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Aracaju, Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Saúde

Especialista em retina explica como descoberta premiada com Nobel de Medicina pode ajudar a recuperar a visão

Uma descoberta reconhecida com o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 pode abrir novos caminhos para pacientes que perderam a visão em decorrência de doenças degenerativas da retina. A optogenética, tecnologia que utiliza a luz para controlar a atividade de células nervosas, vem sendo estudada como alternativa para recuperar parcialmente funções visuais. O oftalmologista Dr. […]

21/10/2026 · 14h05
Especialista em retina explica como descoberta premiada com Nobel de Medicina pode ajudar a recuperar a visão

Uma descoberta reconhecida com o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 pode abrir novos caminhos para pacientes que perderam a visão em decorrência de doenças degenerativas da retina. A optogenética, tecnologia que utiliza a luz para controlar a atividade de células nervosas, vem sendo estudada como alternativa para recuperar parcialmente funções visuais. O oftalmologista Dr. Bruno Campelo, especialista em retina, explica como esse avanço científico pode transformar o futuro dos tratamentos oftalmológicos.

A premiação, anunciada no dia 5 de outubro, reconheceu os pesquisadores Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel, responsáveis por descobertas fundamentais para o desenvolvimento da optogenética. A técnica permite controlar a atividade de determinadas células por meio da luz, abrindo possibilidades para o estudo do cérebro e o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.

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“Uma das aplicações mais promissoras dessa tecnologia está na oftalmologia. A proposta é utilizar células da retina que ainda estão preservadas para recuperar parte da capacidade visual de pacientes que perderam as células responsáveis pela captação da luz. É uma perspectiva muito importante para o tratamento de doenças até então consideradas irreversíveis”, explica Dr. Bruno Campelo.

Entre as doenças que podem se beneficiar dessa tecnologia está a retinose pigmentar, condição hereditária que provoca a degeneração progressiva das células responsáveis pela visão. Pesquisas já demonstraram resultados promissores na recuperação parcial de funções visuais, embora os tratamentos ainda estejam em fase experimental.

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Na prática, a optogenética utiliza técnicas de terapia gênica para tornar determinadas células da retina sensíveis à luz. Com o auxílio de equipamentos especiais, essas células podem responder a estímulos luminosos e transmitir informações visuais ao cérebro, mesmo quando os fotorreceptores naturais foram comprometidos pela doença.

“É importante destacar que ainda não estamos falando de uma cura para a cegueira. Mas a ciência está encontrando caminhos para recuperar funções visuais que antes considerávamos perdidas. O reconhecimento com o Nobel reforça a importância dessas pesquisas e representa uma esperança para pacientes com doenças degenerativas da retina”, destaca o especialista.

Apesar dos avanços, a optogenética ainda não está disponível como tratamento de rotina na oftalmologia. Novos estudos são necessários para avaliar sua segurança, eficácia e aplicação em diferentes doenças. O reconhecimento internacional, no entanto, reforça o potencial da tecnologia para ampliar as possibilidades de recuperação visual nos próximos anos.

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Uma descoberta reconhecida com o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 pode abrir novos caminhos para pacientes que perderam a visão em decorrência de doenças degenerativas da retina. A optogenética, tecnologia que utiliza a luz para controlar a atividade de células nervosas, vem sendo estudada como alternativa para recuperar parcialmente funções visuais. O oftalmologista Dr. Bruno Campelo, especialista em retina, explica como esse avanço científico pode transformar o futuro dos tratamentos oftalmológicos.

A premiação, anunciada no dia 5 de outubro, reconheceu os pesquisadores Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel, responsáveis por descobertas fundamentais para o desenvolvimento da optogenética. A técnica permite controlar a atividade de determinadas células por meio da luz, abrindo possibilidades para o estudo do cérebro e o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.

“Uma das aplicações mais promissoras dessa tecnologia está na oftalmologia. A proposta é utilizar células da retina que ainda estão preservadas para recuperar parte da capacidade visual de pacientes que perderam as células responsáveis pela captação da luz. É uma perspectiva muito importante para o tratamento de doenças até então consideradas irreversíveis”, explica Dr. Bruno Campelo.

Entre as doenças que podem se beneficiar dessa tecnologia está a retinose pigmentar, condição hereditária que provoca a degeneração progressiva das células responsáveis pela visão. Pesquisas já demonstraram resultados promissores na recuperação parcial de funções visuais, embora os tratamentos ainda estejam em fase experimental.

Na prática, a optogenética utiliza técnicas de terapia gênica para tornar determinadas células da retina sensíveis à luz. Com o auxílio de equipamentos especiais, essas células podem responder a estímulos luminosos e transmitir informações visuais ao cérebro, mesmo quando os fotorreceptores naturais foram comprometidos pela doença.

“É importante destacar que ainda não estamos falando de uma cura para a cegueira. Mas a ciência está encontrando caminhos para recuperar funções visuais que antes considerávamos perdidas. O reconhecimento com o Nobel reforça a importância dessas pesquisas e representa uma esperança para pacientes com doenças degenerativas da retina”, destaca o especialista.

Apesar dos avanços, a optogenética ainda não está disponível como tratamento de rotina na oftalmologia. Novos estudos são necessários para avaliar sua segurança, eficácia e aplicação em diferentes doenças. O reconhecimento internacional, no entanto, reforça o potencial da tecnologia para ampliar as possibilidades de recuperação visual nos próximos anos.

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