Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Brasil

Lula lança novo modelo de crédito habitacional voltado à classe média

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (10) um novo modelo de crédito imobiliário que passa a contemplar famílias com renda superior a R$ 12 mil, tradicionalmente fora do alcance do programa Minha Casa, Minha Vida. O anúncio foi feito durante o evento Incorpora 2025, na capital paulista. Segundo Lula, a proposta […]

10/10/2025 · 20h53
Lula lança novo modelo de crédito habitacional voltado à classe média

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (10) um novo modelo de crédito imobiliário que passa a contemplar famílias com renda superior a R$ 12 mil, tradicionalmente fora do alcance do programa Minha Casa, Minha Vida. O anúncio foi feito durante o evento Incorpora 2025, na capital paulista.

Segundo Lula, a proposta busca atender trabalhadores que, embora não se enquadrem nas faixas 1 e 2 do programa habitacional federal, também enfrentam dificuldade para adquirir a casa própria. “Esse programa foi pensado para dar àqueles que ainda não têm direito, o direito de ter a sua casinha um pouco melhor”, afirmou.

Publicidade

Reestruturação da poupança

O novo modelo reformula o uso dos recursos da caderneta de poupança. Após um período de transição, os depósitos deixarão de ser recolhidos de forma compulsória ao Banco Central e todo o montante passará a servir de referência para financiamentos habitacionais. Atualmente, 65 % dos recursos captados na poupança são destinados ao crédito imobiliário, 15 % ficam livres para aplicações dos bancos e 20 % são retidos pelo BC.

A mudança também eleva o valor máximo do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Meta de 80 mil moradias até 2026

Com as novas regras, a Caixa Econômica Federal estima financiar cerca de 80 mil novas unidades habitacionais até 2026. Para garantir acesso ao crédito com juros limitados a 12 % ao ano, pelo menos 80 % dos financiamentos deverão seguir as normas do SFH.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID

Saques da poupança e transição até 2027

O governo justificou a reformulação citando os sucessivos saques na poupança, principal fonte do crédito habitacional. Em 2023, a retirada líquida somou R$ 87,8 bilhões; em 2024, R$ 15,5 bilhões; e, em 2025, já chega a R$ 78,5 bilhões.

A transição começa ainda em 2025 e deve ser concluída em janeiro de 2027. Durante o período, o compulsório sobre a poupança cairá dos atuais 20 % para 15 %, enquanto 5 % migrarão para o novo regime. O modelo também incorporará os Depósitos Interfinanceiros Imobiliários, permitindo que instituições que não captam poupança ofereçam crédito em condições equivalentes.

 

Publicidade

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (10) um novo modelo de crédito imobiliário que passa a contemplar famílias com renda superior a R$ 12 mil, tradicionalmente fora do alcance do programa Minha Casa, Minha Vida. O anúncio foi feito durante o evento Incorpora 2025, na capital paulista.

Segundo Lula, a proposta busca atender trabalhadores que, embora não se enquadrem nas faixas 1 e 2 do programa habitacional federal, também enfrentam dificuldade para adquirir a casa própria. “Esse programa foi pensado para dar àqueles que ainda não têm direito, o direito de ter a sua casinha um pouco melhor”, afirmou.

Reestruturação da poupança

O novo modelo reformula o uso dos recursos da caderneta de poupança. Após um período de transição, os depósitos deixarão de ser recolhidos de forma compulsória ao Banco Central e todo o montante passará a servir de referência para financiamentos habitacionais. Atualmente, 65 % dos recursos captados na poupança são destinados ao crédito imobiliário, 15 % ficam livres para aplicações dos bancos e 20 % são retidos pelo BC.

A mudança também eleva o valor máximo do imóvel financiado pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Meta de 80 mil moradias até 2026

Com as novas regras, a Caixa Econômica Federal estima financiar cerca de 80 mil novas unidades habitacionais até 2026. Para garantir acesso ao crédito com juros limitados a 12 % ao ano, pelo menos 80 % dos financiamentos deverão seguir as normas do SFH.

Saques da poupança e transição até 2027

O governo justificou a reformulação citando os sucessivos saques na poupança, principal fonte do crédito habitacional. Em 2023, a retirada líquida somou R$ 87,8 bilhões; em 2024, R$ 15,5 bilhões; e, em 2025, já chega a R$ 78,5 bilhões.

A transição começa ainda em 2025 e deve ser concluída em janeiro de 2027. Durante o período, o compulsório sobre a poupança cairá dos atuais 20 % para 15 %, enquanto 5 % migrarão para o novo regime. O modelo também incorporará os Depósitos Interfinanceiros Imobiliários, permitindo que instituições que não captam poupança ofereçam crédito em condições equivalentes.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA