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Economia

Consórcio Canal Galheta Dragagem assume concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) arrematou, nesta terça-feira (22), a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, durante leilão realizado na B3, em São Paulo. O grupo venceu após oferecer desconto de 12,63% na tarifa de referência — limite máximo previsto pelo edital — e apresentar outorga de R$ 276 […]

22/10/2025 · 17h37
Consórcio Canal Galheta Dragagem assume concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá

O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) arrematou, nesta terça-feira (22), a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, durante leilão realizado na B3, em São Paulo. O grupo venceu após oferecer desconto de 12,63% na tarifa de referência — limite máximo previsto pelo edital — e apresentar outorga de R$ 276 milhões depois de 18 lances em disputa viva-voz.

Participaram da sessão as empresas DTA Engenharia, Jan de Nul e China Harbour Engineering Company (CHEC) Dredging. Na primeira fase, dedicada ao desconto na tarifa Inframar, a Jan de Nul ficou de fora do viva-voz por apresentar o menor abatimento (0,34%), enquanto a DTA optou por não avançar nos lances. Com isso, a disputa final ficou entre a CHEC Dredging e o CCGD, ambos com os 12,63% máximos, levando o certame para a definição pela maior outorga.

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Contrato e investimentos

O acordo, firmado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vale por 25 anos, com possibilidade de prorrogação que pode chegar a 70 anos. O consórcio terá de investir R$ 1,22 bilhão nos primeiros cinco anos e pagar outorga fixa anual de R$ 86 milhões. Entre as metas está o aprofundamento do canal de 13,5 para 15,5 metros de calado, condição que permitirá a operação de navios porta-contêineres de até 366 metros e graneleiros de 120 mil toneladas.

A concessão transfere à iniciativa privada responsabilidades atualmente da Portos do Paraná, como dragagem, sinalização, batimetria e monitoramento das embarcações. Segundo o governo estadual, trata-se do primeiro leilão de canal de acesso portuário no país e poderá servir de modelo para futuros processos em Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Importância do Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá atende cerca de 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. De acordo com a Antaq, foi a segunda instalação portuária pública que mais movimentou cargas no primeiro semestre de 2025, somando 30,9 milhões de toneladas — alta de 2,6% ante igual período de 2024.

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Localizado ao sul da Ilha do Mel, o Canal da Galheta é o principal acesso aquaviário ao porto desde os anos 1970, quando a demanda por navios maiores exigiu a dragagem do Banco da Galheta.

Outros leilões no mesmo dia

Antes do certame paranaense, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, acompanhou dois leilões: o terminal RDJ07, no Rio de Janeiro, voltado a cargas de apoio offshore, com previsão de R$ 99,4 milhões em investimentos, e o TMP, em Maceió (AL), destinado a passageiros de cruzeiros, que deverá receber R$ 3,75 milhões ao longo de 25 anos.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, também esteve presente no leilão em São Paulo.

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O Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD) arrematou, nesta terça-feira (22), a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, no Paraná, durante leilão realizado na B3, em São Paulo. O grupo venceu após oferecer desconto de 12,63% na tarifa de referência — limite máximo previsto pelo edital — e apresentar outorga de R$ 276 milhões depois de 18 lances em disputa viva-voz.

Participaram da sessão as empresas DTA Engenharia, Jan de Nul e China Harbour Engineering Company (CHEC) Dredging. Na primeira fase, dedicada ao desconto na tarifa Inframar, a Jan de Nul ficou de fora do viva-voz por apresentar o menor abatimento (0,34%), enquanto a DTA optou por não avançar nos lances. Com isso, a disputa final ficou entre a CHEC Dredging e o CCGD, ambos com os 12,63% máximos, levando o certame para a definição pela maior outorga.

Contrato e investimentos

O acordo, firmado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vale por 25 anos, com possibilidade de prorrogação que pode chegar a 70 anos. O consórcio terá de investir R$ 1,22 bilhão nos primeiros cinco anos e pagar outorga fixa anual de R$ 86 milhões. Entre as metas está o aprofundamento do canal de 13,5 para 15,5 metros de calado, condição que permitirá a operação de navios porta-contêineres de até 366 metros e graneleiros de 120 mil toneladas.

A concessão transfere à iniciativa privada responsabilidades atualmente da Portos do Paraná, como dragagem, sinalização, batimetria e monitoramento das embarcações. Segundo o governo estadual, trata-se do primeiro leilão de canal de acesso portuário no país e poderá servir de modelo para futuros processos em Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).

Importância do Porto de Paranaguá

O Porto de Paranaguá atende cerca de 2,6 mil navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. De acordo com a Antaq, foi a segunda instalação portuária pública que mais movimentou cargas no primeiro semestre de 2025, somando 30,9 milhões de toneladas — alta de 2,6% ante igual período de 2024.

Localizado ao sul da Ilha do Mel, o Canal da Galheta é o principal acesso aquaviário ao porto desde os anos 1970, quando a demanda por navios maiores exigiu a dragagem do Banco da Galheta.

Outros leilões no mesmo dia

Antes do certame paranaense, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, acompanhou dois leilões: o terminal RDJ07, no Rio de Janeiro, voltado a cargas de apoio offshore, com previsão de R$ 99,4 milhões em investimentos, e o TMP, em Maceió (AL), destinado a passageiros de cruzeiros, que deverá receber R$ 3,75 milhões ao longo de 25 anos.

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, também esteve presente no leilão em São Paulo.

 

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