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Indústria aponta juros como principal barreira ao crédito

Pesquisa da CNI mostra que juros altos lideram obstáculos ao crédito industrial; garantias, burocracia e carência também pesam.

11/10/2026 · 03h47 · Atualizado às 16h33
Indústria aponta juros como principal barreira ao crédito

Pesquisa com 1.701 empresas, feita entre 3 e 12 de agosto, mostra que 76% citaram taxas como entrave a financiamentos de curto e médio prazo. Em operações acima de cinco anos, 69% relataram o mesmo.

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) indica que juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito. Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.

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A Sondagem Especial 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026 ouviu 1.701 empresas industriais, entre 3 e 12 de agosto, sobre as condições enfrentadas entre fevereiro e julho. O universo da pesquisa inclui 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas industriais de todo o país.

“A queda dos juros leva um tempo para se refletir no custo do crédito, que ainda chega bastante elevado para as empresas.”

Afirma em nota Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.

Principais obstáculos

  • Juros elevados: 76% no curto/médio prazo e 69% no longo prazo;
  • Garantias reais: 33,4% no curto/médio prazo e 31,5% no longo prazo;
  • Burocracia: 13,6% no curto/médio prazo;
  • Carência insuficiente: 18,9% no longo prazo.

Apesar de ainda liderarem o ranking de obstáculos, as taxas perderam peso em relação à pesquisa anterior: em 2025, eram indicadas por 80% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 71% nas de longo prazo.

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Busca por crédito

  • Curto/médio prazo: 49,9% das empresas não tentaram contratar ou renovar crédito; 22,9% conseguiram contratar ou renovar; 7,5% tentaram, mas não obtiveram os recursos.
  • Longo prazo: 54% não buscaram financiamento; 15,5% conseguiram contratar ou renovar; 9,2% tentaram sem sucesso.

Frustração entre as que buscaram crédito

  • Curto/médio prazo: taxa de frustração de 24,7%, contra 20% em 2025;
  • Longo prazo: taxa de frustração de 37,2%, contra 33% no ano anterior.

As pequenas empresas registraram os maiores índices de insucesso. No longo prazo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram obter o crédito procurado, ante 29,9% das grandes.

Crédito para despesas

A pesquisa identificou que empresas industriais continuam recorrendo a linhas de longo prazo para financiar despesas correntes. Entre as que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito, 28,7% apontaram o capital de giro como principal finalidade, acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção ou instalações (11,6%).

No curto e médio prazo, quase 60% das empresas indicaram o capital de giro como a principal finalidade do crédito buscado.

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Medidas para facilitar o acesso ao crédito

  • Redução dos custos tributários e administrativos: escolhida por 38,4% para operações de curto/médio prazo e por 31,2% para o longo prazo;
  • Ampliação das linhas públicas: 22,8% no curto/médio prazo e 26,3% no longo prazo;
  • Simplificação das exigências bancárias: 21,1% no curto/médio prazo e 22,1% no longo prazo.

O levantamento detalha como taxas, garantias e regras operacionais seguem moldando o acesso ao crédito para a indústria, com impactos diferentes conforme o porte das empresas e o prazo das operações.

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Pesquisa com 1.701 empresas, feita entre 3 e 12 de agosto, mostra que 76% citaram taxas como entrave a financiamentos de curto e médio prazo. Em operações acima de cinco anos, 69% relataram o mesmo.

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) indica que juros altos são o principal obstáculo para a indústria brasileira acessar crédito. Entre as empresas que tiveram dificuldades para obter financiamento de curto ou médio prazo, 76% apontaram as taxas elevadas como uma das principais barreiras. Nas operações de longo prazo, com vencimento superior a cinco anos, os juros foram citados por 69% dos empresários.

A Sondagem Especial 107 – Condições de Acesso ao Crédito em 2026 ouviu 1.701 empresas industriais, entre 3 e 12 de agosto, sobre as condições enfrentadas entre fevereiro e julho. O universo da pesquisa inclui 692 pequenas, 612 médias e 397 grandes empresas industriais de todo o país.

“A queda dos juros leva um tempo para se refletir no custo do crédito, que ainda chega bastante elevado para as empresas.”

Afirma em nota Maria Virgínia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI.

Principais obstáculos

  • Juros elevados: 76% no curto/médio prazo e 69% no longo prazo;
  • Garantias reais: 33,4% no curto/médio prazo e 31,5% no longo prazo;
  • Burocracia: 13,6% no curto/médio prazo;
  • Carência insuficiente: 18,9% no longo prazo.

Apesar de ainda liderarem o ranking de obstáculos, as taxas perderam peso em relação à pesquisa anterior: em 2025, eram indicadas por 80% das empresas nas operações de curto e médio prazo e por 71% nas de longo prazo.

Busca por crédito

  • Curto/médio prazo: 49,9% das empresas não tentaram contratar ou renovar crédito; 22,9% conseguiram contratar ou renovar; 7,5% tentaram, mas não obtiveram os recursos.
  • Longo prazo: 54% não buscaram financiamento; 15,5% conseguiram contratar ou renovar; 9,2% tentaram sem sucesso.

Frustração entre as que buscaram crédito

  • Curto/médio prazo: taxa de frustração de 24,7%, contra 20% em 2025;
  • Longo prazo: taxa de frustração de 37,2%, contra 33% no ano anterior.

As pequenas empresas registraram os maiores índices de insucesso. No longo prazo, 48,2% das pequenas e 48,1% das médias não conseguiram obter o crédito procurado, ante 29,9% das grandes.

Crédito para despesas

A pesquisa identificou que empresas industriais continuam recorrendo a linhas de longo prazo para financiar despesas correntes. Entre as que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de crédito, 28,7% apontaram o capital de giro como principal finalidade, acima do registrado para investimentos em máquinas e equipamentos (23,6%) e construção ou instalações (11,6%).

No curto e médio prazo, quase 60% das empresas indicaram o capital de giro como a principal finalidade do crédito buscado.

Medidas para facilitar o acesso ao crédito

  • Redução dos custos tributários e administrativos: escolhida por 38,4% para operações de curto/médio prazo e por 31,2% para o longo prazo;
  • Ampliação das linhas públicas: 22,8% no curto/médio prazo e 26,3% no longo prazo;
  • Simplificação das exigências bancárias: 21,1% no curto/médio prazo e 22,1% no longo prazo.

O levantamento detalha como taxas, garantias e regras operacionais seguem moldando o acesso ao crédito para a indústria, com impactos diferentes conforme o porte das empresas e o prazo das operações.

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