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Como são escolhidos os filmes da “Sessão da Tarde”? Entenda os bastidores da programação que marcou gerações

Desde 1974, a “Sessão da Tarde” se consolidou como um dos espaços mais nostálgicos da TV brasileira. Exibida nas tardes da TV Globo, a faixa já apresentou ao público títulos como A Lagoa Azul, As Branquelas, Ghost – Do Outro Lado da Vida e Quatro Vidas de Um Cachorro, conquistando espectadores de diferentes idades ao longo das décadas. Mas afinal, como são escolhidos […]

22/04/2025 · 16h54 · Atualizado às 18h34
Como são escolhidos os filmes da “Sessão da Tarde”? Entenda os bastidores da programação que marcou gerações

Desde 1974, a “Sessão da Tarde” se consolidou como um dos espaços mais nostálgicos da TV brasileira. Exibida nas tardes da TV Globo, a faixa já apresentou ao público títulos como A Lagoa AzulAs BranquelasGhost – Do Outro Lado da Vida e Quatro Vidas de Um Cachorro, conquistando espectadores de diferentes idades ao longo das décadas.

Mas afinal, como são escolhidos os filmes que vão ao ar? Apesar de parecer uma seleção aleatória ou puramente baseada em popularidade, a escolha da programação envolve uma série de critérios estratégicos e sensíveis ao contexto social, político e até emocional do momento.

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Época do ano influencia

Os meses do ano impactam diretamente na escolha dos títulos. Durante as férias escolares, por exemplo, filmes com temáticas infantis e aventuras leves costumam ter mais espaço na grade. Já em épocas como o Dia das Mães, Natal ou Carnaval, é comum que a emissora opte por longas que se conectem com o espírito dessas datas comemorativas.

Audiência e perfil do público

Outro fator determinante são os dados de audiência. A emissora analisa o que o público costuma consumir nas tardes — muitas vezes, famílias e donas de casa — e aposta em histórias que tenham boa aceitação entre esses segmentos. Clássicos dos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000 seguem sendo recorrentes justamente por gerarem uma sensação de conforto e familiaridade.

Noticiário pode alterar a programação

De forma mais sensível, a atualidade também pesa nas decisões. Em casos de tragédias, conflitos ou situações delicadas no noticiário, filmes com conteúdos semelhantes costumam ser evitados para não gerar desconforto na audiência. Da mesma forma, datas marcadas por acontecimentos especiais ou homenagens (como a morte de uma celebridade do cinema) também podem levar à exibição de filmes relacionados.

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Licenciamento e contratos

Por trás das câmeras, o licenciamento com grandes estúdios como Disney, Warner, Paramount e Universal é outro fator central. Os filmes precisam estar dentro do pacote de direitos adquirido pela emissora, o que limita (ou possibilita) as opções disponíveis a cada temporada.


Sessão de memórias

A longevidade da “Sessão da Tarde” também se explica pela forma como os filmes exibidos nela se tornam parte da cultura popular. Títulos como Curtindo a Vida AdoidadoEsqueceram de MimMatilda e Um Tira no Jardim de Infância foram vistos tantas vezes que criaram um vínculo afetivo com os brasileiros.

Mesmo com o avanço dos streamings e das mudanças nos hábitos de consumo de mídia, a “Sessão da Tarde” resiste. E, com curadoria estratégica e sensível ao público, continua garantindo sua marca no coração das tardes brasileiras.

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Desde 1974, a “Sessão da Tarde” se consolidou como um dos espaços mais nostálgicos da TV brasileira. Exibida nas tardes da TV Globo, a faixa já apresentou ao público títulos como A Lagoa AzulAs BranquelasGhost – Do Outro Lado da Vida e Quatro Vidas de Um Cachorro, conquistando espectadores de diferentes idades ao longo das décadas.

Mas afinal, como são escolhidos os filmes que vão ao ar? Apesar de parecer uma seleção aleatória ou puramente baseada em popularidade, a escolha da programação envolve uma série de critérios estratégicos e sensíveis ao contexto social, político e até emocional do momento.

Época do ano influencia

Os meses do ano impactam diretamente na escolha dos títulos. Durante as férias escolares, por exemplo, filmes com temáticas infantis e aventuras leves costumam ter mais espaço na grade. Já em épocas como o Dia das Mães, Natal ou Carnaval, é comum que a emissora opte por longas que se conectem com o espírito dessas datas comemorativas.

Audiência e perfil do público

Outro fator determinante são os dados de audiência. A emissora analisa o que o público costuma consumir nas tardes — muitas vezes, famílias e donas de casa — e aposta em histórias que tenham boa aceitação entre esses segmentos. Clássicos dos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000 seguem sendo recorrentes justamente por gerarem uma sensação de conforto e familiaridade.

Noticiário pode alterar a programação

De forma mais sensível, a atualidade também pesa nas decisões. Em casos de tragédias, conflitos ou situações delicadas no noticiário, filmes com conteúdos semelhantes costumam ser evitados para não gerar desconforto na audiência. Da mesma forma, datas marcadas por acontecimentos especiais ou homenagens (como a morte de uma celebridade do cinema) também podem levar à exibição de filmes relacionados.

Licenciamento e contratos

Por trás das câmeras, o licenciamento com grandes estúdios como Disney, Warner, Paramount e Universal é outro fator central. Os filmes precisam estar dentro do pacote de direitos adquirido pela emissora, o que limita (ou possibilita) as opções disponíveis a cada temporada.


Sessão de memórias

A longevidade da “Sessão da Tarde” também se explica pela forma como os filmes exibidos nela se tornam parte da cultura popular. Títulos como Curtindo a Vida AdoidadoEsqueceram de MimMatilda e Um Tira no Jardim de Infância foram vistos tantas vezes que criaram um vínculo afetivo com os brasileiros.

Mesmo com o avanço dos streamings e das mudanças nos hábitos de consumo de mídia, a “Sessão da Tarde” resiste. E, com curadoria estratégica e sensível ao público, continua garantindo sua marca no coração das tardes brasileiras.

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