Em plenária do PT, Lula pediu que Flávio Bolsonaro revele como votará sobre a proposta que reduz a jornada 6×1. Ele apelou ao PL para apoiar dois dias de folga semanais sem cortar salário.
O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira (7) o senador Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta de redução da jornada de trabalho conhecida como 6×1, que prevê o direito a dois dias de folga semanais sem redução salarial. O desafio foi feito durante plenária do PT com parlamentares, quando Lula afirmou que pretende acompanhar a posição do adversário sobre o tema.
Ao cobrar o apoio, Lula disse que quer verificar como Flávio Bolsonaro vai votar e apelou para que o PL também se posicione favoravelmente à proposta.
“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu desafio ele a votar favoravelmente. E desafio ele a pedir para o PL votar favoravelmente”
O candidato do PL tem defendido que o trabalhador deva ter liberdade para escolher sua própria carga horária. Em entrevista nesta terça-feira (6), Flávio Bolsonaro expôs sua proposta de permitir que o trabalhador organize a jornada conforme suas necessidades.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida”
Na avaliação de Lula, a negociação proposta pelo PL não traria vantagens aos trabalhadores, e por isso ele rejeitou acordos que, segundo ele, seriam prejudiciais aos empregados. O candidato do PT afirmou que a proposta defendida por ele é a redução da jornada para cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
“Eles estão inventando uma história, como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem. Então, nada de aceitar barganha. É reduzir a jornada de trabalho para cinco dias de trabalho e dois de descanso”
Durante a mesma plenária, Lula também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, apresentada como uma das principais propostas do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, a experiência das últimas décadas mostrou que, sozinhos, os estados “não deram conta” da responsabilidade atribuída pela Constituição de 1988, motivo pelo qual ressaltou o papel do governo federal e de órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Penal.
O presidente também afirmou que o governo pretende transformar 138 unidades prisionais em presídios de segurança máxima com o objetivo de enfraquecer facções criminosas. Entre as prioridades apontadas está a criação do Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da PEC.
“Para o povo trabalhador: proteção; para o bandido: prisão”
As declarações reuniram posicionamentos sobre trabalho e segurança em um mesmo encontro partidário, com o candidato à reeleição colocando-se na defesa da redução da jornada para garantir dois dias de folga semanais sem perda salarial e cobrando posicionamento público do adversário no Congresso.
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