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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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MPSE deflagra operação em Aracaju para combater combustíveis adulterados com metanol

Com tecnologia infravermelha, força-tarefa fiscaliza postos na capital para assegurar qualidade e coibir práticas nocivas à saúde e ao bolso do consumidor. ARACAJU, SE – O Ministério Público de Sergipe (MPSE) coordena, nesta terça-feira (27), uma operação de fiscalização em diversos postos de combustíveis da capital. A ação foca na identificação de fraudes na composição da […]

27/01/2026 · 08h52 · Atualizado às 19h06
MPSE deflagra operação em Aracaju para combater combustíveis adulterados com metanol

Com tecnologia infravermelha, força-tarefa fiscaliza postos na capital para assegurar qualidade e coibir práticas nocivas à saúde e ao bolso do consumidor.

ARACAJU, SE – O Ministério Público de Sergipe (MPSE) coordena, nesta terça-feira (27), uma operação de fiscalização em diversos postos de combustíveis da capital. A ação foca na identificação de fraudes na composição da gasolina e do etanol, com atenção especial à detecção de metanol, substância altamente tóxica cuja presença é proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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Tecnologia de Ponta na Bomba

O diferencial da operação deste ano é o uso da tecnologia FTIR (Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier). O equipamento permite que os fiscais analisem a “assinatura química” do combustível de forma imediata e precisa, sem a necessidade de aguardar dias por resultados laboratoriais. Caso a máquina identifique uma desconformidade, a bomba é lacrada na hora.

Força-Tarefa Integrada

Para garantir a abrangência da fiscalização, o MPSE atua em conjunto com outros órgãos estratégicos:

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  • ANP: Responsável pelos padrões técnicos e regulamentação nacional.
  • Procon Estadual: Fiscaliza abusos de preços e descumprimento dos direitos do consumidor.
  • Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon): Atua na esfera criminal em casos de flagrante de fraude ou venda de produtos nocivos.

Por que o Metanol é o alvo?

A mistura de metanol ao combustível é uma prática ilegal usada para baratear o produto final. No entanto, os riscos são severos:

  1. Saúde: A inalação ou contato pode causar cegueira e danos neurológicos permanentes.
  2. Veículo: A substância é corrosiva e pode danificar mangueiras, bombas de combustível e bicos injetores a curto prazo.
  3. Ambiente: O metanol é um poluente agressivo e altamente inflamável.

Orientações ao Consumidor

O MPSE reforça que o consumidor tem o direito de exigir o teste da proveta (que mede a porcentagem de álcool na gasolina) em qualquer posto. Caso note um preço excessivamente abaixo do mercado ou o veículo apresente falhas logo após o abastecimento, a recomendação é registrar a denúncia imediatamente.

“A operação é uma resposta necessária para garantir que o alívio nos preços, anunciado recentemente, não seja acompanhado por uma queda na qualidade. O consumidor sergipano precisa ter a certeza do que está colocando no tanque”, destaca a nota da Promotoria de Defesa do Consumidor.

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Com tecnologia infravermelha, força-tarefa fiscaliza postos na capital para assegurar qualidade e coibir práticas nocivas à saúde e ao bolso do consumidor.

ARACAJU, SE – O Ministério Público de Sergipe (MPSE) coordena, nesta terça-feira (27), uma operação de fiscalização em diversos postos de combustíveis da capital. A ação foca na identificação de fraudes na composição da gasolina e do etanol, com atenção especial à detecção de metanol, substância altamente tóxica cuja presença é proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Tecnologia de Ponta na Bomba

O diferencial da operação deste ano é o uso da tecnologia FTIR (Espectroscopia no Infravermelho por Transformada de Fourier). O equipamento permite que os fiscais analisem a “assinatura química” do combustível de forma imediata e precisa, sem a necessidade de aguardar dias por resultados laboratoriais. Caso a máquina identifique uma desconformidade, a bomba é lacrada na hora.

Força-Tarefa Integrada

Para garantir a abrangência da fiscalização, o MPSE atua em conjunto com outros órgãos estratégicos:

  • ANP: Responsável pelos padrões técnicos e regulamentação nacional.
  • Procon Estadual: Fiscaliza abusos de preços e descumprimento dos direitos do consumidor.
  • Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon): Atua na esfera criminal em casos de flagrante de fraude ou venda de produtos nocivos.

Por que o Metanol é o alvo?

A mistura de metanol ao combustível é uma prática ilegal usada para baratear o produto final. No entanto, os riscos são severos:

  1. Saúde: A inalação ou contato pode causar cegueira e danos neurológicos permanentes.
  2. Veículo: A substância é corrosiva e pode danificar mangueiras, bombas de combustível e bicos injetores a curto prazo.
  3. Ambiente: O metanol é um poluente agressivo e altamente inflamável.

Orientações ao Consumidor

O MPSE reforça que o consumidor tem o direito de exigir o teste da proveta (que mede a porcentagem de álcool na gasolina) em qualquer posto. Caso note um preço excessivamente abaixo do mercado ou o veículo apresente falhas logo após o abastecimento, a recomendação é registrar a denúncia imediatamente.

“A operação é uma resposta necessária para garantir que o alívio nos preços, anunciado recentemente, não seja acompanhado por uma queda na qualidade. O consumidor sergipano precisa ter a certeza do que está colocando no tanque”, destaca a nota da Promotoria de Defesa do Consumidor.

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