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Haddad quer acordos públicos e privados para recuperar os Correios

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (18) que os Correios seguirão sob comando do Estado, mas precisarão fechar parcerias com empresas públicas e privadas para elevar a arrecadação e superar a crise financeira.

19/12/2025 · 13h27
Haddad quer acordos públicos e privados para recuperar os Correios

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (18) que os Correios seguirão sob comando do Estado, mas precisarão fechar parcerias com empresas públicas e privadas para elevar a arrecadação e superar a crise financeira.

Segundo o ministro, a extensa rede de atendimento da estatal, presente em quase todos os municípios, desperta interesse de potenciais parceiros. A Caixa Econômica Federal é uma das instituições que já manifestaram disposição para cooperar, especialmente na oferta de serviços financeiros — como seguros e previdência — dentro das agências.

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Condições para empréstimos

Haddad explicou que qualquer financiamento ao operador postal só será liberado com aval do Tesouro Nacional e dentro de limites considerados aceitáveis pelo governo. A primeira proposta recebida, com juros equivalentes a 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), foi rejeitada no início do mês. O Tesouro não pretende garantir operações com custo superior a 120% do CDI.

Escalada do déficit

A saúde financeira da empresa se deteriorou nos últimos anos. O prejuízo saltou de R$ 633 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024. Entre janeiro e setembro de 2025, o rombo acumulado atingiu R$ 6 bilhões, e a projeção é encerrar o ano com até R$ 10 bilhões de resultado negativo. Diante do cenário, a estatal chegou a solicitar um empréstimo de até R$ 20 bilhões.

O Ministério da Fazenda, segundo Haddad, só teve acesso a um diagnóstico completo após a troca da diretoria em setembro. “Está tudo na mesa sobre soluções para a reestruturação”, disse, acrescentando que uma equipe trabalha na elaboração de um plano de recuperação e de uma linha do tempo que identifique as decisões que levaram ao problema.

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Privatização descartada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que não existe possibilidade de venda da empresa. Ele admitiu, contudo, a adoção de um modelo de economia mista, semelhante ao da Petrobras, em que o governo mantém o controle acionário. “Enquanto eu for presidente, não vai ter privatização. Pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, afirmou.

Subsídio e universalização

Haddad argumentou que serviços postais universais exigem subsídios, inclusive em países com economias liberais, já que companhias privadas concentram atuação em áreas rentáveis. “A tarifa não paga uma carta que sai do Rio Grande do Sul para o Amazonas”, observou. Por isso, a estatal deve agregar outras atividades para garantir sustentabilidade.

Contabilidade de estatais

O ministro também comentou a “confusão” entre investimentos e despesas no balanço de algumas empresas públicas. Citou o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) como exemplo: o desenvolvimento do sistema que acompanhará a reforma tributária em tempo real demandará cerca de R$ 2 bilhões e, ainda assim, foi contabilizado como gasto.

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Haddad mencionou ainda a situação da Eletronuclear, cuja participação da Eletrobras foi vendida ao grupo J&F, lembrando que o caso envolve questionamentos judiciais. “Nas próximas semanas, voltaremos à mesa do presidente com uma solução estrutural para a companhia”, concluiu.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (18) que os Correios seguirão sob comando do Estado, mas precisarão fechar parcerias com empresas públicas e privadas para elevar a arrecadação e superar a crise financeira.

Segundo o ministro, a extensa rede de atendimento da estatal, presente em quase todos os municípios, desperta interesse de potenciais parceiros. A Caixa Econômica Federal é uma das instituições que já manifestaram disposição para cooperar, especialmente na oferta de serviços financeiros — como seguros e previdência — dentro das agências.

Condições para empréstimos

Haddad explicou que qualquer financiamento ao operador postal só será liberado com aval do Tesouro Nacional e dentro de limites considerados aceitáveis pelo governo. A primeira proposta recebida, com juros equivalentes a 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), foi rejeitada no início do mês. O Tesouro não pretende garantir operações com custo superior a 120% do CDI.

Escalada do déficit

A saúde financeira da empresa se deteriorou nos últimos anos. O prejuízo saltou de R$ 633 milhões em 2023 para R$ 2,6 bilhões em 2024. Entre janeiro e setembro de 2025, o rombo acumulado atingiu R$ 6 bilhões, e a projeção é encerrar o ano com até R$ 10 bilhões de resultado negativo. Diante do cenário, a estatal chegou a solicitar um empréstimo de até R$ 20 bilhões.

O Ministério da Fazenda, segundo Haddad, só teve acesso a um diagnóstico completo após a troca da diretoria em setembro. “Está tudo na mesa sobre soluções para a reestruturação”, disse, acrescentando que uma equipe trabalha na elaboração de um plano de recuperação e de uma linha do tempo que identifique as decisões que levaram ao problema.

Privatização descartada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou que não existe possibilidade de venda da empresa. Ele admitiu, contudo, a adoção de um modelo de economia mista, semelhante ao da Petrobras, em que o governo mantém o controle acionário. “Enquanto eu for presidente, não vai ter privatização. Pode ter parceria, economia mista, mas privatização não vai ter”, afirmou.

Subsídio e universalização

Haddad argumentou que serviços postais universais exigem subsídios, inclusive em países com economias liberais, já que companhias privadas concentram atuação em áreas rentáveis. “A tarifa não paga uma carta que sai do Rio Grande do Sul para o Amazonas”, observou. Por isso, a estatal deve agregar outras atividades para garantir sustentabilidade.

Contabilidade de estatais

O ministro também comentou a “confusão” entre investimentos e despesas no balanço de algumas empresas públicas. Citou o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) como exemplo: o desenvolvimento do sistema que acompanhará a reforma tributária em tempo real demandará cerca de R$ 2 bilhões e, ainda assim, foi contabilizado como gasto.

Haddad mencionou ainda a situação da Eletronuclear, cuja participação da Eletrobras foi vendida ao grupo J&F, lembrando que o caso envolve questionamentos judiciais. “Nas próximas semanas, voltaremos à mesa do presidente com uma solução estrutural para a companhia”, concluiu.

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