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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Tragédia

Morte na UTI: Técnico do Hospital Anchieta encenava reanimação após injetar doses letais

Novos detalhes da investigação da Polícia Civil revelam que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, utilizava métodos calculados para ocultar os assassinatos de pacientes na UTI do Hospital Anchieta. Marcos, que trabalhava na instituição há cinco anos, chegou a confessar os crimes após ser confrontado com vídeos de câmeras […]

20/01/2026 · 09h03 · Atualizado às 19h02
Morte na UTI: Técnico do Hospital Anchieta encenava reanimação após injetar doses letais

Novos detalhes da investigação da Polícia Civil revelam que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, utilizava métodos calculados para ocultar os assassinatos de pacientes na UTI do Hospital Anchieta. Marcos, que trabalhava na instituição há cinco anos, chegou a confessar os crimes após ser confrontado com vídeos de câmeras de segurança.

A Dinâmica do “Disfarce”

Segundo a polícia, Marcos Vinícius injetava medicamentos letais nas vítimas e aguardava a parada cardíaca. Quando o monitor cardíaco alertava a equipe, ele iniciava imediatamente manobras de reanimação. O objetivo era simular que estava tentando salvar o paciente, enquanto, na verdade, ele próprio havia causado o colapso.

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Em um dos casos mais brutais, a idosa Miranilde Pereira da Silva (75 anos) recebeu mais de dez injeções de desinfetante hospitalar em um único dia.

Invasão de Sistema e Prescrições Falsas

A investigação descobriu que Marcos Vinícius agia com planejamento prévio:

  • Hacker de Prontuário: Ele utilizou o login e senha de um médico para invadir o sistema do hospital.
  • Prescrições Falsas: Usando a conta médica, ele prescrevia substâncias erradas para os pacientes que pretendia atingir.
  • Contrabando Interno: Ele buscava os remédios na farmácia, preparava as seringas e as escondia no jaleco para aplicar nos leitos sem levantar suspeitas.

A Rede de Apoio: As Cúmplices

Duas outras técnicas de enfermagem foram presas e identificadas pela “Operação Anúbis”:

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  • Amanda Rodrigues de Sousa (22 anos): Amiga de longa data de Marcos, trabalhava em outro setor e é suspeita de dar cobertura.
  • Marcela Camilly Alves da Silva (28 anos): Era nova no hospital e recebia instruções diretas de Marcos.

De acordo com a PCDF, as duas auxiliavam monitorando a porta dos quartos para garantir que ninguém entrasse enquanto Marcos realizava as aplicações letais.


Resumo das Vítimas Identificadas

VítimaIdadeProfissão/PerfilData do Óbito
Miranilde P. da Silva75 anosProfessora Aposentada17 de novembro
João Clemente Pereira63 anosSupervisor da Caesb17 de novembro
Marcos Moreira33 anosCarteiro (Correios)1º de dezembro

O que dizem as autoridades agora?

Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem) emitiu nota afirmando que acompanha o caso e que adotará as providências cabíveis dentro de sua competência legal. Se condenados, os técnicos podem ter seus registros profissionais cassados definitivamente, além das penas de prisão por homicídio qualificado.

O Hospital Anchieta reiterou que as câmeras de segurança dos leitos foram fundamentais para desvendar o crime e que os envolvidos foram demitidos por justa causa assim que as evidências surgiram.

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3 min de leitura

Novos detalhes da investigação da Polícia Civil revelam que o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, utilizava métodos calculados para ocultar os assassinatos de pacientes na UTI do Hospital Anchieta. Marcos, que trabalhava na instituição há cinco anos, chegou a confessar os crimes após ser confrontado com vídeos de câmeras de segurança.

A Dinâmica do “Disfarce”

Segundo a polícia, Marcos Vinícius injetava medicamentos letais nas vítimas e aguardava a parada cardíaca. Quando o monitor cardíaco alertava a equipe, ele iniciava imediatamente manobras de reanimação. O objetivo era simular que estava tentando salvar o paciente, enquanto, na verdade, ele próprio havia causado o colapso.

Em um dos casos mais brutais, a idosa Miranilde Pereira da Silva (75 anos) recebeu mais de dez injeções de desinfetante hospitalar em um único dia.

Invasão de Sistema e Prescrições Falsas

A investigação descobriu que Marcos Vinícius agia com planejamento prévio:

  • Hacker de Prontuário: Ele utilizou o login e senha de um médico para invadir o sistema do hospital.
  • Prescrições Falsas: Usando a conta médica, ele prescrevia substâncias erradas para os pacientes que pretendia atingir.
  • Contrabando Interno: Ele buscava os remédios na farmácia, preparava as seringas e as escondia no jaleco para aplicar nos leitos sem levantar suspeitas.

A Rede de Apoio: As Cúmplices

Duas outras técnicas de enfermagem foram presas e identificadas pela “Operação Anúbis”:

  • Amanda Rodrigues de Sousa (22 anos): Amiga de longa data de Marcos, trabalhava em outro setor e é suspeita de dar cobertura.
  • Marcela Camilly Alves da Silva (28 anos): Era nova no hospital e recebia instruções diretas de Marcos.

De acordo com a PCDF, as duas auxiliavam monitorando a porta dos quartos para garantir que ninguém entrasse enquanto Marcos realizava as aplicações letais.


Resumo das Vítimas Identificadas

VítimaIdadeProfissão/PerfilData do Óbito
Miranilde P. da Silva75 anosProfessora Aposentada17 de novembro
João Clemente Pereira63 anosSupervisor da Caesb17 de novembro
Marcos Moreira33 anosCarteiro (Correios)1º de dezembro


O que dizem as autoridades agora?

Coren-DF (Conselho Regional de Enfermagem) emitiu nota afirmando que acompanha o caso e que adotará as providências cabíveis dentro de sua competência legal. Se condenados, os técnicos podem ter seus registros profissionais cassados definitivamente, além das penas de prisão por homicídio qualificado.

O Hospital Anchieta reiterou que as câmeras de segurança dos leitos foram fundamentais para desvendar o crime e que os envolvidos foram demitidos por justa causa assim que as evidências surgiram.

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