O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE), em parceria com o Instituto Social Ágatha, lança no próximo dia 28 de janeiro a Campanha contra o Trabalho Escravo 2026. As atividades, que seguem até fevereiro, incluem debates, apresentações teatrais e distribuição de material informativo em Aracaju e no interior do estado.
Início no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
A abertura ocorrerá às 8h do 28 de janeiro, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Trabalho análogo ao de escravo, com o IV Fórum de Enfrentamento ao Trabalho Escravo em Sergipe no auditório do MPT-SE, em Aracaju.
Durante o fórum, a equipe da Tampa Produções Artísticas apresentará a peça “Quando a esmola é grande, tem que desconfiar”, texto de Virgínia Lúcia F. Menezes e direção de Raimundo Venâncio. A montagem usa linguagem teatral para alertar sobre a exploração trabalhista.
Palestra magna
O médico e ativista social Carlos Bezerra Júnior fará a palestra principal. Autor da Lei 14.946/13, em vigor em São Paulo e citada pela ONU como referência no combate à escravidão contemporânea, Bezerra abordará estratégias de enfrentamento a essa violação de direitos.
Programação itinerante
Além do fórum, a campanha levará ações a diferentes municípios:
• 29/01 – Palestra “Combate ao Trabalho Escravo Contemporâneo” na Secretaria da Agricultura de Canindé de São Francisco.
• 30/01 – Apresentação da peça teatral no Coreto da Praça Matriz, em Canindé de São Francisco, às 9h.
• 02/02 – Nova exibição da peça na Feira da Coruja, em Tobias Barreto.
• 06/02 – Atividades de conscientização durante a Sealba Show 2026, em Itabaiana.
Inscrições e participação
Todas as vagas são gratuitas e limitadas. Interessados devem se inscrever pela plataforma Sympla.
Enfoque educativo
O procurador do Trabalho Adroaldo Bispo, coordenador regional da Conaete, destacou que as campanhas anteriores já contribuíram para reduzir o número de resgates no estado. “Por meio da arte, queremos que as pessoas compreendam a extensão e o dano que a redução do trabalhador à condição de escravo provoca”, afirmou.
A presidente do Instituto Social Ágatha, Talita Verônica da Silva, ressaltou a importância de ocupar espaços públicos: “Nosso objetivo é que cada pessoa se reconheça como parte dessa rede de proteção, ajudando a romper ciclos de exploração que ainda persistem”.
As atividades podem sofrer alterações de data ou local, conforme a organização.
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