O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado (18) um aporte de R$ 108 milhões para a Rede Nacional de Cursinhos Populares, durante encontro com estudantes em São Bernardo do Campo (SP). O recurso, que será detalhado em edital a ser publicado, deve alcançar 500 cursinhos voltados a alunos da rede pública em situação de vulnerabilidade social que se preparam para o Enem.
Ao justificar o investimento, Lula afirmou que educação e participação política são essenciais para garantir um futuro melhor ao país. “Pelo amor de Deus, agarrem essas chances com suas mãos. Nós daremos sustentações a vocês”, declarou.
Foco na inclusão universitária
A rede de cursinhos oferece suporte técnico e financeiro a iniciativas comunitárias que auxiliam estudantes no ingresso ao ensino superior. No primeiro edital, já concluído, 384 cursinhos foram contemplados, beneficiando mais de 12,1 mil alunos em todas as regiões brasileiras, com investimento de R$ 74 milhões.
Cada unidade pôde receber até R$ 163,2 mil para custear professores, coordenadores e equipe administrativa, além de auxílio-permanência de R$ 200 mensais para até 40 alunos. Em geral, as aulas ocorrem aos sábados em universidades públicas, atendendo principalmente estudantes que trabalham durante a semana.
Educação como caminho para autonomia
Lula reiterou que a formação acadêmica amplia oportunidades de emprego e proporciona independência, inclusive em situações de violência doméstica. “Profissão é coisa sagrada. É por isso que eu aposto na educação”, afirmou, acrescentando que nenhum país se desenvolveu sem investimento consistente no setor.
O presidente também disse que o governo busca parcerias com países africanos, nações de língua portuguesa e vizinhos da América Latina para fortalecer a cooperação educacional. No caso latino-americano, defendeu a construção de uma “doutrina” que garanta autonomia regional.
Engajamento político
Ao incentivar a participação cidadã, Lula destacou que a educação fortalece a capacidade de cobrar resultados de governantes. “A desgraça de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta”, disse, recomendando que jovens se engajem para evitar que “raposas tomem conta do galinheiro”.
O presidente encerrou o discurso reafirmando que política e educação devem caminhar juntas para ampliar oportunidades individuais e coletivas.
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