A ausência de abastecimento de água na sede do Conselho Regional de Química da 8ª Região (CRQ-VIII) provocou a paralisação dos trabalhadores na quarta-feira, 29 de outubro. A interrupção das atividades foi adotada como protesto pelas condições de trabalho consideradas inadequadas.
Após a manifestação, a direção do CRQ-VIII contratou um carro-pipa para suprir temporariamente a demanda interna. A medida, entretanto, foi classificada como “paliativa” pelo presidente do Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional e Entidades Coligadas e Afins do Estado de Sergipe (SINDISCOSE), Igor Baima, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT-SE).
“Assim que acabar a água do carro-pipa, os trabalhadores voltarão a ficar sem água? Precisamos de uma solução efetiva. Entendemos que o problema é responsabilidade da Iguá, que deve viabilizar uma solução definitiva”, afirmou Baima. Ele defendeu que, enquanto o fornecimento não for regularizado, os empregados permaneçam em regime de home office, com custos arcados pela direção do Conselho.
Problema recorrente
De acordo com o sindicato, desde o início de 2025 os funcionários enfrentam falta constante de água potável e condições sanitárias precárias no local de trabalho. Ao longo do ano, a situação teria se agravado, motivando denúncias e cobranças por um desfecho que ainda não ocorreu.
Os trabalhadores aguardam uma definição sobre a possibilidade de manutenção do trabalho remoto até que o abastecimento seja restabelecido de forma permanente.
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