BioUS converte resíduos orgânicos e agroindustriais em bioinsumos e nanomateriais biodegradáveis para agronegócio, indústria e saúde. Com P&D local e presença em hubs, acelera parcerias e acesso a mercados.
A BioUS, deep tech de bioeconomia circular criada em Goiânia (GO), aposta na transformação de resíduos orgânicos e agroindustriais em soluções biotecnológicas para conquistar mercados exigentes no exterior. A empresa desenvolve uma plataforma tecnológica que integra a produção de bioinsumos e nanomateriais biodegradáveis, com aplicações no agronegócio, na indústria e na saúde.
Segundo o histórico da própria startup, a estratégia combinou desenvolvimento tecnológico local e presença física em polos internacionais para acelerar a transição ecológica e ampliar parcerias científicas e comerciais. A trajetória de internacionalização começou em 2024 e ganhou ritmo com participação em eventos e missões voltadas a deep techs e ecossistemas de inovação.
Em 2024, a BioUS participou do Startup OutReach Brasil e da 3ª Missão Brasileira de Startups em Singapura. A passagem pelo Web Summit Lisboa abriu caminhos para a União Europeia e para países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Em 2025, a empresa integrou a comitiva no Hello Tomorrow Global Summit, em Paris, o que aproximou a equipe de polos como Paris-Saclay e Genopole e aprofundou o relacionamento com instituições de pesquisa e grandes empresas da área biotecnológica.
Em 2026, com apoio conjunto do Sebrae, da SECTEC e do Itamaraty, a startup desembarcou em Seul para participar do NextRise, fortalecendo atuação no ecossistema de alta tecnologia sul-coreano. A participação no Pangyo Techno Valley, também em 2026, foi citada como mais um passo na consolidação da atuação internacional.
A BioUS nasceu com a visão de descentralizar a biomanufatura. Nosso objetivo sempre foi desenvolver tecnologia de ponta no Brasil e levá-la para cadeias produtivas e ecossistemas internacionais estratégicos.
Raimundo Lima, fundador da BioUS, destacou ainda que o processo exigiu apoio em várias frentes, desde capacitação até missões empresariais que permitissem testar oferta tecnológica e modelo de negócio nos mercados-alvo.
Compreendemos que a internacionalização de uma deep tech vai muito além da exportação direta de produtos. Trata-se de estar inserido onde estão os centros de pesquisa de ponta, os parceiros industriais, os investidores qualificados e os mecanismos capazes de acelerar o desenvolvimento tecnológico.
Hoje, a BioUS mantém operação em Miami (EUA); presença em Portugal via IERA, em Aveiro; um hub no Spartners, em Paris; e uma Head de Negócios em Singapura para prospectar parcerias na Ásia. A empresa enfatiza que essa arquitetura internacional madura e multipolar permite acesso a centros de pesquisa e a cadeias produtivas que aceleram o desenvolvimento e a adoção de suas soluções.
O Sebrae teve um papel decisivo ao viabilizar não apenas viagens, mas uma sequência lógica e progressiva de experiências internacionais que elevaram nossa maturidade empresarial. Saímos do patamar de uma startup local fazendo suas primeiras viagens para o de uma deep tech com atuação estruturada e presença física nos principais mercados do mundo.
Raimundo Lima atribuiu aos programas de capacitação e às missões internacionais a evolução da empresa, que agora busca consolidar parcerias industriais e de pesquisa para ampliar a aplicação de seus bioinsumos e nanomateriais biodegradáveis nos mercados onde está presente.

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