Estação de transbordo da Torre/Termoclave funciona sem licença válida desde 2023; população teme consequências.
O município de Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, enfrenta um verdadeiro colapso na coleta de lixo urbano. Caminhões compactadores e caçambas têm formado longas filas para descarregar resíduos na chamada “estação de transbordo” da Torre/Termoclave, que opera em condições precárias.
A situação preocupa os 192 mil moradores da cidade, que já convivem com o risco de acúmulo de lixo, proliferação de pragas e ameaça à saúde pública.
Principais problemas registrados no local
• Lixo acumulado acima da capacidade da estação
• Mau cheiro insuportável
• Ratos e insetos se multiplicando
• Chorume escorrendo para o solo, com risco de contaminação
• Estrutura improvisada e sem balança para pesagem
Estação sem licença de operação
A área utilizada pela empresa não possui licença ambiental válida desde 2023. Consta apenas um protocolo de pedido de renovação junto à Adema, sob o número 2023/TEC/RL-0-0112.
Além disso, a estrutura em funcionamento não passa de uma antiga usina de asfalto adaptada para servir de estação de transbordo, sem condições adequadas de operação e com horário de funcionamento limitado até as 17h — mesmo quando ainda há toneladas de lixo aguardando descarte.
Impactos diretos para a população
Segundo relatos, caminhões precisam pesar o lixo em outra unidade da Torre/Termoclave, na BR-101, para só depois retornar e descarregar no transbordo. O processo, além de ineficiente, atrasa a coleta nas ruas e aumenta o risco de acúmulo de resíduos na cidade.
Os principais impactos já sentidos e temidos pela população são:
• Proliferação de insetos e roedores
• Aumento do risco de doenças
• Possível contaminação do solo e lençol freático
• Deterioração da qualidade de vida dos moradores
Imagens denunciam situação crítica
Registros feitos no local mostram galpões lotados até o teto, lixo espalhado pelo terreno e caminhões parados por horas em filas extensas. O chorume escorre livremente, evidenciando a falta de controle ambiental.
Decisão judicial agravou cenário
Anteriormente, os resíduos de Nossa Senhora do Socorro eram destinados à empresa Orizon. No entanto, após uma decisão judicial, o lixo voltou a ser enviado para a Torre/Termoclave — que, segundo denúncias, não apresenta condições técnicas e ambientais para cumprir as exigências legais.
Moradores cobram providências urgentes da Prefeitura, da Adema e do Ministério Público para evitar que o problema se transforme em uma crise sanitária e ambiental irreversível.
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