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Aracaju, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
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Dupla cria ‘É o Amor’ numa madrugada e transforma carreira sertaneja

Composta na véspera da entrega do primeiro disco, "É o Amor" nasceu numa madrugada e impulsionou Zezé Di Camargo e Luciano ao sucesso.

12/10/2026 · 09h38 · Atualizado às 10h52
Dupla cria ‘É o Amor’ numa madrugada e transforma carreira sertaneja

'É o Amor' surgiu na véspera da entrega do primeiro álbum e entrou como faixa de última hora. Lançada no início dos anos 1990, a canção projetou Zezé Di Camargo e Luciano nacionalmente e gerou dezenas de regravações.

“É o Amor” se consolidou ao longo das últimas décadas como um dos maiores hinos da música sertaneja e da cultura popular brasileira. Lançada no início da década de 1990, a faixa foi a principal responsável por projetar a carreira dos irmãos Zezé Di Camargo e Luciano em escala nacional, acumulando dezenas de regravações e traduções pelo mundo.

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A composição ocorreu na véspera do dia em que a dupla levaria o repertório do primeiro álbum de estúdio para a gravadora. O disco já estava com a seleção fechada com 12 faixas, mas surgiu a necessidade de incluir uma criação de última hora. De forma caseira e usando um gravador simples, a melodia e os arranjos foram estruturados nas primeiras horas, enquanto o irmão dormia na mesma casa.

Em entrevista no programa “Conversa com Bial”, Zezé explicou que a canção nasceu como reação a uma música que ouvia com frequência na voz de Maria Bethânia, marcada pelo verso abaixo, que ficou gravado em sua cabeça e acabou servindo de contraponto para a nova criação:

“Negue seu amor, seu carinho, negue”

Segundo o relato do cantor, a primeira frase da música veio de forma instantânea. Ele descreveu o momento em que pegou um microfone simples e gravou a ideia inicial, que se tornaria o refrão conhecido por milhares de fãs.

“A primeira frase da música veio instantânea […] Peguei um microfonezinho e comecei: ‘Eu não vou negar que sou louco por você'”

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Luciano também relembrou a ocasião, afirmando que ouviu os primeiros acordes no violão antes de ir dormir, sem imaginar que estava presenciando o nascimento do principal sucesso da dupla.

O impacto comercial de “É o Amor” ultrapassou as fronteiras do sertanejo. A canção recebeu reinterpretações nas vozes de mais de 70 artistas de estilos variados, incluindo nomes de destaque na música brasileira, e chegou a ser adaptada para idiomas como russo e hebraico. Regravações e versões ajudaram a transformar a faixa em um clássico multiplataforma, presente em festas, rádios e gravações ao redor do país.

Além do êxito comercial, a letra e a melodia passaram a integrar a memória afetiva de gerações, sendo citadas como referência quando se fala em sucessos que atravessaram décadas. A origem caseira e a pressa da última hora na construção da canção reforçam a narrativa de que grandes sucessos podem nascer de momentos simples e inesperados.

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Eu não vou negar que sou louco por você
Tô maluco pra te ver
Eu não vou negar
Eu não vou negar, sem você tudo é saudade
Você traz felicidade
Eu não vou negar
Você é minha doce amada, minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado, meio inconsequente
Um caso complicado de se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Que faz eu pensar em você e esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão
Que fez eu entender que a vida é nada sem você

O trajeto de “É o Amor” — da gravação caseira ao fenômeno nacional — permanece como exemplo de criação artística que, mesmo nascida em circunstâncias simples, foi capaz de marcar a história da música sertaneja e da cultura popular brasileira.

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'É o Amor' surgiu na véspera da entrega do primeiro álbum e entrou como faixa de última hora. Lançada no início dos anos 1990, a canção projetou Zezé Di Camargo e Luciano nacionalmente e gerou dezenas de regravações.

“É o Amor” se consolidou ao longo das últimas décadas como um dos maiores hinos da música sertaneja e da cultura popular brasileira. Lançada no início da década de 1990, a faixa foi a principal responsável por projetar a carreira dos irmãos Zezé Di Camargo e Luciano em escala nacional, acumulando dezenas de regravações e traduções pelo mundo.

A composição ocorreu na véspera do dia em que a dupla levaria o repertório do primeiro álbum de estúdio para a gravadora. O disco já estava com a seleção fechada com 12 faixas, mas surgiu a necessidade de incluir uma criação de última hora. De forma caseira e usando um gravador simples, a melodia e os arranjos foram estruturados nas primeiras horas, enquanto o irmão dormia na mesma casa.

Em entrevista no programa “Conversa com Bial”, Zezé explicou que a canção nasceu como reação a uma música que ouvia com frequência na voz de Maria Bethânia, marcada pelo verso abaixo, que ficou gravado em sua cabeça e acabou servindo de contraponto para a nova criação:

“Negue seu amor, seu carinho, negue”

Segundo o relato do cantor, a primeira frase da música veio de forma instantânea. Ele descreveu o momento em que pegou um microfone simples e gravou a ideia inicial, que se tornaria o refrão conhecido por milhares de fãs.

“A primeira frase da música veio instantânea […] Peguei um microfonezinho e comecei: ‘Eu não vou negar que sou louco por você'”

Luciano também relembrou a ocasião, afirmando que ouviu os primeiros acordes no violão antes de ir dormir, sem imaginar que estava presenciando o nascimento do principal sucesso da dupla.

O impacto comercial de “É o Amor” ultrapassou as fronteiras do sertanejo. A canção recebeu reinterpretações nas vozes de mais de 70 artistas de estilos variados, incluindo nomes de destaque na música brasileira, e chegou a ser adaptada para idiomas como russo e hebraico. Regravações e versões ajudaram a transformar a faixa em um clássico multiplataforma, presente em festas, rádios e gravações ao redor do país.

Além do êxito comercial, a letra e a melodia passaram a integrar a memória afetiva de gerações, sendo citadas como referência quando se fala em sucessos que atravessaram décadas. A origem caseira e a pressa da última hora na construção da canção reforçam a narrativa de que grandes sucessos podem nascer de momentos simples e inesperados.

Eu não vou negar que sou louco por você
Tô maluco pra te ver
Eu não vou negar
Eu não vou negar, sem você tudo é saudade
Você traz felicidade
Eu não vou negar
Você é minha doce amada, minha alegria
Meu conto de fada, minha fantasia
A paz que eu preciso pra sobreviver
Eu sou o seu apaixonado de alma transparente
Um louco alucinado, meio inconsequente
Um caso complicado de se entender
É o amor
Que mexe com minha cabeça e me deixa assim
Que faz eu pensar em você e esquecer de mim
Que faz eu esquecer que a vida é feita pra viver
É o amor
Que veio como um tiro certo no meu coração
Que derrubou a base forte da minha paixão
Que fez eu entender que a vida é nada sem você

O trajeto de “É o Amor” — da gravação caseira ao fenômeno nacional — permanece como exemplo de criação artística que, mesmo nascida em circunstâncias simples, foi capaz de marcar a história da música sertaneja e da cultura popular brasileira.

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