A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes realiza cerca de 350 testes da orelhinha por mês. O exame, rápido e indolor, ajuda a identificar possíveis alterações auditivas em recém-nascidos.
A identificação precoce de alterações auditivas é fundamental para o desenvolvimento saudável das crianças, especialmente nos primeiros anos de vida, quando a audição tem papel essencial na aquisição da fala, da linguagem e da comunicação. Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o teste da orelhinha é realizado das 8h às 13h, com média de 20 crianças atendidas por dia e cerca de 350 atendimentos mensais.
O exame é rápido, seguro e indolor e permite identificar possíveis alterações auditivas ainda nos primeiros dias de vida. A referência técnica da MNSL, a fonoaudióloga Berta Raika, explica que a triagem auditiva neonatal é obrigatória por lei em todo o Brasil e integra a assistência aos recém-nascidos.
“O teste da orelhinha é um exame simples e rápido, mas fundamental para identificar possíveis perdas auditivas presentes desde o nascimento ou que possam surgir durante o período de internação. A audição é essencial para o desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem. Quando uma alteração é identificada tardiamente, a criança pode apresentar atrasos importantes no desenvolvimento da comunicação e das habilidades cognitivas. Por isso, realizar o exame precocemente aumenta as possibilidades de intervenção no momento adequado”, explica Berta Raika.
O teste é realizado por meio das emissões otoacústicas, procedimento que avalia as respostas das estruturas do ouvido interno a estímulos sonoros. A partir da avaliação, é possível identificar sinais de possíveis alterações auditivas que necessitem de investigação. Quando o resultado aponta alguma alteração, o recém-nascido é encaminhado para uma avaliação audiológica complementar, já que a triagem não estabelece, isoladamente, um diagnóstico definitivo.
A recomendação é que o exame seja feito ainda na maternidade, preferencialmente antes da alta hospitalar. Caso isso não seja possível, os responsáveis devem procurar um serviço de saúde para garantir a realização da triagem durante o primeiro mês de vida.
A fonoaudióloga Sarah Catarina Santos do Nascimento, responsável pela realização do procedimento na MNSL, ressalta que a identificação precoce pode fazer diferença no desenvolvimento infantil. “Por meio do teste da orelhinha, conseguimos identificar possíveis alterações auditivas nos primeiros dias de vida e, quando necessário, encaminhar o bebê para uma avaliação mais detalhada. Quanto mais cedo essas alterações forem identificadas, maiores serão as possibilidades de intervenção e de favorecer o desenvolvimento adequado da fala e da linguagem”, destaca.
Para as famílias, a realização do exame também representa mais segurança e tranquilidade nos primeiros dias de vida do bebê. É o caso de Criz.

Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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