Nascida em São Luís, a cantora e atriz revive sua carreira com o álbum 'Origens', previsto para 18 de novembro. Antes do disco, o xote em dueto com Geraldo Azevedo, 'Dói Dói', sai em 12 de novembro.
Flávia Bittencourt, cantora, compositora e atriz nascida em São Luís, retoma a carreira com o álbum “Origens”, que sai em 18 de novembro. Antes do disco, o single “Dói Dói”, um xote gravado em dueto com Geraldo Azevedo, será lançado em 12 de novembro.
Criada em São Luís, Flávia iniciou a trajetória artística ainda na adolescência e consolidou sua identidade musical entre a diversidade da música brasileira, ritmos nordestinos e tradições maranhenses como o bumba-meu-boi e o tambor de crioula. Ela ouviu referências que vão de Elizeth Cardoso a Luiz Melodia, passando por João do Vale, Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Nação Zumbi.
Formada em música pela UNIRIO, Flávia passou também pelo teatro e já se apresentou no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na África. No percurso, dividiu palco com nomes como Dominguinhos, Alcione, Luiz Melodia, Carlinhos Brown e Geraldo Azevedo.
Discografia selecionada
- “Sentido” (2005) — primeiro álbum; trouxe a canção “Terra de Noel”, incluída na trilha da novela “América”.
- “Todo Domingos” (2009) — dedicado à obra de Dominguinhos, com participação do próprio mestre; reuniu clássicos como “Lamento Sertanejo”, “Abri a Porta” e “Eu Só Quero um Xodó”.
- “No Movimento” (2012) — trabalho independente com 11 faixas e convidados como Zeca Baleiro e Alberto Trabulsi, incluindo a parceria “Um Instante” com Ferreira Gullar e “Franqueza”, composta por Luiz Melodia.
- “LEVE – Ao Vivo no Teatro Arthur Azevedo” (2016) — gravação em São Luís com participações de Alcione, Luiz Melodia, Antúlio Madureira, Ana Botafogo e o Bloco Tradicional Os Feras.
- “Volitar” (maio de 2022) — lançado pelo selo Candeal Music, de Carlinhos Brown; traz dez faixas autorais e participações de Marcelo Mira, Lan Lanh, Nanda Costa e Deeplick.
Entre os trabalhos, Flávia também aproximou ritmos brasileiros da música eletrônica no audiovisual “Eletrobatuque”, gravado na Lagoa da Jansen, com releituras de “O Sal da Terra” e “Burning Down the House”.
Durante anos, a artista organizou a vida em torno do cuidado à filha. A filha recebeu um diagnóstico de autismo, e a família mudou rotina e prioridades. Mais tarde, o diagnóstico foi revisto: a condição era, na verdade, o Distúrbio do Processamento Auditivo Central, o DPAC. Segundo o release, a mudança mexeu com a mulher, com a mãe e com a cantora. Agora, Flávia volta a olhar para essa história e a transforma em música.
O álbum “Origens” será distribuído pelas plataformas pela ONErpm e reunirá memória afetiva, ancestralidade e elementos da cultura popular maranhense em uma linguagem contemporânea. O público já conhece duas faixas do projeto: a releitura de “Avohai”, de Zé Ramalho, e “Covered Saints”, de Carlinhos Brown, na interpretação de Flávia Bittencourt.
O xote inédito “Dói Dói”, assinado por Geraldo Azevedo e Abel Silva em homenagem a João do Vale, chega em 12 de novembro. Geraldo dividirá os vocais com Flávia — é a primeira vez que os dois gravam juntos, após vários encontros no palco — e o videoclipe estreia no mesmo dia.
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