Escritórios alegam inadimplência contratual; médica deve retornar ao presídio feminino após decisão do STF.
Os escritórios Dalledone e Advogados Associados e Ettinger e Batista e Prudente e Filho anunciaram neste sábado (6) a renúncia à defesa da médica cirurgiã plástica Daniele Barreto, acusada de envolvimento no assassinato do marido, o advogado criminalista José Lael Rodrigues Júnior, morto em outubro de 2024, em Aracaju.
Em nota, as bancas justificaram a saída por inadimplência contratual. Desde 1º de setembro, Daniele está internada em uma clínica de repouso na capital sergipana, mas o motivo do tratamento não foi informado.
A médica havia conseguido prisão domiciliar em maio de 2025, decisão posteriormente revogada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu retorno ao Presídio Feminino de Nossa Senhora do Socorro.
A investigação aponta que Daniele teria ajudado a planejar o crime, fornecendo a localização do marido e do filho na noite em que eles foram atacados. Lael Rodrigues, de 42 anos, foi alvejado e não resistiu; o filho sobreviveu. Outras seis pessoas também foram presas por suspeita de participação.
Segundo a polícia, câmeras de segurança registraram que, cerca de uma hora e meia antes do crime, amigas e a secretária da médica foram vistas com os executores dentro de um carro. Minutos depois, deixaram o local no condomínio de uma delas.
O caso segue em andamento na 5ª Vara Criminal do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju.
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