Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur) chegou ao local às 20h51. Dois moradores teriam testemunhado o momento em que Isabelle caiu. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) identificou lesões no corpo compatíveis com impacto contra o solo. João retornou ao condomínio às 22h48, aproximadamente duas horas depois da queda, e imagens até o momento indicam que a mãe dele não estava no prédio quando o fato ocorreu.

A investigação segue em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte.

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA