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Aracaju, Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
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Educação

IV Congresso de Enfermagem debate inovação, tecnologia e humanização na saúde

Quarta edição do evento reúne palestras, minicursos e mesas-redondas sobre inteligência artificial, gestão em saúde e os novos caminhos da Enfermagem A digitalização dos serviços, o avanço da inteligência artificial e a busca por uma gestão mais estratégica vêm provocando mudanças significativas na área da saúde. Diante desse cenário, compreender as novas demandas deixou de […]

21/10/2026 · 14h35
IV Congresso de Enfermagem debate inovação, tecnologia e humanização na saúde

Quarta edição do evento reúne palestras, minicursos e mesas-redondas sobre inteligência artificial, gestão em saúde e os novos caminhos da Enfermagem

A digitalização dos serviços, o avanço da inteligência artificial e a busca por uma gestão mais estratégica vêm provocando mudanças significativas na área da saúde. Diante desse cenário, compreender as novas demandas deixou de ser uma perspectiva distante e passou a ser uma necessidade atual para assegurar uma assistência de qualidade, pautada na humanização e na eficiência.  

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Com essa proposta, teve início, nesta segunda-feira (19), o IV Congresso Nacional de Enfermagem (Conenf), realizado pela Universidade Tiradentes (Unit), com o objetivo de discutir as transformações do setor e contribuir para a preparação de profissionais diante dos desafios contemporâneos. Com programação até quinta-feira (22), o congresso tem como tema “Enfermagem Contemporânea: Liderando a Transformação da Saúde por Meio da Inovação, Gestão e Tecnologia”.  

A agenda contempla conferências, minicursos e mesas-redondas que proporcionam aos participantes o contato com conhecimentos científicos e novas perspectivas para a profissão. De acordo com Geisa Lima, coordenadora do curso de Enfermagem da Unit, o encontro permite que os estudantes compreendam melhor as mudanças em andamento e as oportunidades que podem surgir ao longo da trajetória profissional. 

“Assim como outras áreas, a profissão enfrenta desafios, mas também oferece muitas possibilidades e perspectivas para o futuro. Por isso, precisamos estar atentos às mudanças e preparados para elas. Nosso objetivo é, especialmente, preparar os alunos para as novas demandas da profissão, proporcionando conhecimentos que contribuam para sua formação e para o desenvolvimento de suas carreiras”, destaca. 

Tecnologia e cuidado

As inovações tecnológicas, sobretudo as ferramentas baseadas em inteligência artificial, exigem que os futuros enfermeiros conheçam os recursos disponíveis e saibam como incorporá-los à rotina de trabalho. Segundo Artur Tavares, coordenador operacional do curso e professor da Unit, essa compreensão é importante para ampliar as possibilidades de atuação e fortalecer a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. 

“Quando pensamos no cuidado, muitas vezes nos concentramos nos aspectos práticos e técnicos da profissão. Entretanto, também precisamos de respaldo científico, acesso a novas informações e conhecimento sobre as tecnologias disponíveis. Tudo isso pode agregar valor ao processo assistencial e contribuir para uma assistência mais qualificada”, afirma. 

Apesar dos benefícios proporcionados pela inovação, o desenvolvimento tecnológico precisa estar acompanhado de uma reflexão sobre as necessidades das pessoas. Na abertura do congresso, o pró-reitor de Graduação e Pesquisa da Unit, Ronaldo Linhares, ressaltou que o ser humano deve permanecer como referência nas decisões que envolvem o cuidado e a administração dos serviços de saúde. “Caso contrário, corre o risco de se tornar um recurso que não contribui para a humanização do cuidado. Refletir sobre inovação também significa questionar quais necessidades humanas orientam o desenvolvimento e a aplicação de novas ferramentas”, elenca. 

Planejar a carreira

A preparação para o exercício da Enfermagem também passa pela definição de objetivos e pela identificação das diferentes possibilidades profissionais disponíveis. Ainda durante a graduação, conhecer as exigências do mercado, explorar áreas de atuação e organizar os próximos passos pode facilitar a entrada dos estudantes no mundo do trabalho. 

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A temática esteve presente na palestra magna de abertura, conduzida por Fernanda Barboza, enfermeira da Câmara Legislativa do Distrito Federal, professora de preparação para concursos públicos e residências e graduada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em sua apresentação, ela discutiu os caminhos que os profissionais podem percorrer na Enfermagem, destacando as oportunidades no serviço público e a importância de planejar a carreira desde os primeiros anos de formação. 

“É muito importante que os estudantes conheçam os diferentes caminhos que podem seguir na Enfermagem e aprendam a planejar a transição da graduação para o mercado de trabalho. Dessa forma, não precisam esperar a formatura para começar a procurar emprego ou estudar para concursos. É uma oportunidade de pensar antecipadamente na carreira e construir um plano profissional”, orienta. 

A história profissional da palestrante demonstra como essa preparação antecipada pode favorecer o ingresso no mercado. Formada em 2005, Fernanda iniciou a participação em concursos públicos antes mesmo de concluir o curso e conquistou uma aprovação ainda na graduação. Depois de formada, foi nomeada para atuar na Rede Sarah e no serviço público estadual da Bahia. “Quando me formei, em janeiro, fui nomeada pela Rede Sarah em março, e o estado da Bahia também me nomeou. Assim, pude sair da faculdade já com oportunidades profissionais concretas”, relata. 

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Outra ferramenta apresentada por Fernanda foi o diagnóstico situacional, método que auxilia o estudante a avaliar suas competências e limitações, além de reconhecer fatores externos que podem representar oportunidades ou ameaças. Com base nesse levantamento, torna-se possível definir prioridades, traçar metas e desenvolver estratégias alinhadas aos objetivos de carreira. 

Experiências na prática

O contato com diferentes especialidades é um dos caminhos para os estudantes identificarem as áreas com as quais mais se identificam. Além de complementar os conhecimentos adquiridos nas aulas, as atividades práticas e a convivência com outras experiências profissionais contribuem para ampliar a visão sobre a Enfermagem e considerar possibilidades que ainda não estavam nos planos iniciais. 

“O tema do congresso é muito importante para a nossa formação porque, além de trazer atualizações, também nos ajuda a compreender as diferentes especialidades e a refletir sobre a área que queremos seguir. Temos diversos minicursos que nos permitem desenvolver habilidades práticas, incluindo atividades relacionadas à cultura e à terapia intensiva”, conta. 

Esse processo de descoberta também faz parte da trajetória de Nathalia, que vem identificando suas preferências a partir das experiências acadêmicas. Inicialmente interessada em terapia intensiva, ela começou a considerar a Atenção Primária à Saúde como uma possibilidade de carreira após o estágio curricular realizado em uma Unidade Básica de Saúde, no bairro Santos Dumont, em Aracaju. A vivência despertou especialmente seu interesse pela saúde da mulher. “Quando comecei a vivenciar a área de saúde da mulher, fiquei encantada. Também gostei muito do contato com as gestantes e das atividades de puericultura, mas a saúde da mulher foi a área com a qual mais me identifiquei”, relata a estudante. 

Programação diversificada

Até quinta-feira, o IV Conenf mantém uma agenda que combina atividades práticas, discussões temáticas e palestras com especialistas reconhecidos nacionalmente. A programação busca ampliar o repertório dos acadêmicos e aproximá-los de conhecimentos relevantes para os desafios atuais da profissão. Para consultar os detalhes e conferir os horários das atividades, acesse a página oficial do IV Congresso Nacional de Enfermagem no Even3. 

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Quarta edição do evento reúne palestras, minicursos e mesas-redondas sobre inteligência artificial, gestão em saúde e os novos caminhos da Enfermagem

A digitalização dos serviços, o avanço da inteligência artificial e a busca por uma gestão mais estratégica vêm provocando mudanças significativas na área da saúde. Diante desse cenário, compreender as novas demandas deixou de ser uma perspectiva distante e passou a ser uma necessidade atual para assegurar uma assistência de qualidade, pautada na humanização e na eficiência.  

Com essa proposta, teve início, nesta segunda-feira (19), o IV Congresso Nacional de Enfermagem (Conenf), realizado pela Universidade Tiradentes (Unit), com o objetivo de discutir as transformações do setor e contribuir para a preparação de profissionais diante dos desafios contemporâneos. Com programação até quinta-feira (22), o congresso tem como tema “Enfermagem Contemporânea: Liderando a Transformação da Saúde por Meio da Inovação, Gestão e Tecnologia”.  

A agenda contempla conferências, minicursos e mesas-redondas que proporcionam aos participantes o contato com conhecimentos científicos e novas perspectivas para a profissão. De acordo com Geisa Lima, coordenadora do curso de Enfermagem da Unit, o encontro permite que os estudantes compreendam melhor as mudanças em andamento e as oportunidades que podem surgir ao longo da trajetória profissional. 

“Assim como outras áreas, a profissão enfrenta desafios, mas também oferece muitas possibilidades e perspectivas para o futuro. Por isso, precisamos estar atentos às mudanças e preparados para elas. Nosso objetivo é, especialmente, preparar os alunos para as novas demandas da profissão, proporcionando conhecimentos que contribuam para sua formação e para o desenvolvimento de suas carreiras”, destaca. 

Tecnologia e cuidado

As inovações tecnológicas, sobretudo as ferramentas baseadas em inteligência artificial, exigem que os futuros enfermeiros conheçam os recursos disponíveis e saibam como incorporá-los à rotina de trabalho. Segundo Artur Tavares, coordenador operacional do curso e professor da Unit, essa compreensão é importante para ampliar as possibilidades de atuação e fortalecer a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. 

“Quando pensamos no cuidado, muitas vezes nos concentramos nos aspectos práticos e técnicos da profissão. Entretanto, também precisamos de respaldo científico, acesso a novas informações e conhecimento sobre as tecnologias disponíveis. Tudo isso pode agregar valor ao processo assistencial e contribuir para uma assistência mais qualificada”, afirma. 

Apesar dos benefícios proporcionados pela inovação, o desenvolvimento tecnológico precisa estar acompanhado de uma reflexão sobre as necessidades das pessoas. Na abertura do congresso, o pró-reitor de Graduação e Pesquisa da Unit, Ronaldo Linhares, ressaltou que o ser humano deve permanecer como referência nas decisões que envolvem o cuidado e a administração dos serviços de saúde. “Caso contrário, corre o risco de se tornar um recurso que não contribui para a humanização do cuidado. Refletir sobre inovação também significa questionar quais necessidades humanas orientam o desenvolvimento e a aplicação de novas ferramentas”, elenca. 

Planejar a carreira

A preparação para o exercício da Enfermagem também passa pela definição de objetivos e pela identificação das diferentes possibilidades profissionais disponíveis. Ainda durante a graduação, conhecer as exigências do mercado, explorar áreas de atuação e organizar os próximos passos pode facilitar a entrada dos estudantes no mundo do trabalho. 

A temática esteve presente na palestra magna de abertura, conduzida por Fernanda Barboza, enfermeira da Câmara Legislativa do Distrito Federal, professora de preparação para concursos públicos e residências e graduada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em sua apresentação, ela discutiu os caminhos que os profissionais podem percorrer na Enfermagem, destacando as oportunidades no serviço público e a importância de planejar a carreira desde os primeiros anos de formação. 

“É muito importante que os estudantes conheçam os diferentes caminhos que podem seguir na Enfermagem e aprendam a planejar a transição da graduação para o mercado de trabalho. Dessa forma, não precisam esperar a formatura para começar a procurar emprego ou estudar para concursos. É uma oportunidade de pensar antecipadamente na carreira e construir um plano profissional”, orienta. 

A história profissional da palestrante demonstra como essa preparação antecipada pode favorecer o ingresso no mercado. Formada em 2005, Fernanda iniciou a participação em concursos públicos antes mesmo de concluir o curso e conquistou uma aprovação ainda na graduação. Depois de formada, foi nomeada para atuar na Rede Sarah e no serviço público estadual da Bahia. “Quando me formei, em janeiro, fui nomeada pela Rede Sarah em março, e o estado da Bahia também me nomeou. Assim, pude sair da faculdade já com oportunidades profissionais concretas”, relata. 

Outra ferramenta apresentada por Fernanda foi o diagnóstico situacional, método que auxilia o estudante a avaliar suas competências e limitações, além de reconhecer fatores externos que podem representar oportunidades ou ameaças. Com base nesse levantamento, torna-se possível definir prioridades, traçar metas e desenvolver estratégias alinhadas aos objetivos de carreira. 

Experiências na prática

O contato com diferentes especialidades é um dos caminhos para os estudantes identificarem as áreas com as quais mais se identificam. Além de complementar os conhecimentos adquiridos nas aulas, as atividades práticas e a convivência com outras experiências profissionais contribuem para ampliar a visão sobre a Enfermagem e considerar possibilidades que ainda não estavam nos planos iniciais. 

“O tema do congresso é muito importante para a nossa formação porque, além de trazer atualizações, também nos ajuda a compreender as diferentes especialidades e a refletir sobre a área que queremos seguir. Temos diversos minicursos que nos permitem desenvolver habilidades práticas, incluindo atividades relacionadas à cultura e à terapia intensiva”, conta. 

Esse processo de descoberta também faz parte da trajetória de Nathalia, que vem identificando suas preferências a partir das experiências acadêmicas. Inicialmente interessada em terapia intensiva, ela começou a considerar a Atenção Primária à Saúde como uma possibilidade de carreira após o estágio curricular realizado em uma Unidade Básica de Saúde, no bairro Santos Dumont, em Aracaju. A vivência despertou especialmente seu interesse pela saúde da mulher. “Quando comecei a vivenciar a área de saúde da mulher, fiquei encantada. Também gostei muito do contato com as gestantes e das atividades de puericultura, mas a saúde da mulher foi a área com a qual mais me identifiquei”, relata a estudante. 

Programação diversificada

Até quinta-feira, o IV Conenf mantém uma agenda que combina atividades práticas, discussões temáticas e palestras com especialistas reconhecidos nacionalmente. A programação busca ampliar o repertório dos acadêmicos e aproximá-los de conhecimentos relevantes para os desafios atuais da profissão. Para consultar os detalhes e conferir os horários das atividades, acesse a página oficial do IV Congresso Nacional de Enfermagem no Even3. 

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