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Aracaju, Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Tecnologia

Profissionais avançados em IA enfrentam maior carga de trabalho, diz pesquisa

Pesquisa do Wellhub revela que 37% dos usuários avançados de IA no Brasil dizem ter aumento da carga de trabalho; 23% relatam burnout diário.

14/10/2026 · 15h39
Profissionais avançados em IA enfrentam maior carga de trabalho, diz pesquisa

Levantamento do Wellhub mostra que 37% dos profissionais 'avançados em IA' no Brasil relatam aumento da carga de trabalho, contra 13% entre iniciantes. Adoção de IA não tem reduzido horas ou esforço na rotina.

O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027, do Wellhub, foi revelado nesta quarta-feira (14) e aponta que, embora a inteligência artificial prometa agilidade nas tarefas, profissionais que dominam essas ferramentas relatam rotina mais pesada.

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No recorte brasileiro, 37% dos trabalhadores identificados como “avançados em IA” afirmam que o uso da tecnologia aumentou a carga de trabalho. Entre quem ainda está nos primeiros estágios de adoção, esse percentual é de 13%.

O levantamento sugere que incorporar IA à rotina não significa, necessariamente, reduzir horas ou esforço. Além de aplicar a tecnologia nas próprias atividades, profissionais mais avançados também têm papel ativo na adaptação de colegas: oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas no uso das ferramentas.

Os relatos de esgotamento variam conforme o nível de domínio da tecnologia. No Brasil, 23% dos profissionais mais avançados dizem apresentar sintomas de burnout diariamente, patamar que chega a 11% entre iniciantes.

“Nunca tivemos tanta tecnologia para aumentar nossa produtividade, mas isso não significa que as pessoas estejam trabalhando menos ou vivendo melhor”, afirmou Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil.

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O estudo também destaca a importância de preparo e de regras claras sobre IA dentro das empresas. Quase oito em cada dez entrevistados que trabalham em organizações com uma política clara e bem comunicada sobre inteligência artificial dizem se sentir resilientes e capazes de se adaptar às mudanças impulsionadas pela tecnologia.

Além disso, 75% dos usuários avançados destacam que o acesso a recursos de bem-estar contribui para um melhor desempenho e para a adaptação a um ambiente de trabalho cada vez mais orientado por tecnologia.

O levantamento foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026, com mais de 5 mil profissionais em período integral de dez países. Cada país, incluindo o Brasil, obteve entre 500 e 505 respostas, segundo os dados divulgados.

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Os resultados indicam que a difusão das ferramentas de IA traz tanto oportunidades de ganho de produtividade quanto desafios relacionados à saúde mental e à organização do trabalho. A presença de políticas corporativas e de suporte ao bem-estar aparece como fator relevante para mitigar impactos negativos e favorecer adaptação.

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Levantamento do Wellhub mostra que 37% dos profissionais 'avançados em IA' no Brasil relatam aumento da carga de trabalho, contra 13% entre iniciantes. Adoção de IA não tem reduzido horas ou esforço na rotina.

O Panorama do Bem-Estar Corporativo 2027, do Wellhub, foi revelado nesta quarta-feira (14) e aponta que, embora a inteligência artificial prometa agilidade nas tarefas, profissionais que dominam essas ferramentas relatam rotina mais pesada.

No recorte brasileiro, 37% dos trabalhadores identificados como “avançados em IA” afirmam que o uso da tecnologia aumentou a carga de trabalho. Entre quem ainda está nos primeiros estágios de adoção, esse percentual é de 13%.

O levantamento sugere que incorporar IA à rotina não significa, necessariamente, reduzir horas ou esforço. Além de aplicar a tecnologia nas próprias atividades, profissionais mais avançados também têm papel ativo na adaptação de colegas: oito em cada dez usuários avançados orientam outras pessoas no uso das ferramentas.

Os relatos de esgotamento variam conforme o nível de domínio da tecnologia. No Brasil, 23% dos profissionais mais avançados dizem apresentar sintomas de burnout diariamente, patamar que chega a 11% entre iniciantes.

“Nunca tivemos tanta tecnologia para aumentar nossa produtividade, mas isso não significa que as pessoas estejam trabalhando menos ou vivendo melhor”, afirmou Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil.

O estudo também destaca a importância de preparo e de regras claras sobre IA dentro das empresas. Quase oito em cada dez entrevistados que trabalham em organizações com uma política clara e bem comunicada sobre inteligência artificial dizem se sentir resilientes e capazes de se adaptar às mudanças impulsionadas pela tecnologia.

Além disso, 75% dos usuários avançados destacam que o acesso a recursos de bem-estar contribui para um melhor desempenho e para a adaptação a um ambiente de trabalho cada vez mais orientado por tecnologia.

O levantamento foi conduzido entre 12 e 19 de junho de 2026, com mais de 5 mil profissionais em período integral de dez países. Cada país, incluindo o Brasil, obteve entre 500 e 505 respostas, segundo os dados divulgados.

Os resultados indicam que a difusão das ferramentas de IA traz tanto oportunidades de ganho de produtividade quanto desafios relacionados à saúde mental e à organização do trabalho. A presença de políticas corporativas e de suporte ao bem-estar aparece como fator relevante para mitigar impactos negativos e favorecer adaptação.

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