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Josefa transforma plantas do Cerrado em renda com Chá da Terra

Josefa Francisca Ataide criou o Chá da Terra no DF, unindo saber tradicional e capacitação para gerar renda, autonomia e conservar o Cerrado.

02/10/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h40
Josefa transforma plantas do Cerrado em renda com Chá da Terra

No Distrito Federal, Josefa Francisca Ataide criou o Chá da Terra a partir do saber das mulheres da família. Ela uniu saberes tradicionais e capacitação para preparar e vender plantas do Cerrado.

Josefa Francisca Ataide uniu saberes tradicionais e capacitação técnica para transformar o conhecimento sobre plantas do Cerrado em um empreendimento de agricultura familiar: o Chá da Terra, instalado no Distrito Federal. O negócio surgiu a partir das práticas que atravessaram gerações em sua família e se consolidou com aprendizado sobre beneficiamento, toxicidade e preparo das plantas.

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“A essência de tudo isso é da minha família”

resume Josefa Francisca Ataide, agricultora e raizeira. Antes de aprender sobre gestão, precificação e mercado, ela aprendeu com a mãe, as tias e outras mulheres mais velhas da família que alimento, natureza e saúde faziam parte de um mesmo cuidado. As plantas que cresciam ao redor de casa eram a medicina disponível e o conhecimento sobre como utilizá-las atravessava gerações.

Na vida adulta, esse repertório tradicional passou a ser complementado por técnicas e noções de produção. Do plantio ao beneficiamento, a família produz chás, xaropes, pomadas, sabonetes e outros produtos naturais. No início, muito do trabalho que Josefa fazia no quintal — cultivando alimentos e plantas medicinais e contribuindo para a alimentação e a saúde da casa — permanecia invisível para o mercado e para a própria percepção de valor do trabalho.

Com a formalização do Chá da Terra vieram renda, reconhecimento e autonomia. Hoje o casal participa da produção e conta também com o apoio da filha nas diversas etapas. Empreender na área rural trouxe desafios de infraestrutura, acesso, divulgação e comercialização; boa parte do que entrava precisava ser reinvestida para manter a produção. Neste processo, Josefa encontrou apoio em capacitações que a ajudaram a organizar o que já sabia fazer.

“Eu costumo dizer que ter um empreendimento eu aprendi com o Sebrae. Ele me fez entender que o que eu sabia fazer tinha valor. Eu não conseguia ver isso como um negócio.”

O respeito à natureza é princípio do empreendimento. No Chá da Terra, a família prioriza o cultivo das espécies usadas na produção e a coleta de sementes de plantas como barbatimão, alecrim-do-campo, pacari e assa-peixe para reproduzi-las no próprio quintal, reduzindo a retirada da vegetação nativa. Mudas também são destinadas à recuperação de áreas degradadas.

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“O Cerrado em pé gera renda, gera saúde, gera conhecimento. Se a gente entender isso, passa a proteger e a usufruir com muita responsabilidade.”

Além da produção, Josefa leva o conhecimento adiante em oficinas, cursos e ações comunitárias. Nessas ocasiões, ela ensina cultivo, uso responsável das plantas e valoriza os saberes tradicionais, e tem visto pessoas recuperarem práticas aprendidas com mães, avós e vizinhas — em alguns casos, transformando essa herança em fonte de renda.

“Partilhar o conhecimento é uma maneira de manter vivo esse saber e também dizer para essas mulheres que essa relação com a agricultura pode transformar a vida da gente.”

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Em 2026, a trajetória de Josefa levou-a ao terceiro lugar da etapa estadual do Distrito Federal do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Produtora Rural. Para ela, o reconhecimento é coletivo e pertence também às agricultoras, raizeiras e guardiãs de saberes cujo trabalho nem sempre é valorizado.

“Esse prêmio mostra que o conhecimento tradicional tem valor, que a agricultura familiar também é lugar de inovação e de empreendedorismo. Tudo isso pode se transformar em autonomia e renda sem a gente precisar abandonar as nossas raízes.”

Os pequenos negócios têm papel importante na economia: são mais de 24,19 milhões de CNPJs — o que representa mais de 96% das empresas ativas — e respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No país existem mais de 13,5 milhões de microempreendedores individuais (MEI), 8,8 milhões de microempresas (ME) e 1,8 milhão de empresas de pequeno porte (EPP). A força desse segmento é celebrada de forma especial em 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, quando ocorre a campanha Compre do Pequeno para valorizar esses empreendedores.

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No Distrito Federal, Josefa Francisca Ataide criou o Chá da Terra a partir do saber das mulheres da família. Ela uniu saberes tradicionais e capacitação para preparar e vender plantas do Cerrado.

Josefa Francisca Ataide uniu saberes tradicionais e capacitação técnica para transformar o conhecimento sobre plantas do Cerrado em um empreendimento de agricultura familiar: o Chá da Terra, instalado no Distrito Federal. O negócio surgiu a partir das práticas que atravessaram gerações em sua família e se consolidou com aprendizado sobre beneficiamento, toxicidade e preparo das plantas.

“A essência de tudo isso é da minha família”

resume Josefa Francisca Ataide, agricultora e raizeira. Antes de aprender sobre gestão, precificação e mercado, ela aprendeu com a mãe, as tias e outras mulheres mais velhas da família que alimento, natureza e saúde faziam parte de um mesmo cuidado. As plantas que cresciam ao redor de casa eram a medicina disponível e o conhecimento sobre como utilizá-las atravessava gerações.

Na vida adulta, esse repertório tradicional passou a ser complementado por técnicas e noções de produção. Do plantio ao beneficiamento, a família produz chás, xaropes, pomadas, sabonetes e outros produtos naturais. No início, muito do trabalho que Josefa fazia no quintal — cultivando alimentos e plantas medicinais e contribuindo para a alimentação e a saúde da casa — permanecia invisível para o mercado e para a própria percepção de valor do trabalho.

Com a formalização do Chá da Terra vieram renda, reconhecimento e autonomia. Hoje o casal participa da produção e conta também com o apoio da filha nas diversas etapas. Empreender na área rural trouxe desafios de infraestrutura, acesso, divulgação e comercialização; boa parte do que entrava precisava ser reinvestida para manter a produção. Neste processo, Josefa encontrou apoio em capacitações que a ajudaram a organizar o que já sabia fazer.

“Eu costumo dizer que ter um empreendimento eu aprendi com o Sebrae. Ele me fez entender que o que eu sabia fazer tinha valor. Eu não conseguia ver isso como um negócio.”

O respeito à natureza é princípio do empreendimento. No Chá da Terra, a família prioriza o cultivo das espécies usadas na produção e a coleta de sementes de plantas como barbatimão, alecrim-do-campo, pacari e assa-peixe para reproduzi-las no próprio quintal, reduzindo a retirada da vegetação nativa. Mudas também são destinadas à recuperação de áreas degradadas.

“O Cerrado em pé gera renda, gera saúde, gera conhecimento. Se a gente entender isso, passa a proteger e a usufruir com muita responsabilidade.”

Além da produção, Josefa leva o conhecimento adiante em oficinas, cursos e ações comunitárias. Nessas ocasiões, ela ensina cultivo, uso responsável das plantas e valoriza os saberes tradicionais, e tem visto pessoas recuperarem práticas aprendidas com mães, avós e vizinhas — em alguns casos, transformando essa herança em fonte de renda.

“Partilhar o conhecimento é uma maneira de manter vivo esse saber e também dizer para essas mulheres que essa relação com a agricultura pode transformar a vida da gente.”

Em 2026, a trajetória de Josefa levou-a ao terceiro lugar da etapa estadual do Distrito Federal do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Produtora Rural. Para ela, o reconhecimento é coletivo e pertence também às agricultoras, raizeiras e guardiãs de saberes cujo trabalho nem sempre é valorizado.

“Esse prêmio mostra que o conhecimento tradicional tem valor, que a agricultura familiar também é lugar de inovação e de empreendedorismo. Tudo isso pode se transformar em autonomia e renda sem a gente precisar abandonar as nossas raízes.”

Os pequenos negócios têm papel importante na economia: são mais de 24,19 milhões de CNPJs — o que representa mais de 96% das empresas ativas — e respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB). No país existem mais de 13,5 milhões de microempreendedores individuais (MEI), 8,8 milhões de microempresas (ME) e 1,8 milhão de empresas de pequeno porte (EPP). A força desse segmento é celebrada de forma especial em 5 de outubro, Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, quando ocorre a campanha Compre do Pequeno para valorizar esses empreendedores.

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