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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Educação

Presidente do Inep nega falhas nos resultados finais do Enamed

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (20) que não houve erro nos resultados finais da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país. Segundo Palacios, aproximadamente 30% dos cursos obtiveram […]

21/01/2026 · 09h37
Presidente do Inep nega falhas nos resultados finais do Enamed

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (20) que não houve erro nos resultados finais da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país.

Segundo Palacios, aproximadamente 30% dos cursos obtiveram desempenho insatisfatório, situação registrada quando menos de 60% dos estudantes alcançam proficiência. Esses dados compõem o cálculo do conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5; conceitos 1 e 2 são considerados insuficientes pelo Ministério da Educação (MEC).

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Divergências apontadas pelas faculdades

Associações que representam faculdades particulares contestaram a divulgação dos números, alegando diferenças entre as informações remetidas ao sistema em dezembro de 2025 e os dados publicados agora. A principal queixa diz respeito ao total de estudantes classificados como proficientes.

Palacios reconheceu que houve divergência em uma comunicação interna enviada às instituições pelo sistema eMEC. De acordo com ele, o número de alunos com proficiência foi corrigido, mas a inconsistência não teria sido usada no cálculo dos indicadores de qualidade.

“O quantitativo de estudantes que alcançaram proficiência saiu com resultados divergentes. Houve um erro aqui no Inep desse número, mas ele não foi utilizado para qualquer cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos”, declarou.

Inep defende validade dos indicadores

O presidente do instituto assegurou que os boletins individuais, os resultados por curso e o conceito Enade estão corretos. “Os resultados são válidos, estão corretos e não há qualquer intercorrência na publicação desses resultados”, reforçou.

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Ele acrescentou que os indicadores publicados no site do Inep trazem, de forma correta, número de participantes, inscritos, alunos proficientes e o conceito Enade correspondente.

Posicionamento da ABMES

Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que as inconsistências foram reconhecidas pelo próprio MEC e pelo Inep. A entidade citou notas técnicas publicadas entre 9 e 30 de dezembro que teriam alterado critérios metodológicos após o encerramento do exame e do prazo de recursos.

A ABMES sustenta que essas mudanças comprometeram a transparência e a segurança jurídica, além de dificultarem a checagem dos dados, pois os microdados divulgados não permitem associar alunos às respectivas instituições.

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Possíveis medidas cautelares

Conceitos Enade insatisfatórios podem levar o MEC a aplicar medidas cautelares, como restrição de vagas ou impedimento de novos ingressos em cursos de medicina. O Inep abrirá, a partir da próxima segunda-feira (26), prazo de cinco dias para que as instituições apresentem dúvidas ou manifestações sobre o cálculo dos resultados.

Com informações de Agência Brasil

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O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Manuel Palacios, afirmou nesta terça-feira (20) que não houve erro nos resultados finais da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que avaliou 351 cursos de medicina em todo o país.

Segundo Palacios, aproximadamente 30% dos cursos obtiveram desempenho insatisfatório, situação registrada quando menos de 60% dos estudantes alcançam proficiência. Esses dados compõem o cálculo do conceito Enade das instituições, que varia de 1 a 5; conceitos 1 e 2 são considerados insuficientes pelo Ministério da Educação (MEC).

Divergências apontadas pelas faculdades

Associações que representam faculdades particulares contestaram a divulgação dos números, alegando diferenças entre as informações remetidas ao sistema em dezembro de 2025 e os dados publicados agora. A principal queixa diz respeito ao total de estudantes classificados como proficientes.

Palacios reconheceu que houve divergência em uma comunicação interna enviada às instituições pelo sistema eMEC. De acordo com ele, o número de alunos com proficiência foi corrigido, mas a inconsistência não teria sido usada no cálculo dos indicadores de qualidade.

“O quantitativo de estudantes que alcançaram proficiência saiu com resultados divergentes. Houve um erro aqui no Inep desse número, mas ele não foi utilizado para qualquer cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos”, declarou.

Inep defende validade dos indicadores

O presidente do instituto assegurou que os boletins individuais, os resultados por curso e o conceito Enade estão corretos. “Os resultados são válidos, estão corretos e não há qualquer intercorrência na publicação desses resultados”, reforçou.

Ele acrescentou que os indicadores publicados no site do Inep trazem, de forma correta, número de participantes, inscritos, alunos proficientes e o conceito Enade correspondente.

Posicionamento da ABMES

Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que as inconsistências foram reconhecidas pelo próprio MEC e pelo Inep. A entidade citou notas técnicas publicadas entre 9 e 30 de dezembro que teriam alterado critérios metodológicos após o encerramento do exame e do prazo de recursos.

A ABMES sustenta que essas mudanças comprometeram a transparência e a segurança jurídica, além de dificultarem a checagem dos dados, pois os microdados divulgados não permitem associar alunos às respectivas instituições.

Possíveis medidas cautelares

Conceitos Enade insatisfatórios podem levar o MEC a aplicar medidas cautelares, como restrição de vagas ou impedimento de novos ingressos em cursos de medicina. O Inep abrirá, a partir da próxima segunda-feira (26), prazo de cinco dias para que as instituições apresentem dúvidas ou manifestações sobre o cálculo dos resultados.

Com informações de Agência Brasil

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