A artista polonesa marcou gerações com sua carreira no teatro, cinema e TV brasileira, especialmente na comédia, e deixa um legado de resistência e talento.
A atriz Berta Loran, sobrevivente do Holocausto e um dos grandes nomes do humor brasileiro, morreu na noite de ontem (28), aos 99 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo hospital Copa D’or, onde a artista estava internada. A causa da morte não foi divulgada a pedido da família.
De Varsóvia ao Brasil: uma vida marcada pela superação
Nascida Basza Ajs, em Varsóvia, na Polônia, no dia 23 de março de 1926, Berta chegou ao Brasil em 1937 ao lado dos pais e cinco irmãos, fugindo do avanço nazista na Europa. Em entrevistas, sempre recordava a travessia em terceira classe: “Nosso navio era igual ao do filme Titanic. A gente dançava, cantava…”.
Radicada no Rio de Janeiro, iniciou sua trajetória artística em teatros judaicos, incentivada pelo pai, que também era ator e alfaiate.
Carreira internacional e retorno ao Brasil
Aos 20 anos, casou-se com o também ator judeu Suchar Handfuss, 31 anos mais velho, com quem viveu na Argentina e em Portugal. No período em que esteve fora, conquistou destaque no teatro, mas acabou retornando ao Brasil, onde consolidou sua carreira.
Berta estreou no cinema na década de 1950 em filmes como Sinfonia Carioca (1955), Papai Fanfarrão (1957) e Garotas e Samba (1957). Em 1961, separou-se de Suchar, em um casamento que descreveu como difícil e cheio de desafios.
O sucesso na TV e o legado no humor
Na televisão, Berta Loran brilhou como comediante em programas que marcaram época, como Faça Humor, Não Faça Guerra, Satiricom, Planeta dos Homens e a clássica Escolinha do Professor Raimundo, onde conquistou o público com seu carisma e talento.
Com quase um século de vida, Berta deixa não apenas um legado artístico, mas também uma história de superação, coragem e dedicação à arte.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

