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Economia

Haddad diz que Congresso decidiu deixar MP caducar e prejudicar população de baixa renda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (9) que a retirada de pauta que fez caducar a medida provisória (MP) destinada a elevar a tributação sobre operações financeiras foi uma decisão deliberada do Congresso Nacional. Segundo o ministro, a escolha favoreceu grupos privilegiados e sacrificou os mais pobres. Em publicação nas redes sociais, […]

09/10/2025 · 21h47
Haddad diz que Congresso decidiu deixar MP caducar e prejudicar população de baixa renda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (9) que a retirada de pauta que fez caducar a medida provisória (MP) destinada a elevar a tributação sobre operações financeiras foi uma decisão deliberada do Congresso Nacional. Segundo o ministro, a escolha favoreceu grupos privilegiados e sacrificou os mais pobres.

Em publicação nas redes sociais, Haddad declarou que “não foi descuido, foi escolha” e acusou parlamentares de “blindar os mesmos amigos de sempre” enquanto cortam recursos para quem depende do Estado. O episódio ocorreu após tentativas de negociação para aprovar uma nova alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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Alvo eram ricos e casas de apostas

A MP rejeitada visava aumentar a tributação de determinados investimentos, extinguir benefícios fiscais de outros e incluir as plataformas de apostas eletrônicas (bets) na cobrança. O governo estimava arrecadar R$ 17 bilhões em 2026, valor que, segundo Haddad, seria aplicado em saúde, educação e Previdência Social.

O texto também ajudaria a equilibrar o Orçamento de 2026 e financiaria parte da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. “A medida buscava cobrar o mínimo de bilionários, bancos e bets, protegendo quem ganha menos”, escreveu o ministro.

Possíveis protestos

Haddad lembrou manifestações recentes contra o Congresso e sugeriu que reações populares podem se repetir. “O povo brasileiro está cada vez mais atento, sabe quem defende o país e quem trai o interesse nacional”, comentou na postagem.

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Plano para recompor R$ 35 bilhões

Pela manhã, ao chegar ao Ministério da Fazenda, Haddad informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutirá na próxima semana alternativas para recuperar R$ 35 bilhões — R$ 17 bilhões em 2026 e R$ 18 bilhões em 2027. Entre as opções está utilizar o pacote de cortes aprovado em 2024, o que pode reduzir emendas parlamentares.

O ministro acrescentou que o impacto da derrubada da MP será “mínimo” em 2025, ainda que a versão original previsse arrecadação de R$ 10,5 bilhões já neste ano.

 

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (9) que a retirada de pauta que fez caducar a medida provisória (MP) destinada a elevar a tributação sobre operações financeiras foi uma decisão deliberada do Congresso Nacional. Segundo o ministro, a escolha favoreceu grupos privilegiados e sacrificou os mais pobres.

Em publicação nas redes sociais, Haddad declarou que “não foi descuido, foi escolha” e acusou parlamentares de “blindar os mesmos amigos de sempre” enquanto cortam recursos para quem depende do Estado. O episódio ocorreu após tentativas de negociação para aprovar uma nova alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

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A MP rejeitada visava aumentar a tributação de determinados investimentos, extinguir benefícios fiscais de outros e incluir as plataformas de apostas eletrônicas (bets) na cobrança. O governo estimava arrecadar R$ 17 bilhões em 2026, valor que, segundo Haddad, seria aplicado em saúde, educação e Previdência Social.

O texto também ajudaria a equilibrar o Orçamento de 2026 e financiaria parte da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil. “A medida buscava cobrar o mínimo de bilionários, bancos e bets, protegendo quem ganha menos”, escreveu o ministro.

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Pela manhã, ao chegar ao Ministério da Fazenda, Haddad informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutirá na próxima semana alternativas para recuperar R$ 35 bilhões — R$ 17 bilhões em 2026 e R$ 18 bilhões em 2027. Entre as opções está utilizar o pacote de cortes aprovado em 2024, o que pode reduzir emendas parlamentares.

O ministro acrescentou que o impacto da derrubada da MP será “mínimo” em 2025, ainda que a versão original previsse arrecadação de R$ 10,5 bilhões já neste ano.

 

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