Vereador do União Brasil detalhou a composição da chapa para o biênio 2027–2028, destacou diálogo direto com a prefeita Emília Corrêa e anunciou criação de comissão para monitorar contratos do Executivo.
Antes do início da sessão especial realizada na manhã desta quinta-feira (1º), o vereador Isac Silveira (União) abordou as expectativas em torno da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) e traçou as prioridades estratégicas de sua gestão para o biênio 2027–2028. Ao comentar a construção da chapa, o parlamentar ressaltou o ambiente de unidade entre as bancadas e defendeu o fortalecimento institucional do Legislativo da capital.
Isac destacou o sentimento de convergência na montagem do grupo que disputará o comando da Casa, frisando que a composição conseguiu reunir representações das legendas mais expressivas do parlamento com a aprovação consensual dos colegas vereadores.
Relação institucional com Emília Corrêa
O parlamentar revelou que conversou diretamente com a prefeita eleita de Aracaju, Emília Corrêa, antes do início dos trabalhos legislativos desta quinta-feira, pontuando que o sucesso da relação entre os poderes dependerá do diálogo franco e sem intermediários.
“Acabei de receber uma ligação muito carinhosa da prefeita Emília Corrêa, desejando-nos sucesso. Coloquei para ela que o diálogo, por mais que pareça clichê, é o elemento mais fundamental em uma relação institucional. É preciso exacerbar na discussão e na busca pelo consenso; caso contrário, perde-se o fio da meada. Quando há um terceiro intermediando as tratativas, muitas vezes não se alcança a verdade plena. Se nós dois conversarmos e construirmos entendimentos, as dificuldades diminuirão”, ressaltou.
Engenharia partidária da nova Mesa Diretora
Ao explicar os bastidores e os acordos que desenharam a chapa proporcional, Isac Silveira apontou que o critério base foi contemplar o tamanho das bancadas eleitas:
- União Brasil: Segunda maior bancada da Casa, ocupa a cabeça de chapa com a presidência de Isac Silveira.
- PSD: Maior bancada da CMA, com cinco parlamentares, ficou com duas posições estratégicas: a vice-presidência, assumida por Alexsandro Soneca (após concessão de Selma França em respeito à sua antiguidade), além de outro cargo ocupado por Selma.
- PSB: Detentor de três cadeiras, será representado na composição pelo vereador Rodrigo Fontes.
- Outras forças: A vaga completada pelo vereador Sávio, que aguardava a oportunidade de integrar a gestão, e a postura do PDT, que abriu mão da vaga que pleiteava para viabilizar um consenso ampliado.
Foco em fiscalização e nova comissão permanente
Ao projetar o biênio 2027–2028, o vereador frisou que o foco central da Mesa Diretora será reforçar a prerrogativa fiscalizatória dos vereadores sobre os atos do Poder Executivo municipal.
“Uma Câmara de Vereadores que não fiscaliza, mas apenas legisla, perde sua função principal, que não é perseguir o Executivo, mas sim acompanhar, par e passo, as suas ações. Vamos criar a Comissão Permanente de Fiscalização e Controle para que todos os contratos, licitações ou dispensas de licitação efetuados pelo Executivo sejam imediatamente informados a esta Casa”, anunciou Isac.
O parlamentar assegurou que o aumento da vigilância técnica não terá viés de enfrentamento político-eleitoral contra a administração municipal, mas sim de garantia da impessoalidade e da aplicação correta dos recursos públicos em benefício dos cidadãos aracajuanos.
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