Novo valor entra em vigor a 1 de fevereiro de 2026. Queda acumulada no preço da molécula já atinge 38% desde o final de 2022.
RIO DE JANEIRO – A Petrobras informou que os contratos de venda de gás natural às distribuidoras terão uma redução média de 7,8% em relação ao trimestre anterior (novembro-dezembro-janeiro). A medida acompanha a política de atualizações trimestrais da companhia, que vincula os preços a indicadores internacionais e ao câmbio.
O que explica a queda?
Segundo a estatal, o ajuste é o resultado combinado de três fatores principais:
- Cotação do Petróleo Brent: A variação do preço do barril no mercado internacional.
- Taxa de Câmbio: A valorização do Real face ao Dólar no período.
- Indexação ao Henry Hub: Uma novidade para 2026. Alguns contratos passaram a utilizar o índice Henry Hub (referência do mercado americano) como indexador, o que garante maior previsibilidade e menores oscilações comparadas apenas ao petróleo.
Impacto no consumidor final
Embora a redução na “molécula” do gás seja significativa, o alívio no bolso do consumidor (residencial ou industrial) não é automático nem proporcional:
- Fatores Externos: O preço final depende das margens de lucro das distribuidoras, dos custos de transporte e da carga tributária estadual e federal.
- GNV (Gás Natural Veicular): Os condutores que utilizam o kit gás devem sentir a redução de forma mais direta, dependendo da política de repasse de cada posto.
- Gás de Cozinha (GLP): Atenção! Esta medida não afeta o preço do botijão de 13kg (GLP), que segue uma dinâmica de preços diferente e não sofreu alteração neste anúncio.
Contexto Económico
Com este novo ajuste, a Petrobras destaca que o preço médio do gás natural vendido às distribuidoras já acumula uma redução de cerca de 38% desde dezembro de 2022.
A notícia chega apenas 24 horas após a estatal ter anunciado também um corte de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras (uma redução de R$ 0,14 por litro), reforçando uma tendência de queda nos custos de energia e combustíveis neste início de 2026, o que pode ajudar a controlar as projeções de inflação para o primeiro trimestre.
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