O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) recebeu, na terça-feira (30), denúncias encaminhadas pelo Sindicato dos Médicos de Sergipe (Sindimed-SE) acerca das condições de trabalho de profissionais na capital e no interior do estado. A comitiva foi liderada pelo presidente da entidade, José Helton Silva Monteiro, acompanhado do advogado Thiago Oliveira.
Entre os relatos apresentados ao procurador-chefe Márcio Amazonas, está a tentativa de estupro contra uma médica que atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagarto, no Centro-Sul sergipano. Segundo o sindicato, o agressor invadiu o consultório durante o plantão. No dia seguinte ao episódio, a profissional foi demitida e agora enfrenta abalos emocionais.
Outra queixa refere-se à forma de contratação de médicos no Hospital da Criança, em Aracaju. De acordo com o Sindimed-SE, durante dois meses os salários foram pagos por meio de transferências via pix, procedimento mantido mesmo após a retirada da empresa terceirizada responsável.
Próximos passos
O procurador-chefe informou que os registros foram formalizados como notícias de fato, etapa inicial para avaliação interna. “Ao tomar conhecimento, o MPT tem obrigação de analisar. Isso não significa deferimento automático nem investigação imediata, mas algum procurador será designado. Dependendo da gravidade, podem ser solicitadas diligências ou ajuizada Ação Civil Pública”, explicou Márcio Amazonas.
A partir da distribuição interna, o órgão poderá requerer documentos adicionais ou adotar medidas judiciais, caso considere necessário.
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