Douglas Ruas (PL) fez 49,27% e Eduardo Paes (PSD) 42,76%, e ambos avançam ao 2º turno no Rio. Ruas, presidente da Alerj, teve apoio bolsonarista e foi questionado por ligações com investigados, que ele nega.
Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) devem disputar o segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Douglas terminou o primeiro turno com 49,27% dos votos e Paes com 42,76%.
Douglas Ruas é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Chegou à disputa pelo governo com apoio do campo bolsonarista e das lideranças da direita no estado. Durante a campanha foi questionado pelas alianças políticas com nomes investigados por ligação com o crime organizado no Rio, como o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. Associação que Ruas nega.
Já Eduardo Paes tenta chegar pela primeira vez ao Palácio Guanabara. Ex-prefeito da capital fluminense, ele voltou a disputar o governo estadual depois de já ter concorrido ao cargo na eleição passada. Em 2026, recebeu o apoio formal do PT e passou a ser tratado pelo partido como o principal palanque do presidente Lula no estado, consolidando a aproximação política. Paes também foi deputado federal e ocupou cargos na administração pública do Rio.
A definição do segundo turno, no caso do Rio de Janeiro, ainda depende de decisão judicial. Isso porque a candidatura do terceiro colocado na disputa, Garotinho (Republicanos), está sob júdice. Os mais de 270 mil votos que ele recebeu, representando pouco mais de 3%, só vão ser validados se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) derrubar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que rejeitou o registro do candidato.
A rejeição do registro ocorreu em razão de condenação por improbidade administrativa, que teria tornado o candidato inelegível em função da Lei da Ficha Limpa. Se os votos de Garotinho forem mesmo anulados, o total de votos válidos diminui e Douglas Ruas passa a ter mais de 50% dos votos válidos, o que alteraria o cenário eleitoral estadual.
Na disputa pelas duas vagas do Rio de Janeiro no Senado, o PL vai ocupar as duas cadeiras. Foram eleitos Carlos Portinho (PL), com 26,77% dos votos, e Carlos Jordy (PL), com 24,6%. Portinho disputava a reeleição para o Senado e já foi secretário de Habitação da cidade do Rio, na gestão de Eduardo Paes, e secretário do Ambiente na gestão de Fernando Pezão. Carlos Jordy iniciou a carreira política como vereador de Niterói e é deputado federal desde 2019.
O desfecho judicial sobre a candidatura de Garotinho será decisivo para a configuração final do governo estadual. Até lá, o cenário apresentado combina resultados apurados nas urnas e impasses jurídicos que podem redefinir percentuais e o rumo da disputa.
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