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Meio Ambiente

Capobianco culpa ação humana por explosão de incêndios no Amazonas

Nos dois últimos dias o Amazonas registrou 540 focos; ministros sobrevoaram o estado e autoridades afirmaram que os incêndios foram causados por ação humana.

12/10/2026 · 16h34
Capobianco culpa ação humana por explosão de incêndios no Amazonas

Nos últimos dois dias, o Amazonas registrou 540 novos focos — 494 só no sábado —, mais da metade dos 874 detectados em outubro pelo Inpe. O ministro João Paulo Capobianco disse que os incêndios foram provocados por pessoas.

Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representou mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Neste sábado (10), 494 novos focos de incêndio tiveram início no estado, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não registrou novos focos em todo o Amazonas.

No domingo (11), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.

Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avaliou que os focos resultaram de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.

“É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”

A intensificação das queimadas e a fumaça provocaram aumento da poluição do ar e levaram a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na última sexta-feira (9). A situação também levou ao reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios do estado.

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Uma força-tarefa emergencial, integrada pelos governos municipal, estadual e federal, atuou no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou à região seis aeronaves — quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros — além de 290 brigadistas.

“São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”

Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo (11) para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atuou nos municípios que já decretaram situação de emergência.

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Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o estado do Amazonas coordenou a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil pudesse atuar nos territórios.

“Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”

As ações conjuntas envolveram combate direto às chamas e atendimento às populações afetadas, com foco tanto na supressão dos focos ativos quanto em medidas de assistência à saúde e à logística nos municípios em situação de emergência.

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Nos dois últimos dias, o estado do Amazonas registrou 540 novos focos de incêndio em seu território. O número representou mais da metade dos focos detectados em todo o mês de outubro de 2025, quando foram registrados 874 focos em 31 dias, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Neste sábado (10), 494 novos focos de incêndio tiveram início no estado, o maior número desde o início do mês. No mesmo dia de 2025, o Inpe não registrou novos focos em todo o Amazonas.

No domingo (11), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.

Como não há fogo espontâneo no bioma amazônico, o ministro Capobianco avaliou que os focos resultaram de ação humana intencional, possivelmente com o objetivo de degradar o bioma e preparar o terreno para futuros desmatamentos.

“É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”

A intensificação das queimadas e a fumaça provocaram aumento da poluição do ar e levaram a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde na última sexta-feira (9). A situação também levou ao reconhecimento, em caráter sumário, da situação de emergência em 36 municípios do estado.

Uma força-tarefa emergencial, integrada pelos governos municipal, estadual e federal, atuou no combate aos incêndios. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou à região seis aeronaves — quatro aviões Air Tractor, utilizados no lançamento de água, e dois helicópteros — além de 290 brigadistas.

“São aeronaves muito específicas e apropriadas para o combate ao incêndio florestal. Cada aeronave dessas lança cerca de 3 mil litros de água”

Outros dois aviões KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB) chegaram no domingo (11) para reforçar o trabalho, a pedido da Defesa Civil. A Força Nacional do SUS também atuou nos municípios que já decretaram situação de emergência.

Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, o estado do Amazonas coordenou a manifestação dos municípios para que uma frente de resposta em defesa civil pudesse atuar nos territórios.

“Uma coisa é empregarmos, enquanto governos federal, estadual e municipal, todas as forças que pudermos para apagar o fogo. A outra é assistir às pessoas que estão precisando de ajuda humanitária e assistência médica por causa dos incêndios”

As ações conjuntas envolveram combate direto às chamas e atendimento às populações afetadas, com foco tanto na supressão dos focos ativos quanto em medidas de assistência à saúde e à logística nos municípios em situação de emergência.

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