Falha permite desbloquear consoles com firmwares 7.00 a 13.60 para instalar emuladores, mods e cheats. Descoberto em setembro, o exploit Relapse 13.60 só agora contornou restrições, ampliando riscos para jogos online.
Uma nova vulnerabilidade foi encontrada no sistema do PS5 e PlayStation 5 Pro, permitindo o desbloqueio da plataforma para rodar modificações e softwares não autorizados pela fabricante. O jailbreak, chamado de Relapse 13.60, funciona nos firmwares entre as versões 7.00 e 13.60.
Deste modo, você pode instalar nos consoles de mesa emuladores, softwares de modificação e até mesmo cheats — algo delicado, principalmente para jogos online. A falha foi descoberta em setembro, mas apenas há alguns dias conseguiram contornar as restrições existentes para desbloquear um maior número de dispositivos.
Contudo, a atualização 26.06-14.00.00 (a mais recente) já impede o procedimento. Isso significa que, se você já atualizou o seu console durante o mês de setembro, não conseguirá explorar essa vulnerabilidade. Ainda assim, outras podem ser encontradas com o passar do tempo — como já ocorreu nas últimas vezes.
É importante ter em mente que alterar o sistema ou o firmware é passível de violação dos termos de serviço do PS5 e PS5 Pro. Nestes casos, a SIE pode punir o jogador com banimentos e até o bloqueio permanente do software.
Os desbloqueios são uma preocupação para a fabricante, porém não é a única. Recentemente, fãs também trabalham em um emulador funcional da plataforma do PlayStation 5, que avança a passos largos. Na prática, além de a companhia ter de se preocupar com as falhas existentes nos consoles, ela também tenta coibir a engenharia reversa que levará a plataforma para computadores e outros dispositivos portáteis.
O jailbreak mais recente, por exemplo, poderia ser executado em todos os modelos disponíveis do PS5. Exceto por aqueles que possuíam a atualização recente, o problema se tornou amplo demais e virou uma preocupação para a SIE. Enquanto isso, a emulação do PS5 avança rápido no PC e já coloca jogos a 30 FPS.
Para usuários e lojistas, a recomendação técnica é manter os consoles atualizados, uma vez que atualizações oficiais costumam corrigir vulnerabilidades exploradas por métodos de desbloqueio. Do ponto de vista jurídico e de uso online, alterar o software do aparelho pode acarretar sanções que variam de suspensão de contas a bloqueio de acesso a serviços e conteúdos.
O episódio reforça o ciclo conhecido na indústria: vulnerabilidades são descobertas, grupos conseguem explorá-las em firmwares antigos e fabricantes liberam patches que fecham as brechas. A observação atenta de quem usa o console continuará sendo necessária nas próximas semanas, à medida que novas versões de firmware e ferramentas de emulação evoluem.
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