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Impasse com o BTS questiona a nova categoria de Pop Asiático no Grammy

Decisão do BTS de não inscrever músicas em 2027 acendeu debate sobre a nova categoria de Pop Asiático do Grammy e motivou revisão pela Academia.

02/10/2026 · 18h00 · Atualizado às 09h22
Impasse com o BTS questiona a nova categoria de Pop Asiático no Grammy

Em 3 de setembro, a cantora chinesa Miist participou de uma chamada por Zoom que reuniu mais de 80 artistas, executivos e representantes da comunidade musical asiática, além de integrantes dos conselhos da Recording Academy. O encontro foi realizado para que Miist apresentasse seu ponto de vista sobre a criação da categoria de Melhor Performance de Música Pop Asiática no Grammy, novidade prevista entre os cinco prêmios que estreariam em 2027.

A decisão do BTS de não inscrever faixas — incluindo o álbum de retorno “ARIRANG” — na edição de 2027 da premiação fez com que a nova categoria passasse a ser questionada e levou a Academia a abrir um processo de revisão. A posição do grupo provocou uma série de conversas e reuniões entre representantes e artistas ligados ao pop asiático.

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“Todos entendemos que essa nova categoria precisa evoluir, mas a atitude de quase todo mundo era: ‘Estamos aqui para ajudar’.”

A citação acima foi registrada durante a reunião identificada como A Conversation With Leaders in Asian Music, uma das várias promovidas pela Academia após a repercussão envolvendo o BTS. Em sua avaliação, Miist ressaltou a importância da representatividade asiática na premiação.

Em comunicado divulgado no anúncio da categoria, o CEO da Recording Academy, Harvey Mason Jr., afirmou que a intenção ao criar o prêmio era reconhecer o impacto de artistas asiáticos na música global. Em outra declaração, ele destacou a escala, a qualidade artística e o impacto do pop asiático no cenário mundial.

“À medida que a influência do pop asiático continuou crescendo dentro do nosso processo, nossos membros e conselheiros entenderam que este era o momento certo para criar uma categoria que refletisse com mais precisão a escala, a qualidade artística e o impacto global do gênero.”

A definição oficial publicada pela Academia indicou que a categoria seria dedicada a performances de música pop asiática originadas ou amplamente reconhecidas nos mercados asiáticos, incluindo, entre outros, K-pop, J-pop e C-pop, com uso significativo de um ou mais idiomas asiáticos. Segundo a definição, o prêmio será entregue aos artistas responsáveis pela performance.

O anúncio da nova categoria ocorreu após movimentos e sucessos que ampliaram a visibilidade do pop asiático — entre eles, o filme de animação “Guerreiras do K-pop” e seu single ‘‘Golden’’, que em 2025 ficou oito semanas na primeira posição da Billboard Hot 100. Ainda assim, a reação do BTS mudou o tom do debate.

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“Espero que a música possa ser ouvida e amada pelo que ela é, em vez de ser dividida por região ou idioma”,

escreveu cada integrante do grupo em mensagens coordenadas nas redes sociais ao anunciar a decisão de não inscrever trabalhos na premiação de 2027. A HYBE, empresa responsável pelo grupo, não quis comentar as circunstâncias relacionadas à decisão.

Nos últimos anos, a Academia buscou ampliar seu alcance convidando milhares de novos membros: entre as cerca de 4 mil pessoas convidadas em 2026, 50% tinham menos de 40 anos, 43% eram mulheres e 55% eram pessoas não brancas. Esse movimento de renovação também resultou na criação de categorias recentes, como Melhor Performance de Música Africana (2023) e Melhor Canção Latina (2026).

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Críticos e alguns artistas têm argumentado que categorias regionais podem, por um lado, reconhecer produções locais e, por outro, limitar o acesso desses artistas às principais categorias do Grammy. Entre os que já optaram por não inscrever trabalhos em edições anteriores por razões diversas estão nomes como Drake, The Weeknd e Morgan Wallen.

No caso do K-pop, apenas duas participações ligadas ao gênero alcançaram indicações nas principais categorias em 2026: Rosé concorreu à Gravação do Ano e Canção do Ano por “APT.” (parceria com Bruno Mars), e EJAE, do HUNTR/X, apareceu entre os compositores de “Golden” indicados a Canção do Ano; nenhuma das indicações resultou em vitória.

O impasse aberto pela decisão do BTS colocou em foco dilemas sobre reconhecimento, representação e estratégia em premiações globais, e motivou a Academia a promover debates e a revisar critérios enquanto a nova categoria permanece prevista para estrear em 2027.

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Em 3 de setembro, a cantora chinesa Miist participou de uma chamada por Zoom que reuniu mais de 80 artistas, executivos e representantes da comunidade musical asiática, além de integrantes dos conselhos da Recording Academy. O encontro foi realizado para que Miist apresentasse seu ponto de vista sobre a criação da categoria de Melhor Performance de Música Pop Asiática no Grammy, novidade prevista entre os cinco prêmios que estreariam em 2027.

A decisão do BTS de não inscrever faixas — incluindo o álbum de retorno “ARIRANG” — na edição de 2027 da premiação fez com que a nova categoria passasse a ser questionada e levou a Academia a abrir um processo de revisão. A posição do grupo provocou uma série de conversas e reuniões entre representantes e artistas ligados ao pop asiático.

“Todos entendemos que essa nova categoria precisa evoluir, mas a atitude de quase todo mundo era: ‘Estamos aqui para ajudar’.”

A citação acima foi registrada durante a reunião identificada como A Conversation With Leaders in Asian Music, uma das várias promovidas pela Academia após a repercussão envolvendo o BTS. Em sua avaliação, Miist ressaltou a importância da representatividade asiática na premiação.

Em comunicado divulgado no anúncio da categoria, o CEO da Recording Academy, Harvey Mason Jr., afirmou que a intenção ao criar o prêmio era reconhecer o impacto de artistas asiáticos na música global. Em outra declaração, ele destacou a escala, a qualidade artística e o impacto do pop asiático no cenário mundial.

“À medida que a influência do pop asiático continuou crescendo dentro do nosso processo, nossos membros e conselheiros entenderam que este era o momento certo para criar uma categoria que refletisse com mais precisão a escala, a qualidade artística e o impacto global do gênero.”

A definição oficial publicada pela Academia indicou que a categoria seria dedicada a performances de música pop asiática originadas ou amplamente reconhecidas nos mercados asiáticos, incluindo, entre outros, K-pop, J-pop e C-pop, com uso significativo de um ou mais idiomas asiáticos. Segundo a definição, o prêmio será entregue aos artistas responsáveis pela performance.

O anúncio da nova categoria ocorreu após movimentos e sucessos que ampliaram a visibilidade do pop asiático — entre eles, o filme de animação “Guerreiras do K-pop” e seu single ‘‘Golden’’, que em 2025 ficou oito semanas na primeira posição da Billboard Hot 100. Ainda assim, a reação do BTS mudou o tom do debate.

“Espero que a música possa ser ouvida e amada pelo que ela é, em vez de ser dividida por região ou idioma”,

escreveu cada integrante do grupo em mensagens coordenadas nas redes sociais ao anunciar a decisão de não inscrever trabalhos na premiação de 2027. A HYBE, empresa responsável pelo grupo, não quis comentar as circunstâncias relacionadas à decisão.

Nos últimos anos, a Academia buscou ampliar seu alcance convidando milhares de novos membros: entre as cerca de 4 mil pessoas convidadas em 2026, 50% tinham menos de 40 anos, 43% eram mulheres e 55% eram pessoas não brancas. Esse movimento de renovação também resultou na criação de categorias recentes, como Melhor Performance de Música Africana (2023) e Melhor Canção Latina (2026).

Críticos e alguns artistas têm argumentado que categorias regionais podem, por um lado, reconhecer produções locais e, por outro, limitar o acesso desses artistas às principais categorias do Grammy. Entre os que já optaram por não inscrever trabalhos em edições anteriores por razões diversas estão nomes como Drake, The Weeknd e Morgan Wallen.

No caso do K-pop, apenas duas participações ligadas ao gênero alcançaram indicações nas principais categorias em 2026: Rosé concorreu à Gravação do Ano e Canção do Ano por “APT.” (parceria com Bruno Mars), e EJAE, do HUNTR/X, apareceu entre os compositores de “Golden” indicados a Canção do Ano; nenhuma das indicações resultou em vitória.

O impasse aberto pela decisão do BTS colocou em foco dilemas sobre reconhecimento, representação e estratégia em premiações globais, e motivou a Academia a promover debates e a revisar critérios enquanto a nova categoria permanece prevista para estrear em 2027.

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