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Manifestantes protestam em frente à Meta em SP e cobram neutralidade

Centenas protestaram em frente às sedes da Meta e do Google em SP, cobrando neutralidade, transparência e respeito às decisões judiciais.

20/10/2026 · 08h31
Manifestantes protestam em frente à Meta em SP e cobram neutralidade

Centenas protestaram à noite na zona oeste de São Paulo, em frente às sedes da Meta. Movimentos acusaram censura a ativistas e tentaram entregar manifesto pedindo neutralidade.

Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite de segunda-feira (19) na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. O ato reuniu organizações da sociedade civil e movimentos sociais que criticaram a suposta falta de neutralidade das plataformas e apontaram censura a ativistas nas redes.

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Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes afirmaram que a moderação de conteúdos teria favorecido interesses próprios das empresas e prejudicado o debate público. As entidades tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas, segundo os organizadores, não foi permitido o protocolo do documento; o material será encaminhado digitalmente em ação de massa.

“O nosso pedido é por algo que deveria ser básico, pois ferramentas como essa acabam por sustentar todo um debate público. A gente pede que seja mais transparente, a gente pede que tenha lugares para monitorar e pessoas possam acompanhar, e que haja relatórios sobre o que eles estão fazendo”, explicou a programadora Veronica Gimenez, que participou da organização do ato pela ONG TravaHacker.

Durante o protesto, a soberania digital e popular também foi lembrada nas falas, com críticas à presença de grandes empresas de dados na gestão de parte dos sistemas de governo. Em outro trecho de sua fala, a organizadora reforçou o tom de crítica às práticas das plataformas.

“Por essa ganância de monopólio, as empresas cometem abusos e não conseguem cumprir compromissos básicos de respeito ao nosso debate público e à nossa democracia. Por isso não é o primeiro e não será o último documento que direcionamos à empresa”, complementou Gimenez.

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O protesto destacou ainda a alegada falta de proteção a grupos minoritários e o fomento a discursos de ódio por mecanismos algorítmicos, além de denúncias sobre desigualdade no impulsionamento de conteúdos políticos em benefício de setores da direita, segundo alguns dos presentes.

“Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável. Há 11 meses eles (Meta) não cumprem a liminar, desrespeitam as decisões do nosso sistema legal. Essas plataformas estão influenciando nas eleições de nosso país, essas empresas têm lado e não é o lado do povo”, declarou o ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP.

Na semana anterior, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a Meta explicasse dados que indicariam favorecimento de conteúdo adversário e possível infração à legislação eleitoral. A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação semelhante no tribunal.

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Hoje, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a empresa comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha.

Em nota, a Meta alegou que a dificuldade na geração de conteúdos e no acesso a comunidades e grupos ocorre por conta do excesso de regras eleitorais e da demora natural ao processo de checagem e liberação de conteúdos.

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Centenas protestaram à noite na zona oeste de São Paulo, em frente às sedes da Meta. Movimentos acusaram censura a ativistas e tentaram entregar manifesto pedindo neutralidade.

Centenas de manifestantes protestaram no começo da noite de segunda-feira (19) na região das sedes da Meta e do Google, na zona oeste de São Paulo. O ato reuniu organizações da sociedade civil e movimentos sociais que criticaram a suposta falta de neutralidade das plataformas e apontaram censura a ativistas nas redes.

Com o slogan “Meta, não se meta”, os participantes afirmaram que a moderação de conteúdos teria favorecido interesses próprios das empresas e prejudicado o debate público. As entidades tentaram entregar um manifesto à Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, mas, segundo os organizadores, não foi permitido o protocolo do documento; o material será encaminhado digitalmente em ação de massa.

“O nosso pedido é por algo que deveria ser básico, pois ferramentas como essa acabam por sustentar todo um debate público. A gente pede que seja mais transparente, a gente pede que tenha lugares para monitorar e pessoas possam acompanhar, e que haja relatórios sobre o que eles estão fazendo”, explicou a programadora Veronica Gimenez, que participou da organização do ato pela ONG TravaHacker.

Durante o protesto, a soberania digital e popular também foi lembrada nas falas, com críticas à presença de grandes empresas de dados na gestão de parte dos sistemas de governo. Em outro trecho de sua fala, a organizadora reforçou o tom de crítica às práticas das plataformas.

“Por essa ganância de monopólio, as empresas cometem abusos e não conseguem cumprir compromissos básicos de respeito ao nosso debate público e à nossa democracia. Por isso não é o primeiro e não será o último documento que direcionamos à empresa”, complementou Gimenez.

O protesto destacou ainda a alegada falta de proteção a grupos minoritários e o fomento a discursos de ódio por mecanismos algorítmicos, além de denúncias sobre desigualdade no impulsionamento de conteúdos políticos em benefício de setores da direita, segundo alguns dos presentes.

“Fui banido, mesmo com ordem judicial favorável. Há 11 meses eles (Meta) não cumprem a liminar, desrespeitam as decisões do nosso sistema legal. Essas plataformas estão influenciando nas eleições de nosso país, essas empresas têm lado e não é o lado do povo”, declarou o ativista Thiago Torres Santos, conhecido como Chavoso da USP.

Na semana anterior, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a Meta explicasse dados que indicariam favorecimento de conteúdo adversário e possível infração à legislação eleitoral. A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também apresentou reclamação semelhante no tribunal.

Hoje, o ministro Marco Aurélio Bellizze deu 24 horas para que a empresa comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha.

Em nota, a Meta alegou que a dificuldade na geração de conteúdos e no acesso a comunidades e grupos ocorre por conta do excesso de regras eleitorais e da demora natural ao processo de checagem e liberação de conteúdos.

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