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Aracaju, Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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O peso da capital: Votação em Aracaju foi o fiel da balança para a derrota de André Moura ao Senado

O resultado final das Eleições 2026 para o Senado em Sergipe revelou um cenário onde o interior do estado demonstrou força, mas o maior colégio eleitoral ditou o desfecho. A análise detalhada das urnas mostra que o desempenho em Aracaju foi o principal fator para compreender por que André Moura (União) terminou fora das duas vagas disputadas para o Senado Federal.

07/10/2026 · 09h56
O peso da capital: Votação em Aracaju foi o fiel da balança para a derrota de André Moura ao Senado

Diferença de votos a favor de Delegado Alessandro apenas na capital sergipana superou a distância registrada entre os dois candidatos na totalização do estado.

O resultado final das Eleições 2026 para o Senado em Sergipe revelou um cenário onde o interior do estado demonstrou força, mas o maior colégio eleitoral ditou o desfecho. A análise detalhada das urnas mostra que o desempenho em Aracaju foi o principal fator para compreender por que André Moura (União) terminou fora das duas vagas disputadas para o Senado Federal.

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Embora André Moura tenha apresentado uma votação expressiva em diversos municípios do interior — chegando a liderar em várias cidades —, o volume de votos depositados pelos eleitores da capital foi determinante para selar a vitória de seu principal adversário na disputa direta pela segunda vaga, o Delegado Alessandro.

A matemática que definiu a eleição

Com 100% das urnas apuradas no estado, os números consolidados mostraram a eleição de Rogério Carvalho (PT) para a primeira vaga, com 511.142 votos, seguido por Delegado Alessandro, que garantiu a segunda cadeira com 399.775 votos.

Na sequência do pódio, uma disputa acirrada: Delegado André David ficou em terceiro com 378.710 votos, e André Moura terminou na quarta colocação geral, com 377.669 votos (uma diferença minúscula de apenas 1.041 votos entre o terceiro e o quarto colocado).

A diferença estadual entre Delegado Alessandro (eleito) e André Moura (derrotado) foi de exatos 22.106 votos. O recorte exclusivo de Aracaju, no entanto, explica de onde veio essa vantagem.

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Apenas na capital sergipana, Delegado Alessandro obteve 87.727 votos contra 51.706 de André Moura — um abismo de 36.021 votos. Isso significa que a desvantagem de Moura somente em Aracaju foi 13.915 votos superior à diferença final que o separou da vitória em todo o estado. Na prática, Moura conseguiu reduzir a distância no interior, mas não o suficiente para cobrir o “rombo” eleitoral sofrido na capital.

O impacto dos demais concorrentes

O desempenho dos outros candidatos em Aracaju também aprofundou a dificuldade matemática de André Moura.

O Delegado André David, por exemplo, foi o grande destaque no eleitorado aracajuano, conquistando 117.276 votos na capital e impondo uma diferença de 65.570 votos sobre Moura. O senador eleito Rogério Carvalho também construiu uma margem imensa na cidade, registrando 106.909 votos (55.203 a mais que André Moura).

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Embora uma eleição majoritária seja a soma dos 75 municípios, a pulverização de votos e o peso esmagador de Aracaju consolidaram a cidade não apenas como a capital administrativa, mas como a verdadeira juíza na acirrada disputa pelo Senado de 2026.

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Diferença de votos a favor de Delegado Alessandro apenas na capital sergipana superou a distância registrada entre os dois candidatos na totalização do estado.

O resultado final das Eleições 2026 para o Senado em Sergipe revelou um cenário onde o interior do estado demonstrou força, mas o maior colégio eleitoral ditou o desfecho. A análise detalhada das urnas mostra que o desempenho em Aracaju foi o principal fator para compreender por que André Moura (União) terminou fora das duas vagas disputadas para o Senado Federal.

Embora André Moura tenha apresentado uma votação expressiva em diversos municípios do interior — chegando a liderar em várias cidades —, o volume de votos depositados pelos eleitores da capital foi determinante para selar a vitória de seu principal adversário na disputa direta pela segunda vaga, o Delegado Alessandro.

A matemática que definiu a eleição

Com 100% das urnas apuradas no estado, os números consolidados mostraram a eleição de Rogério Carvalho (PT) para a primeira vaga, com 511.142 votos, seguido por Delegado Alessandro, que garantiu a segunda cadeira com 399.775 votos.

Na sequência do pódio, uma disputa acirrada: Delegado André David ficou em terceiro com 378.710 votos, e André Moura terminou na quarta colocação geral, com 377.669 votos (uma diferença minúscula de apenas 1.041 votos entre o terceiro e o quarto colocado).

A diferença estadual entre Delegado Alessandro (eleito) e André Moura (derrotado) foi de exatos 22.106 votos. O recorte exclusivo de Aracaju, no entanto, explica de onde veio essa vantagem.

Apenas na capital sergipana, Delegado Alessandro obteve 87.727 votos contra 51.706 de André Moura — um abismo de 36.021 votos. Isso significa que a desvantagem de Moura somente em Aracaju foi 13.915 votos superior à diferença final que o separou da vitória em todo o estado. Na prática, Moura conseguiu reduzir a distância no interior, mas não o suficiente para cobrir o “rombo” eleitoral sofrido na capital.

O impacto dos demais concorrentes

O desempenho dos outros candidatos em Aracaju também aprofundou a dificuldade matemática de André Moura.

O Delegado André David, por exemplo, foi o grande destaque no eleitorado aracajuano, conquistando 117.276 votos na capital e impondo uma diferença de 65.570 votos sobre Moura. O senador eleito Rogério Carvalho também construiu uma margem imensa na cidade, registrando 106.909 votos (55.203 a mais que André Moura).

Embora uma eleição majoritária seja a soma dos 75 municípios, a pulverização de votos e o peso esmagador de Aracaju consolidaram a cidade não apenas como a capital administrativa, mas como a verdadeira juíza na acirrada disputa pelo Senado de 2026.

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