Quase não existiu: a faixa nasceu nos últimos ajustes do álbum 'Sinto Muito', lançado em 27 de abril de 2018. Duda Beat contou que um amigo pediu algo mais animado para contrastar as histórias de desilusão.
Uma das canções mais conhecidas de Duda Beat quase não existiu: “Bixinho” nasceu nos últimos ajustes do álbum de estreia “Sinto Muito”, lançado em 27 de abril de 2018. A música surgiu a partir de um desafio de um amigo que pediu à cantora algo mais animado para contrastar com as histórias de desilusão amorosa que predominavam no repertório.
A própria cantora relatou a origem da faixa durante uma participação no quadro “Desvendando Faixas”, de 2022. Naquele momento, Duda disse que o disco “já estava praticamente fechado” e que a sugestão do amigo apontava para uma composição sobre diversão e curtição, como contraponto às canções mais tristes do projeto.
“O disco já estava praticamente fechado”
O trabalho de produção acontecia em casa, com o músico e produtor Tomás Tróia. Depois da conversa, Duda aceitou o desafio e compôs a faixa de forma rápida: voltou para casa com a ideia na cabeça e escreveu a música inteira de uma vez. Apesar da facilidade para concluir a letra, ela teve dificuldade em definir qual trecho funcionaria como refrão, já que havia vários trechos com potencial.
“A gente só fez assim, ó, nela, e mandamos ver”
Em vez de reestruturar a canção para um formato mais convencional, a cantora e Tomás optaram por manter a sequência espontânea que havia surgido. Duda descreveu a entrada de “Bixinho” no repertório como algo que aconteceu “nos 45 do segundo tempo”.
“nos 45 do segundo tempo”
A inclusão de última hora também alterou a ordem das faixas do disco. A ideia inicial era organizar as músicas segundo a ordem de composição, o que colocaria “Bixinho” mais perto do final. No entanto, a equipe decidiu posicioná-la na terceira faixa do álbum, para que o público a encontrasse logo no começo do disco, decisão tomada antes do lançamento por enxergar nela potencial.
Musicalmente, a canção foi definida como uma celebração do amor descompromissado, marcada por sensualidade e influências do axé e da música latina. A gravação combinou programação eletrônica, violão, baixo, teclados, percussão e metais. Tomás Tróia assinou a produção, com coprodução de Lux Ferreira e Patrick Laplan.
O videoclipe original foi lançado em 23 de abril de 2018, teve direção de Renato Galvão e foi filmado com um iPhone X e um drone. Em 2019, saiu uma nova versão intitulada “Bixinho (Lux e Tróia Remix)”, acompanhada de outro clipe.
Ao longo dos anos, a canção continuou presente nas apresentações de Duda e ganhou novos arranjos, incluindo uma versão com a Orquestra Ouro Preto, apresentada no Rio de Janeiro em 2025. A trajetória de “Bixinho” ilustrou como uma ideia aparentemente secundária pode se transformar na faixa mais reconhecida de um projeto.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

